Acre

Rio Envira volta a transbordar em Feijó e atinge 80 comunidades indígenas, dois bairros na zona urbana já foram alcançados

Cota de 12 metros foi ultrapassada com 12,34 metros nesta sexta (3); bairros da zona urbana também foram afetados e aldeias perderam plantações

Ano passado (2025), a água invadiu a parte da frente da Aldeia Paroá Central e as plantações

Cheia no interior do Acre atinge aldeias Huni Kuin e bairros da cidade; famílias desalojadas

O Rio Envira voltou a transbordar no município de Feijó, no interior do Acre, e já atinge 80 comunidades indígenas na região. Além disso, dois bairros na zona urbana já foram alcançados e uma família ficou desalojada, precisando ir para a casa de parentes.

A cota de transbordo do manancial é de 12 metros e foi ultrapassada na quinta-feira (2), com 12,27 metros, conforme a Defesa Civil Municipal. Na medição das 7h desta sexta-feira (3), o nível chegou a 12,34 metros.

O rio já havia transbordado duas vezes somente em 2026, e também registrou enchente no fim de 2025. Entre as comunidades ribeirinhas afetadas pelo novo transbordamento está a Aldeia Paroá-Central, que abriga indígenas da etnia Huni Kuin, onde os moradores perderam mais de 10 mil pés de banana com a cheia em dezembro do ano passado.

Localidades atingidas

Conforme a Defesa Civil, foram atingidas:

  • Bairro do Hospital

  • Bairro Aristides

  • Bairro Terminal

  • Comunidade Estirão da Benção (Alto Rio Envira)

  • Aldeia Paroá Central (21 famílias)

  • Xina Beña (34 famílias)

  • Boa União (Baixo Rio Envira)

  • Novo Paraíso (25 famílias)

Mais de 10 mil pés de banana perdidos

Em dezembro de 2025, a água invadiu a parte da frente da Aldeia Paroá Central e as plantações. Imagens do órgão municipal mostraram o campo de futebol e algumas plantações tomados pelas águas. Ainda segundo o coordenador, as águas chegaram a 10 metros de distância das residências dos indígenas.

Naquele mês, mais de 90 famílias indígenas foram atingidas pela enchente. “O roçado deles está debaixo d’água. Falaram que plantaram dez mil pés de banana e perderam tudo. A gente foi lá fazer um levantamento das necessidades, da quantidade de famílias que moram nas redondezas”, destacou à época o coordenador do órgão, sargento Adriano Souza.

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Publicado por
Marcus José