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Manifestação saiu de Epitaciolândia e seguiu até Brasiléia; grupo critica proposta do Estado e cobra mais investimentos na unidade
Servidores da saúde realizaram na tarde desta segunda-feira (23) uma caminhada contra a proposta de terceirização de parte dos serviços do Hospital Regional do Alto Acre Raimundo Chaar, em Brasiléia. A unidade atende os municípios de Brasiléia, Epitaciolândia, Xapuri e Assis Brasil, além de pacientes de cidades bolivianas e até do Peru.
O ato contou com apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac), além de políticos e simpatizantes da causa. A mobilização teve início em Epitaciolândia, percorreu as principais avenidas da região e seguiu até o hospital, em Brasiléia.
Os servidores que se posicionam contra a terceirização afirmam que a medida pode gerar prejuízos em diferentes áreas, além de não resolver problemas estruturais como falta de investimentos e carência de profissionais.
Durante o protesto, os manifestantes levaram um caixão simbólico, que, segundo o grupo, representa a situação da saúde pública e a necessidade de maior atenção por parte do governo estadual. Com faixas e palavras de ordem contrárias à terceirização, o grupo — com menos de 100 pessoas — encerrou o ato em frente ao hospital.
A proposta divide opiniões. Parte da população critica a atual situação da unidade, apontando falhas no atendimento e falta de profissionais . Para alguns moradores, uma nova forma de gestão pode representar melhoria nos serviços, embora também haja desconfiança sobre os impactos da mudança.
O governo do Estado informou que a alteração administrativa deverá promover melhorias no atendimento e que poucas mudanças estruturais estão previstas, defendendo que a medida será positiva para a população.