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Acre

Por que Tião é e não é o favorito para 2014?

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tiaoDa redação, com Fábio Pontes

Muitos leitores semanalmente me enviam e-mail perguntando porque não aponto Tião Viana (PT) como o grande favorito para as eleições deste ano. À primeira vista, de fato o governador seria um candidato imbatível por sua confortável posição.

Tem uma estrutura pesada do governo para beneficiá-lo e não para de fazer campanha desde 1º de janeiro de 2011. A oposição, coitada, está mais perdida que cego em tiroteio e vai encarar mais uma derrota, dizem os otimistas governistas e os céticos sem paixão partidária. Mas o quadro não é bem este.

Alguns motivos me levam a não ver Tião Viana como o grande favorito, mas favorito sim. As últimas eleições apontam que o momento não é o dos melhores para o PT no Acre. O desgaste do poder levou o partido a se salvar nos mandatos a duras penas. A própria eleição de Tião é um exemplo disso. Em 2010 os números apontavam (numa linguagem futebolística) um “chocolate” do petista nos adversários.

Deu no que deu: teve uma vitória vexatória e ainda perdeu na capital. Dois anos depois outro fiasco nas urnas. A exceção de Rio Branco, o PT perdeu todas as prefeituras onde dominava, inclusive os redutos Brasileia e Xapuri. Na capital a eleição de Marcus Alexandre (PT) custou caríssimo (política e financeiramente).

Esta olhada no retrovisor não é tudo. Os três anos de mandato de Tião Viana não mostraram nada capaz de alterar a trajetória política dos 12 anos anteriores. Ao contrário, muitas lambanças foram cometidas, numa demonstração de erros políticos ingênuos.

Para piorar veio a operação G7, tirando do partido o único discurso que ainda lhe restava: da ética na gestão pública, enquanto uma oposição corrupta tentava voltar ao poder.

O petismo não tem mais discursos. É inegável que Tião Viana faz um bom governo, tem boas intenções, mas nada capaz de desfazer a fadiga do poder. Para piorar, a oposição tem se ajeitado para voltar aos trilhos.

A liderança de Márcio Bittar (PSDB) e Gladson Cameli (PP) neste processo fazem a diferença, colocando de escanteio aqueles que insistiam enfrentar o PT sem um plano de governo e com base somente em ataques –modelo este que o eleitor mostrou rejeitar. O grupo de Bittar prepara o discurso para enfrentar Tião Viana, procurando apresentar ao eleitor a segurança necessária para uma transição responsável.

E isso tira o sono dos condutores do petismo acreano.

Teste aprovado
A caravana da mudança da oposição no Juruá pode ser considerada a primeira aprovação da atuação política de Vagner Sales (PMDB). Em todos os municípios onde o G10 passou os auditórios ficaram lotados para ouvir os pré-candidatos ao governo. Isso mostra que a decisão do governo de “rejeitar” o Juruá na sua cabeça de chapa pode ter altos custos eleitorais.

Tirada de canto
A declaração de Vagner Sales contra o senador Sérgio Petecão (PSD) e Tião Bocalom (DEM) pode ser vista como um tiro de misericórdia nas pretensões de ambos em disputar o governo. Depois do verbo solto do prefeito de Cruzeiro Sul, ficará difícil para eles se desvencilharem da pecha de estarem a serviço do governo para dividir a oposição e beneficiar o Palácio Rio Branco.

Estratégia
Vagner Sales é um “animal político”. Ele pode não ter a formação acadêmica para ser tido como o gênio político, mas sua sabedoria foi adquirida no dia a dia. Ao fazer esta declaração ele liquida o grupo do PSD/DEM e dá o claro sinal de estar aberto para conversar com Bocalom e Petecão para coloca-los no G10 e trabalhar pelo palanque único. Isso seria a salvação tanto do senador quanto do ex-prefeito der Acrelândia.

Bomba estourada
A decisão do STF quanto aos 11.000 ainda renderá muitos capítulos. A declaração do procurador-chefe do MPT de que o governo iludiu os servidores é uma verdade que poucos têm coragem de dizer. Se ao invés de um remendo na Constituição para “legalizar” estes trabalhadores o governo tivesse optado pela demissão e uma nova contratação de forma segura e legal, hoje o Estado não enfrentaria este pesadelo.

Populismo
Mas o então governo de Jorge Viana (PT) optou pelo populismo para sair como salvador da pátria e assegurar a permanência no poder, fazendo o sucessor. Era notório que mais cedo mais tarde o Acre se depararia com esta situação. Todos os Estados nesta mesma situação foram obrigados a assim agir, os que ainda resistem não terão outra saída.

Ação concreta
O que o governo pode fazer daqui em diante com os recursos ainda disponíveis é protelar uma decisão sem volta. Se ficar claro que o Estado usa dos embargos apenas para retardar os efeitos da decisão do STF, o Estado pode ser severamente punido. O melhor é recorrer ao bom-senso para se encontrar a melhor solução a todas as partes.

Agilidade
Agora é esperar que com esta mesma agilidade o Supremo Tribunal Federal julgue a ação direta de inconstitucionalidade que acaba com o pagamento de pensão para ex-governadores. A matéria estava dormindo pelas gavetas da Corte; a sociedade não merece continuar a bancar tamanha imoralidade.

Custo zero
Apesar de receber como senador e ex-governador do Acre, Jorge Viana (PT) não perde sua velha fama de ser um severo controlador de gastos (eufemismo para pão-duro). No sábado, por exemplo, embarcou com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, de volta para Brasília para não pagar os extorsivos bilhetes das companhias aéreas neste trecho. Jorge Viana está certo, tanto assim ele não lista entre os campeões de gasto no Senado, preferindo ficar à espera de promoções para a compra de passagens.

Fomos tão jovens
Nos bastidores a ala jovem do PT, a JPT, inicia um intenso movimento para tirar a Assessoria Especial da Juventude de Tião Viana do domínio do PSB. Em encontro no sábado, os jovens militantes defenderam o nome de Cesário Braga candidato a deputado estadual, o que não agradou ao governador. Esta candidatura, porém, é vista como um pleito para assumir a assessoria.

Plano B do PCdoB
A insistência de Aníbal Diniz em não largar a toalha na candidatura ao Senado faz o PCdoB não largar a hipótese de Plano B; ou seja, “rachar” com a Frente Popular para ter a candidatura avulsa ao Senado. Esta é uma possibilidade não descartada nem mesmo por Perpétua Almeida (PCdoB) em conversa recente com interlocutores.

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Rio Acre sobe 45 cm em nove horas e atinge 10,89 metros em Rio Branco

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Elevação registrada neste domingo foi impulsionada por 35,6 mm de chuva; nível segue abaixo da cota de alerta

O nível do Rio Acre apresentou elevação significativa ao longo deste domingo (11) e chegou a 10,89 metros em Rio Branco, conforme medição realizada às 15h e divulgada pela Defesa Civil Municipal.

De acordo com o boletim, às 5h34 o manancial marcava 10,44 metros. Ao longo do dia, o nível subiu gradualmente, alcançando 10,60 metros às 9h, 10,75 metros ao meio-dia e 10,89 metros no período da tarde, totalizando um aumento de 45 centímetros em pouco mais de nove horas.

Nas últimas 24 horas, foram registrados 35,60 milímetros de chuva na capital, volume que contribuiu diretamente para a elevação do rio. Apesar da subida, o Rio Acre permanece abaixo da cota de alerta, fixada em 13,50 metros. A cota de transbordo é de 14 metros.

O boletim é assinado pelo coordenador municipal da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão.

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Vídeo; Raio atinge árvore e mata bovinos em propriedade rural de Sena Madureira

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Animais buscavam abrigo da chuva quando descarga elétrica atingiu o local, no km 25 da BR-364

Um fenômeno natural provocou prejuízo e assustou moradores da zona rural de Sena Madureira na tarde desta sexta-feira (9). Vários bovinos morreram após uma descarga elétrica atingir uma árvore em uma propriedade localizada no km 25 da BR-364, no trecho que liga o município a Rio Branco.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram os animais já sem vida espalhados pelo pasto logo após o ocorrido. Segundo relatos de moradores, o rebanho havia se concentrado sob a copa de uma árvore isolada na pastagem para se proteger da chuva intensa, no momento em que o raio atingiu o local.

Entre os animais mortos estão vacas e bezerros, o que representa um prejuízo significativo ao produtor rural responsável pela área.

Especialistas alertam que árvores isoladas em áreas abertas funcionam como pontos de atração para descargas elétricas, aumentando o risco de acidentes durante tempestades. A orientação é que, sempre que possível, os animais sejam mantidos afastados desses locais em períodos de chuva com incidência de raios.

O caso serve de alerta para produtores rurais e moradores da zona rural durante o inverno amazônico, período em que tempestades elétricas se tornam mais frequentes na região.

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Leila Galvão condiciona candidatura a deputada federal à formação de chapa competitiva pelo MDB

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Ex-prefeita só concorre pelo MDB se partido tiver chapa competitiva; lista de possíveis candidatas inclui oito mulheres com histórico eleitoral

Caso o MDB não consiga estruturar uma campanha sólida, avalia-se que Leila Galvão poderá migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao governo do estado. Foto: captada 

O cenário político do Acre para as eleições de 2026 já movimenta especulações e articulações nos primeiros dias do ano. Na região do Alto Acre, o nome da ex-prefeita Leila Galvão tem sido constantemente mencionado como possível candidata a deputada federal pelo MDB — desde que o partido consiga formar uma chapa competitiva. Caso contrário, ela avalia migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis, apoiada oficialmente pelo governador Gladson Cameli ao governo do estado.

Além de Leila Galvão, outros sete nomes femininos com trajetória eleitoral são citados como possíveis candidatas à Câmara dos Deputados: Socorro Nery, Antônia Lúcia, Fernanda Hassem, Márcia Bittar, Vanda Milani, Perpétua Almeida e Shirley Torres. A movimentação reflete o clima de definição de alianças e composições que marca o início do ano eleitoral no estado, onde, como destacam observadores políticos, “o acreano respira política de segunda a domingo, dia e noite”.

Contexto da articulação:
  • Leila Galvão já declarou publicamente apoio a Mailza Assis, candidata oficial do governador Gladson Cameli (PP);

  • O MDB estadual ainda não definiu sua estratégia de alianças para 2026;

  • A condicionalidade reflete a busca por uma coligação viável que maximize suas chances de eleição.

Outros nomes femininos em evidência:

Além de Leila Galvão, são citadas como potenciais candidatas a deputada federal:

  • Socorro Neri

  • Antônia Lúcia

  • Fernanda Hassem

  • Márcia Bittar

  • Vanda Milani

  • Perpétua Almeida

  • Shirley Torres

  • Charlene Lima
Análise política:

A disputa por vagas femininas tende a ser acirrada, já que o Acre elege apenas oito deputados federais. A migração partidária é uma estratégia comum em anos eleitorais, especialmente quando há convergência em torno de um projeto majoritário – no caso, a eleição de Mailza Assis.

As convenções partidárias devem ocorrer entre julho e agosto, quando serão definidas as chapas e coligações. Até lá, os nomes devem circular entre legendas como PP, MDB, União Brasil, PL e Republicanos.

A condição imposta por Leila Galvão reflete o pragmatismo eleitoral que marca a política acreana: mais importante que a legenda é estar alinhada ao grupo hegemônico e ter viabilidade de votação.

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