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A dura realidade das ruas esburacadas e o embate político local, de quem é a culpa?

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Em muitos bairros das cidades de todo o Brasil, a cena é familiar: ruas esburacadas, causando transtornos aos moradores e questionamentos sobre a responsabilidade de resolver o problema. Em meio a reclamações crescentes, a questão que paira sobre a comunidade é clara – quem deve ser responsabilizado por esses trechos deteriorados, o vereador ou o prefeito?

Moradores de diversas localidades têm suas insatisfações com as condições das ruas, apontando não apenas para a estética prejudicada, mas também para os prejuízos materiais que enfrentam devido aos buracos. Carros avariados e dificuldades no deslocamento são apenas algumas das consequências dessa realidade.

Em conversas com a população afetada, a mensagem é clara: eles querem ação imediata e soluções duradouras para o problema, e esperam que seus representantes políticos estejam à altura dessa tarefa.

Para compreender de quem é a culpa, devemos primeiro saber dos deveres dos vereadores e do Prefeito.

Os vereadores são membros do poder legislativo municipal e têm diversas responsabilidades. Aqui estão algumas das principais funções e responsabilidades de um vereador:

  1. Elaboração de Leis: Vereadores têm a responsabilidade de apresentar projetos de lei para serem discutidos e votados na Câmara Municipal. Esses projetos podem abranger uma ampla gama de temas, desde questões de infraestrutura até políticas sociais.
  2. Fiscalização do Executivo: Os vereadores têm o dever de fiscalizar as ações do Poder Executivo municipal, incluindo o trabalho do prefeito. Isso é feito por meio de questionamentos, pedidos de informações, e participação ativa em comissões de fiscalização.
  3. Aprovação do Orçamento: A Câmara Municipal, composta pelos vereadores, é responsável por aprovar o orçamento municipal. Eles analisam e votam as propostas orçamentárias apresentadas pelo Poder Executivo, definindo as prioridades de gastos para o ano fiscal.
  4. Representação dos Cidadãos: Vereadores são eleitos para representar os interesses e preocupações da comunidade que os elegeu. Eles devem ouvir os cidadãos, entender suas necessidades e lutar por políticas que beneficiem a população local.
  5. Participação em Comissões: Muitas Câmaras Municipais têm comissões específicas que tratam de temas como saúde, educação, urbanismo, entre outros. Os vereadores frequentemente participam dessas comissões para se aprofundarem em questões específicas.
  6. Aprovação de Projetos de Infraestrutura: Os vereadores desempenham um papel crucial na aprovação de projetos de infraestrutura, como pavimentação de ruas, construção de escolas e melhorias nos serviços públicos. Eles também podem direcionar emendas para obras específicas em suas regiões.
  7. Atendimento à Comunidade: Vereadores muitas vezes atuam como intermediários entre os cidadãos e o governo municipal. Eles recebem demandas da comunidade, encaminham pedidos aos órgãos competentes e buscam soluções para os problemas locais.

Os vereadores, como representantes do poder legislativo municipal, têm sido alvo de críticas por parte da população. O argumento é claro: eles possuem o poder de fiscalização, aprovam projetos de lei, e, acima de tudo, determinam a alocação de recursos por meio da aprovação do orçamento municipal.

Entretanto, uma análise mais aprofundada revela que embora os vereadores tenham a responsabilidade de aprovar o orçamento, a execução de obras e serviços é de competência do poder executivo, liderado pelo prefeito.

O vereador tem o poder de aprovar ou rejeitar um projeto orçamentário, mas ele não tem o poder de executar obras, quem executa obras é o poder executivo.

O prefeito é o chefe do Poder Executivo Municipal e possui uma série de responsabilidades e funções importantes para o bom funcionamento da administração municipal. Aqui estão algumas das principais responsabilidades do prefeito:

  1. Execução das Leis: O prefeito é responsável por executar as leis aprovadas pela Câmara Municipal, garantindo que as políticas e regulamentos sejam implementados de acordo com a legislação municipal.
  2. Gestão Administrativa: O prefeito administra a estrutura organizacional da prefeitura, nomeando e supervisionando secretários e outros cargos importantes. Ele também é responsável por coordenar as atividades dos diversos órgãos municipais.
  3. Elaboração e Execução do Orçamento: O prefeito propõe o orçamento municipal, indicando as prioridades de gastos para o ano fiscal. Após a aprovação pela Câmara Municipal, o prefeito é responsável por garantir a execução orçamentária de forma eficiente.
  4. Representação do Município: O prefeito representa oficialmente o município em eventos, reuniões e negociações. Ele é a figura-chave na interação com outros níveis de governo, órgãos e entidades.
  5. Planejamento Urbano: O prefeito desempenha um papel crucial no planejamento urbano, promovendo o desenvolvimento sustentável da cidade. Isso inclui decisões sobre zoneamento, uso do solo, transporte e infraestrutura.
  6. Gestão de Crises: Em situações de emergência ou desastre, o prefeito é responsável por coordenar a resposta e a recuperação. Isso pode envolver a mobilização de recursos, a tomada de decisões rápidas e a comunicação eficaz com a comunidade.
  7. Fiscalização e Transparência: O prefeito é responsável por garantir a transparência na administração pública, prestando contas das ações do Executivo. Ele também deve responder às demandas de fiscalização da Câmara Municipal.
  8. Saúde e Educação: Embora essas áreas tenham gestões específicas, o prefeito tem um papel na promoção de políticas públicas relacionadas à saúde e educação. Ele pode, por exemplo, coordenar a construção de escolas e a melhoria dos serviços de saúde.
  9. Segurança Pública: O prefeito, muitas vezes em colaboração com órgãos estaduais, é responsável por políticas e ações que visem à segurança pública no município.
  10. Desenvolvimento Econômico: O prefeito pode implementar políticas que visam ao desenvolvimento econômico local, atraindo investimentos e promovendo a geração de empregos.

Observando isso, alguns moradores apontam diretamente para o prefeito, alegando que a execução de projetos de infraestrutura é de sua responsabilidade. Eles argumentam que o prefeito, como chefe do poder executivo municipal, tem o dever de priorizar e implementar planos que abordem as condições precárias das ruas.

Observe que um prefeito é o líder eleito para comandar o Poder Executivo, que é o responsável direto para executar obras e serviços para sua população.

Mas afinal, a quem devo cobrar?

Digamos que a sua rua está cheia de buracos e sem iluminação pública, neste caso, o responsável pela fiscalização da prefeitura é o vereador (parlamentar do Poder Legislativo), mas quem executa o serviço é a prefeitura (comandado pelo prefeito no Poder Executivo), se não há verbas para a prefeitura executar, cabe ao prefeito e seus secretários elaborar um planejamento para obter o orçamento necessário para realizar o serviço, este planejamento pode vim de recursos próprios do município, de emenda de Deputados ou Senadores, ou de parceria com o Estado e estatais.

É importante ressaltar, que todas as verbas orçamentarias utilizada pela prefeitura, deve passar antes pela a aprovação dos vereadores na Câmara Municipal.

Todo final de ano, o prefeito deve mandar a Câmara de vereadores um projeto que visa o orçamento para todas as secretarias e necessidades da prefeitura para o ano seguinte, como estamos no final de 2023, o prefeito da sua cidade deve mandar o projeto que visa o orçamento para 2024 e nele estará tudo o que a prefeitura deve ter de verba para executar os serviços, incluindo a solução do problema da sua rua. Vamos chamar esse projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA).

A Lei Orçamentária Anual (LOA), instrumento que estabelece as diretrizes para o uso dos recursos públicos, é um ponto central nesse debate. A aprovação e destinação correta dos recursos, aliadas a um planejamento estratégico, são cruciais para a efetiva manutenção das ruas.

A imagem acima ilustra o processo legal de um projeto. Digamos que a pavimentação da sua rua seja de aproximadamente 1 milhão de reais, o processo para liberação de recurso, seja através da LOA ou de outros projetos como crédito suplementar adicional, é o mesmo da imagem acima. Observe que o prefeito não pode executar nada sem a autorização dos vereadores, e os vereadores podem autorizar o prefeito a executar as obras, mas também tem o poder de fiscalizar para verificar se as obras estão sendo feito da maneira certa ou se a prefeitura esta ao menos trabalhando.

A resposta contudo é clara, a rua esburacada pode ser culpa do executivo ou do legislativo. Isso ocorre porque mesmo ambos os poderes sendo independentes, precisam ser unidos para a elaboração de um projeto exemplar na qual vise de fato legislar e executar as ações que atendam as necessidades da população.

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Moradores denunciam falta de coleta de lixo em Epitaciolândia

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Moradores de Epitaciolândia, município localizado na região de fronteira do Acre, a cerca de 240 quilômetros de Rio Branco, usaram as redes sociais nesta segunda-feira (16) para denunciar a ausência da coleta de lixo em diversos pontos da cidade.

As publicações, acompanhadas de fotos e vídeos, mostram lixeiras transbordando principalmente na principal avenida comercial do município. Segundo relatos, o serviço não estaria sendo realizado há vários dias.

“Estamos há dias sem a coleta. A cidade já enfrenta muitos problemas e agora temos que conviver com o lixo acumulado nas ruas”, afirmou um morador em uma das postagens.

Além da questão do lixo, moradores também mencionam dificuldades relacionadas à infraestrutura em alguns bairros. Até o momento, não houve posicionamento oficial da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, responsável pela coleta.

A reportagem tentou contato com gestores e com a pasta responsável, mas não obteve retorno. A secretária municipal de Finanças informou apenas que buscaria informações para verificar o que estaria ocorrendo.

Em ocasiões recentes, falhas mecânicas nos caminhões coletores chegaram a provocar atrasos no serviço, situação que foi normalizada posteriormente. Ainda não há confirmação se o problema atual tem relação com novos defeitos na frota.

 

 

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Motorista sobrevive após caçamba capotar na BR-364, próximo a Manuel Urbano

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Um grave acidente envolvendo uma caçamba foi registrado na tarde deste domingo (15), na BR-364, a cerca de 22 quilômetros do município de Manuel Urbano. Apesar da gravidade do ocorrido, o motorista — que não teve a identidade divulgada — sobreviveu com ferimentos leves.

O momento do acidente foi filmado por uma pessoa que acompanhava o tráfego de várias caçambas pela rodovia. Nas imagens, o veículo aparece trafegando quando, por motivos ainda desconhecidos, o condutor perde o controle da direção e o caminhão sai da pista, caindo em uma ribanceira.

Ainda não há confirmação se o motorista tentou realizar uma manobra conhecida como “quebrada de asa”, se houve falha mecânica nos freios ou na direção, ou se outro fator contribuiu para o sinistro. As circunstâncias deverão ser apuradas.

A cabine da caçamba ficou completamente destruída, o que chama atenção nas imagens. Mesmo assim, segundo informações repassadas por pessoas que estavam no local, o motorista conseguiu sair com vida, apresentando apenas cortes leves nas costas e em uma das pernas.

Em outro vídeo, é possível ver um trator sendo utilizado para retirar o veículo do fundo do grotão.

Até o momento, não há confirmação se as autoridades policiais foram acionadas para registrar a ocorrência.

 

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No feriado de Carnaval, Saúde do Acre promove primeiro mutirão de cirurgias de 2026 em Brasileia

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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), realizou o primeiro mutirão de ginecologia de 2026 no município de Brasileia, neste domingo, 15, fortalecendo a política de regionalização e ampliação do acesso às cirurgias eletivas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A ação integra o Programa Opera Acre, estratégia estadual criada para reduzir a fila de espera por procedimentos cirúrgicos e assegurar atendimento especializado com mais agilidade e resolutividade à população acreana.

Equipe multiprofissional durante procedimento realizado pelo SUS, reforçando o cuidado especializado à saúde da mulher. Foto: Ascom m/Sesacre

Com a realização de 28 cirurgias ginecológicas, a iniciativa representa mais um avanço no compromisso do Estado com a saúde da mulher, levando atendimento especializado ao interior e evitando deslocamentos para a capital. A mobilização envolveu equipe multiprofissional, organização prévia da rede hospitalar e planejamento assistencial estruturado, garantindo segurança, qualidade técnica e acolhimento às pacientes atendidas.

O secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, destacou que a regionalização dos serviços tem sido fundamental para ampliar o acesso da população aos procedimentos eletivos.

“O Programa Opera Acre segue cumprindo seu papel de fortalecer a rede pública de saúde e reduzir o tempo de espera por cirurgias. Cada procedimento realizado representa qualidade de vida devolvida às pessoas. Nosso compromisso é ampliar cada vez mais o acesso até o fim da nossa gestão, garantindo atendimento humanizado, seguro e próximo da população”, afirmou o secretário.

Secretário de Estado de Saúde do Acre Pedro Pascoal. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Criado em 2022, o Programa Opera Acre consolidou-se como uma das principais políticas públicas de saúde do Estado, com foco na ampliação da oferta de cirurgias eletivas e na redução da demanda reprimida histórica. A estratégia atua de forma regionalizada, utilizando os centros cirúrgicos distribuídos nas diferentes regionais de saúde, o que permite descentralizar os atendimentos e aproximar os serviços da população.

Ao longo de 2025, o programa ultrapassou a marca de 12 mil procedimentos realizados em todo o estado, contemplando especialidades como ginecologia, cirurgia geral, ortopedia, vascular e urologia, entre outras. Os resultados refletem o fortalecimento da rede assistencial e a organização do fluxo cirúrgico no âmbito do SUS no Acre.

Profissionais de saúde atuam em ambiente controlado e monitorado, assegurando qualidade técnica e assistência humanizada. Foto. Ascom/Sesacre

A realização do mutirão em Brasileia reafirma o compromisso da gestão estadual com a equidade no acesso à saúde, assegurando que moradores do interior tenham acesso aos mesmos serviços especializados disponíveis na capital. Além de reduzir o tempo de espera, a descentralização contribui para maior conforto às pacientes e facilita o acompanhamento pós-operatório junto às equipes locais.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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