Cotidiano

Salário mínimo de R$ 1.621 entrou em vigor nesta quinta-feira com reajuste de 6,79%

Aumento de R$ 103 deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia, segundo Dieese. Reajuste segue INPC acumulado de 4,18% em 12 meses.

O reajuste, de 6,79% ou R$ 103, foi confirmado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento no último dia 10. O salário mínimo anterior era de R$ 1.518. Foto: captada 

O novo salário mínimo, no valor de R$ 1.621, passa a valer a partir desta quinta-feira (1º) em todo o país. O reajuste de 6,79% (R$ 103 a mais) sobre o valor anterior de R$ 1.518 foi confirmado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento no último dia 10, seguindo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado de 4,18% nos últimos 12 meses.

Segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo valor injetará R$ 81,7 bilhões na economia, considerando os efeitos sobre a renda, o consumo e a arrecadação. O reajuste ocorre em um cenário de restrições fiscais mais rígidas, mas busca preservar o poder de compra dos trabalhadores de menor renda.

Entenda

A regra do reajuste do salário mínimo determina que o valor tenha duas correções: uma pelo INPC de 12 meses acumulado até novembro do ano anterior, ou seja, 4,18%, e outra pelo crescimento da economia de dois anos.

No dia 4 de dezembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou os dados do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) de 2024, confirmando expansão em 3,4%.

No entanto, o arcabouço fiscal, mecanismo que controla a evolução dos gastos públicos, determina que o ganho acima da inflação seja limitado a um intervalo de 0,6% a 2,5%.

Pela regra, o salário mínimo de 2026 seria R$ 1.620,99 e, com o arredondamento previsto em lei, passa para R$ 1.621, reajuste de 6,79%.

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Publicado por
Marcus José