O secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH), Marcos Luz, realizou nesta segunda-feira (5) uma visita técnica à Casa do Migrante, em Rio Branco, acompanhado do prefeito Tião Bocalom e da primeira-dama Kelen Nunes. Atualmente, o espaço abriga 65 refugiados, sendo a maioria de origem venezuelana — 54 pessoas, segundo levantamento apresentado pela gestão municipal.
Durante a visita, o secretário ressaltou que o município vem mantendo uma política de acolhimento humanitário aos migrantes que chegam à capital acreana. “Somente neste ano, mais de 500 venezuelanos passaram pela Casa do Migrante. Desde 2022, já ultrapassamos 250 atendimentos. Aqui eles têm acesso a banho, alimentação, atendimento social, psicológico e de saúde, além de apoio para regularização de documentos como CPF e Cadastro Único”, explicou Marcos Luz.
De acordo com o secretário, a Casa do Migrante também atua como ponte para a inserção dos refugiados no mercado de trabalho e na sociedade. “Muitos têm qualificação profissional. Nós fazemos contato com empresas e indústrias interessadas nessa mão de obra e também encaminhamos pessoas para outras regiões do país, como Sudeste e Sul, quando necessário”, acrescentou.
Marcos Luz aproveitou a ocasião para fazer um alerta sobre a falta de regularidade no repasse de recursos federais. Segundo ele, apesar de a política ser financiada pelo governo federal, a prefeitura tem arcado com parte dos custos. “O cofinanciamento da segunda parcela do ano passado ainda não foi repassado. Por isso, a Casa também é mantida com recursos próprios do município, como IPTU e ISS”, afirmou.
O secretário também defendeu maior controle por parte da União nas fronteiras. “É preciso saber quem está entrando no país, se há doenças crônicas ou histórico criminal. O governo federal tem falhado nesse aspecto, mas nós continuamos fazendo nossa parte de forma humanitária, acolhendo e garantindo os encaminhamentos que a lei exige”, concluiu.
A Prefeitura de Rio Branco informou que seguirá mantendo o atendimento aos migrantes e refugiados, reforçando a política de acolhimento e integração social na capital acreana.