Acre
Acre registra 3.021 mortes violentas em 10 anos, com facções e tráfico respondendo por 42% dos casos
Dados do Ministério Público apontam Rio Branco como epicentro da violência (57,2% dos casos); 2024 teve menor número em nove anos

O Painel de Acompanhamento de Mortes Violentas Intencionais inclui na estatística crimes como homicídio consumado, feminicídio, latrocínio, estupro seguido de morte. Foto: arquivo
O Acre contabilizou 3.021 mortes violentas intencionais nos últimos dez anos, segundo dados do Painel de Acompanhamento de Mortes Violentas Intencionais (MVI), do Ministério Público do Estado. Conflitos entre facções criminosas e o tráfico de drogas foram responsáveis por 42,2% das ocorrências no período.
O ano mais violento foi 2017, quando foram registradas 531 mortes. Em contrapartida, 2024 teve o menor número de casos nos últimos nove anos, com 178 ocorrências. Até 1º de abril de 2025, já foram registrados 23 casos no estado.
Relatório Especial: Uma década de violência no Acre (2015-2025)
Panorama Geral:
- Total de mortes violentas: 3.021 em 10 anos
- Principal motivador: Conflitos entre facções e tráfico de drogas (42,2% dos casos)
- Ano mais violento: 2017 (531 mortes)
- Menor registro: 2024 (178 casos) – menor número em nove anos
- 2025 (até 1º de abril): 23 ocorrências
Perfil Geográfico:
Rio Branco: 1.728 casos (57,2% do total)
Cruzeiro do Sul: 236 (7,81%)
Tarauacá: 136 (4,5%)
Santa Rosa do Purus: 6 (menos de 0,2%)
Características das Vítimas:
Gênero:
- Homens: 90,96%
- Mulheres: 9%
Raça/Cor:
- Não identificada: 51,87%
- Pardos: 42,9%
- Brancos: 2,18%
- Faixa etária mais afetada: 20 a 34 anos
Modus Operandi:
- Armas de fogo: 66,63% dos casos
- Armas brancas: 24,4%
Horário com maior incidência:
- Noite: 43,56%
- Tarde: 21,98%
- Madrugada: 17,81%
Dias mais violentos:
- Domingo: 19,4%
- Sábado: 16,42%
- Segunda-feira: 14,46%
Metodologia:
O Painel de Acompanhamento de Mortes Violentas Intencionais (MVI) considera nove categorias de crimes:
- Homicídio consumado
- Feminícidio
- Latrocínio
- Estupro seguido de morte
- Extorsão mediante sequestro com morte
- Lesão corporal fatal
- Maus-tratos com resultado morte
- Morte decorrente de intervenção policial
Análise:
Os dados revelam uma concentração urbana da violência (Rio Branco responde por mais da metade dos casos) e um perfil específico das vítimas: homens jovens, predominantemente pardos. A redução em 2024 pode indicar efeitos de políticas públicas ou mudanças no cenário do crime organizado, mas especialistas alertam que o primeiro trimestre de 2025 mantém uma média preocupante.
Perspectivas:
O MP-AC destaca a necessidade de estratégias diferenciadas por município, com atenção especial aos finais de semana, quando ocorrem 35,82% dos casos. A predominância de armas de fogo aponta para a urgência no controle de armamento ilegal.
O Painel de Acompanhamento de Mortes Violentas Intencionais inclui na estatística crimes como homicídio consumado, feminicídio, latrocínio, estupro seguido de morte, extorsão mediante sequestro e morte, lesão corporal com resultado morte, maus-tratos com resultado morte e morte decorrente de intervenção policial.
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Placas que alertavam sobre risco de afogamento no rio são furtadas na Gameleira

Foto: Whidy Melo/ac24horas
Pelo menos duas placas de sinalização que alertavam para o risco de afogamento no Rio Acre desapareceram da região da Gameleira, no Segundo Distrito de Rio Branco. Os equipamentos foram instalados há cerca de 15 dias pelo Corpo de Bombeiros do Acre, durante o período da cheia, para reforçar a proibição do banho no local, mas foram furtados e podem ter sido levados para venda como sucata.

Foto: Whidy Melo/ac24horas
A remoção das placas levanta preocupações sobre a segurança dos frequentadores da área, já que o trecho do rio é considerado inadequado para banho. O Capitão do Corpo de Bombeiros, Freitas Filho, lamentou o ocorrido e destacou a importância da sinalização para evitar acidentes.
“Reagimos com bastante indignação, porque, como já foi falado, trata-se de uma atitude do governo do Estado no sentido de orientar as pessoas a preservar a própria vida. Então, é em prol da coletividade”, afirmou.

Foto: Whidy Melo/ac24horas
Ainda segundo o capitão, a corporação pretende buscar mecanismos para identificar os responsáveis pelo furto e reforçar a conscientização sobre os riscos do banho no Rio Acre. “Vamos continuar, como sempre fazemos, com muita dedicação, a nossa atividade de preservar vidas”, garantiu.
Casos de furtos desse tipo têm se tornado comuns na cidade. Materiais metálicos, como fios de semáforos e estruturas de sinalização, são frequentemente levados e revendidos de forma irregular, causando prejuízos à população e dificultando o trabalho das autoridades responsáveis pela manutenção da infraestrutura urbana.
Foto: Whidy Melo
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Acre pode ser o primeiro estado do Brasil a eliminar lixões a céu aberto
O Acre pode se tornar o primeiro estado do Brasil a encerrar 100% das atividades de lixões a céu aberto. Essa é a meta do Consórcio Intermunicipal de Coleta, Destinação e Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos das Regionais do Estado do Acre (Cinreso/AC), que busca soluções para ampliar a reciclagem e garantir a destinação adequada do lixo nos 22 municípios acreanos.
O assunto foi discutido nesta quarta-feira, 2, em reunião entre o secretário da Representação do Governo do Acre (Repac), Fabio Rueda, e o secretário executivo do Cinreso/AC, Emerson Leão, em Brasília. Além do fechamento dos lixões, o encontro abordou o programa Recicla Acre, que será lançado ainda este mês e prevê coleta seletiva e educação ambiental nas escolas.
“Essa é uma pauta muito importante para as prefeituras e para o governo do Estado e, por determinação do governador Gladson Camelí, estamos acompanhando as boas práticas nessa área existentes no país, para possibilitar a adoção daquilo que se ajusta ao estado, observando as peculiaridades de cada município”, disse Fábio Rueda.
Em março, representantes do governo e prefeituras assinaram um termo de cooperação técnica com gestores catarinenses, em Timbó (SC), para implantação de aterros sanitários e encerramento dos lixões no Acre.
Apesar dos desafios, especialmente nos municípios mais isolados, como Santa Rosa do Purus, Jordão, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter, a expectativa do Cinreso é viabilizar alternativas para a destinação correta dos resíduos e atrair empresas interessadas em comprar materiais recicláveis coletados no estado.
“Acredito que, até o início do ano que vem, o Acre será o primeiro estado do Brasil a encerrar 100% as atividades dos lixões”, afirmou Emerson Leão.
Com informações da Agência de Notícias do Acre.
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Segunda onda polar atinge o Acre com ventos intensos e chuvas fortes

FOTO: SÉRGIO VALE
A segunda onda de frio polar de 2025 chegará ao Acre nesta sexta-feira, 4, trazendo ventos intensos e chuvas fortes, conforme previsão do pesquisador Davi Friale. O fenômeno atingirá o estado no fim da tarde ou início da noite, com possibilidade de temporais isolados em diversos municípios. As informações foram publicadas pelo boletim do Portal O Tempo Aqui.
O sábado, 5, será marcado por tempo frio, céu encoberto e ventos fortes vindos do sudeste. No leste e no sul do estado, incluindo Rio Branco e Brasileia, a temperatura máxima não deve ultrapassar os 25ºC ao longo do dia. Já as mínimas, registradas entre a madrugada de domingo, 6,e segunda-feira, 7, devem ficar entre 18ºC e 21ºC. Há chances de que esse resfriamento estabeleça um novo recorde de menor temperatura do ano.
No centro do Acre e no vale do Juruá, a onda polar também será sentida, mas com menor intensidade. Comparada à primeira massa de ar frio, que chegou no último dia 1º de abril, essa nova incursão polar trará mais chuvas, ventos mais fortes e temperaturas diurnas ligeiramente mais baixas.
“Reforçamos que essa segunda onda polar será semelhante à primeira, que chegou na última terça-feira, dia primeiro de abril, ou seja, provocando mais chuva, porém, a intensidade dos ventos será maior e a temperatura diurna ficará um pouco menor do que a anterior. Alertamos para a alta probabilidade de ocorrência de transtornos à população de algumas áreas, como queda de galhos e árvores, inundação de ruas, transbordamento de córregos e pequenos igarapés e deslizamentos de terra”, diz Friale.
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