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Acre fecha novembro com saldo negativo de empregos formais, aponta Novo Caged

Queda nas contratações da construção civil e da Administração Pública puxou desaceleração, segundo análise da Fecomércio-AC

O mercado de trabalho formal no Acre apresentou desaceleração no mês de novembro, influenciado principalmente pela redução nas contratações da construção civil e da Administração Pública. De acordo com análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio-AC), com base nos dados do Novo Caged, o estado encerrou o período com saldo negativo de 74 vagas com carteira assinada.

Entre os setores que mais contribuíram para o resultado negativo, a construção civil liderou as perdas, com o encerramento de 372 vínculos formais. A Administração Pública também registrou retração, com redução de 98 postos de trabalho. Já a indústria de transformação apresentou leve queda, com sete desligamentos a mais que admissões no mês.

Em sentido oposto, o comércio teve desempenho positivo e ajudou a evitar uma queda mais expressiva no nível de ocupação. O setor foi responsável pela criação de 208 novas vagas formais em novembro. O segmento de serviços também apresentou resultado favorável, com abertura de 67 postos de trabalho, mantendo relativa estabilidade no mercado de trabalho acreano.

Apesar do resultado negativo no mês, o Acre mantém saldo positivo no acumulado de 2025. Ao longo do ano, foram contabilizadas 53.810 admissões e 48.438 desligamentos, garantindo a criação líquida de 5.482 empregos formais, o que representa crescimento de 4,96% no estoque de trabalhadores com carteira assinada.

No recorte por municípios, Rio Branco concentrou a maior parte das contratações, com saldo positivo de 300 vagas, consolidando-se como o principal polo de geração de empregos no estado. Também registraram crescimento Sena Madureira, com 54 novas vagas, Cruzeiro do Sul, com 36 postos, e Acrelândia, que fechou novembro com saldo positivo de 20 empregos formais.

Por outro lado, alguns municípios apresentaram retração significativa. Plácido de Castro teve o pior desempenho, com saldo negativo de 237 vagas. Capixaba perdeu 161 postos de trabalho, seguido por Senador Guiomard (-40), Xapuri (-34) e Porto Walter (-10).

Segundo a Fecomércio-AC, o comportamento observado em novembro reflete um padrão típico do fim do ano, marcado pela redução de atividades em determinados setores econômicos. Para o assessor da presidência da entidade, Egídio Garó, o cenário de 2025 também foi influenciado pelo aumento dos desligamentos voluntários e pela migração de trabalhadores para a informalidade, fenômeno que, segundo ele, exige análises mais aprofundadas sobre seus impactos na economia estadual.

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Da Redação