A corporação trata na linha de investigação as hipóteses de homicídio ou cárcere privado. De acordo com a polícia, a possibilidade de sequestro é descartada porque não houve nenhum pedido de resgate da família desde o desaparecimento, ou seja, há mais de uma semana.
A investigação em torno da família se iniciou em 24 de janeiro, após Silvana desaparecer e deixar uma das únicas pistas sobre o sumiço no instagram, rede social na qual ela fez um postagem afirmando que havia sofrido um acidente de trânsito, quando voltava de Gramado, município da serra gaúcha. Na mensagem, ela afirmava estar bem e sob atendimento médico.
No dia seguinte, Dalmira e Isail foram até a delegacia para registrar ocorrência sobre o desaparecimento da filha. No entanto, encontraram a segunda delegacia de Cachoeirinha fechada e foram embora. Após isso, o casal não foi mais visto.
Os agentes da PCRS tratam o caso como um crime após encontrarem um projétil de arma de fogo no quintal da casa da família. Além disso, os investigadores apuram imagens de câmeras de segurança que registraram movimentação de veículos no local.
No vídeo, três carros saem em horários diferentes. Um carro vermelho chega ao local às 20h34 e permanece por alguns minutos antes de sair e, cerca de uma hora depois, o carro branco de Silvana aparece no portão de casa mas não aparece saindo. Mais tarde, um terceiro veículo chega, e, alguns minutos depois, deixa a casa.
A PCRS solicitou análise da perícia na residência da família a fim de encontrar novas pistas. Como uma bala de arma de fogo foi encontrada, os investigadores buscam vestígios de sangue e outros elementos que possam esclarecer o caso.
Outro indício para a corporação tratar o caso como crime é uma pista que confirma o desaparecimento. Dalmira e Isail são donos de um mercado da região, que está fechado desde 25 de janeiro, quando o casal foi visto pela última vez.
Investigadores da PCRS acreditam que Silvana não foi para Gramado. O carro da filha de Dalmira e Isail estava na garagem de casa, e a chave foi encontrada, dentro da residência, ou seja, ela não fez uma viagem de carro.
O que ajudou a corporação a chegar a esta conclusão foi o registro das câmeras de segurançs, visto que o carro de Silvana não se locomoveu da residência.
Para desvendar o caso, a polícia vai prosseguir com as oitivas. Os investigadores ouvirão moradores da região em busca de novas pistas.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL