Ainda segundo ela, os trabalhadores em Educação estão sem reajustes desde 2010, situação que deixou o piso das carreiras desfasado
O governo se comprometeu com o reajuste para professores e funcionários, as gratificações de coordenadores administrativos e secretários escolares, além da aposentadoria das mulheres na última referência, negociados e aprovados pela categoria. “Estamos aguardando desde fevereiro e o governo enrolou até não poder mais devido à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”.
“Realizamos mobilizações, cobranças e, na última reunião para garantir os compromissos, o representante do Governo disse que os pleitos serão aprovados na última sessão da Assembleia Legislativa. Porém condiciona à adequação à LRF e, caso isso não ocorra, a categoria ficará sem o reajuste”, explicou a representante da classe, Rosana Nascimento.
Ainda segundo ela, os trabalhadores em Educação estão sem reajustes desde 2010, situação que deixou o piso das carreiras desfasado. “Isso é inconcebível, uma vez que a inflação e o custo de vida corroeram nossos salários”, comentou a sindicalista, destacando a importância da participação da classe.
“O reajuste está longe de ser o que merecemos, mas foi garantido por causa dos 65 dias de greve, quando os trabalhadores sofreram pressão psicológica, assédio moral, salários cortados e todo tipo de pressão. Agora não podemos deixar ‘pra lá’, porque o governo está administrando mal os recursos do Estado, principalmente os da Educação” disse a presidente, citando o inchado da folha com salários exorbitantes e excesso de cargos comissionados.