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Polícia encontra mais de 300 quilos de cocaína em avião que caiu no PR
Pasta base de cocaína estava escondida no tanque de combustível. Monomotor caiu em Querência do Norte e piloto desapareceu em uma mata.
G1

Avião que caiu em Querência do Norte, no sábado (14), transportava 384 quilos de pasta base de cocaína (Foto: Polícia Militar/Divulgação)
A Polícia Civil encontrou 324 quilos de pasta base de cocaína no avião monomotor que caiu em Querência do Norte, no noroeste do Paraná, no sábado (14). A droga estava escondida no tanque de combustível da aeronave, e, para a polícia, isso pode ter sido a causa do acidente. Logo depois da queda, 60 quilos de cocaína já haviam sido encontrados do lado de fora do avião.
“Toda aeronave possui um dispositivo que se chama RAP, é como se fosse uma pequena hélice que sai da barriga do avião e começa a funcionar quando há pane seca. Ao verificarmos a aeronave, notamos que esse dispositivo estava exposto, foi acionado. Possivelmente, quem carregou a droga não calculou direito a quantidade de combustível necessária para a viagem, uma vez que o tanque de combustível estava repleto de droga”, explicou o delegado Alysson Tinoco.
No total, foram apreendidos 384 quilos de pasta base de cocaína. Conforme Tinoco, se esse carregamento chegasse a ser comercializado o grupo criminoso arrecadaria cerca de R$ 9 milhões.
“Essa droga não pertence a qualquer quadrilha. Pelas embalagens dos tabletes, a cocaína é de uma organização criminosa muito forte e que tem ampla atuação no Brasil. É inevitável que há um local específico na região de Querência do Norte que é utilizado pelos traficantes para reabastecer”, pontua o delegado.
O piloto do avião desapareceu após o acidente. A Polícia Civil já sabe que o suspeito andou até uma rodovia e chamou um táxi. Ao ser interrogado, o taxista contou que mesmo ferido, o homem pediu que o deixasse em uma estrada localizada perto de uma mata. De lá desapareceu. Não há registro de entrada de nenhuma pessoa ferida em hospitais ou pronto-atendimentos em cidades da região.
Agora, a Polícia Civil espera uma autorização da Justiça para incinerar a droga. O delegado Alysson Tinoco acredita que isso deve ocorrer ainda neste domingo (15) devido ao perigo de se manter essa quantidade de cocaína apreendida.
“A pasta base de cocaína é a mais pura, e é muito cara. Fizemos um esquema de segurança para evitar qualquer problema. Pode haver um interesse do crime organizado em querer arrematar esses 384 quilos”, enfatiza o delegado.
O avião deve ser retirado da fazenda ainda neste domingo e depois será encaminhado ao pátio da Delegacia da Polícia Civil em Loanda. Alguns equipamentos da aeronave foram encaminhados à Polícia Federal em Maringá para serem periciados.

Falta de combustível pode ter sido a principal causa da queda do avião em Querência do Norte (Foto: Polícia Militar/Divulgação)
Rota do tráfico de drogas
Com a intensificação de fiscalizações das polícias em Guaíra, no oeste, em Altônia, no noroeste, para evitar o tráfico de drogas, o fluxo de drogas migrou para a região de Querência do Norte. De acordo com o delegado, há dois anos as polícias Civil, Militar, Ambiental e a Divisão de Narcóticos tem apreendido de 500 kg a uma tonelada de droga por mês na região. Reflexo de que o crime organizado está utilizando outra rota.
“O estado já percebeu a necessidade de investimento em segurança na região, e tem realização ações nesse sentido. Mas, o que impressiona, é que nunca tínhamos apreendido uma aeronave carregada com drogas em Querência. Só tínhamos registro de transporte por barco, balsa ou carro”, concluiu o delegado Alysson Tinoco.
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Ufac celebra 51 anos de federalização como única universidade pública federal do Acre
Instituição que nasceu como Faculdade de Direito em 1964 hoje atende mais de 8 mil alunos em três campi e mantém projetos estratégicos para o desenvolvimento regional

Mais de 8 mil estudantes estão matriculados na instituição. A universidade também mantém projetos de extensão voltados a populações indígenas, ribeirinhas e urbanas. Foto: internet
A Universidade Federal do Acre (Ufac) comemora neste sábado (5) 51 anos de sua federalização, consolidada pela Lei nº 6.025 de 1974. Única instituição federal de ensino superior no estado, a Ufac mantém atualmente mais de 8 mil estudantes matriculados em cursos de graduação, pós-graduação (mestrado e doutorado) e projetos de extensão que beneficiam populações indígenas, ribeirinhas e urbanas em todo o território acreano.
Com raízes que remontam à criação da Faculdade de Direito em 1964, a Ufac passou por um processo de expansão que incluiu a formação do Centro Universitário do Acre em 1970, o reconhecimento como universidade em 1971 e finalmente sua federalização em 1974. Hoje, com sede em Rio Branco e campi em Cruzeiro do Sul e Sena Madureira, a instituição concentra a maior parte da oferta de ensino superior público no estado.
Além de formar profissionais em áreas estratégicas como saúde, educação, direito e agronomia, a Ufac se destaca por:
- Desenvolver pesquisas sobre biodiversidade amazônica, mudanças climáticas e comunidades tradicionais
- Manter programas de extensão que levam conhecimento e serviços às populações do interior
- Oferecer formação qualificada para professores da rede pública acreana
O reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou que:
“Esses 51 anos representam o compromisso da instituição com a transformação social por meio do conhecimento, formando cidadãos e desenvolvendo pesquisas que dialogam com as necessidades da Amazônia”.
A universidade segue ampliando sua infraestrutura e oferta de cursos, mantendo-se como principal polo de produção científica e cultural do estado do Acre.

A história da Ufac começou em 1964, com a criação da Faculdade de Direito. Outras unidades foram sendo criadas nos anos seguintes, e em 1970 foi formado o Centro Universitário do Acre. Foto: internet
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Acre registra mais de 2,5 mil contratos do novo consignado do Crédito do Trabalhador em duas semanas
Operações no estado somam R$ 14,8 milhões, mas colocam Acre como penúltimo no ranking nacional; valor médio por empréstimo fica abaixo da média do país

No total, 532.743 contratos foram firmados, com um valor médio de R$ 6.209,65 por trabalhador, segundo o Ministério.
O Acre contabilizou 2.506 empréstimos do novo consignado do Crédito do Trabalhador entre 21 de março e 3 de abril, segundo balanço divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Os contratos, realizados por meio da Carteira de Trabalho Digital, beneficiaram 2.494 trabalhadores formais no estado com taxas de juros reduzidas.
Embora o volume de operações no período tenha ultrapassado R$ 14,8 milhões, o Acre aparece como penúltimo colocado no ranking nacional, à frente apenas do Amapá. Os dados revelam que:
- O valor médio por empréstimo no estado foi de R$ 5.906,79 (contra R$ 6.209,65 da média nacional)
- As parcelas médias ficaram em R$ 330,60
- O prazo médio de pagamento foi de 18 meses
No panorama nacional, o programa já movimentou R$ 3,3 bilhões em todos os estados, com 532.743 contratos assinados desde seu lançamento. A adesão acreana representa 0,47% do total de operações no país.
Especialistas em economia creditícia apontam que o desempenho modesto no estado pode refletir tanto o tamanho reduzido da população economicamente ativa formal quanto a necessidade de ampliar a divulgação do novo produto financeiro entre trabalhadores e empregadores.
O Ministério do Trabalho projeta que a demanda deve crescer à medida que mais pessoas conhecerem as vantagens do consignado digital.
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“Tijolos não resolvem”: Moradores de Feijó protestam contra operação tapa-buraco ineficaz
Solução improvisada na Avenida Marechal Deodoro já apresenta falhas; prefeito alega problemas com chuvas e promete ações mais duráveis

Em resposta às críticas, o prefeito Railson gravou um vídeo reconhecendo os problemas. Foto: cedidas
A operação tapa-buraco realizada pela prefeitura de Feijó virou alvo de críticas da população após a solução improvisada – usando tijolos para cobrir crateras – se mostrar ineficaz e até perigosa. Fotos compartilhadas por moradores mostram o estado precário da Avenida Marechal Deodoro, onde os tijolos já estão se soltando, deixando a via em condições ainda piores que as originais.
Os registros evidenciam o desgaste rápido do material, com pedaços espalhados e acúmulo de barro, situação que representa risco para motoristas e pedestres. “Em vez de resolver, piorou. Agora temos buracos com tijolos soltos que podem causar acidentes”, reclama um comerciante local.
Em resposta às críticas, o prefeito Railson gravou um vídeo reconhecendo os problemas. Ele atribuiu a má qualidade do serviço às chuvas intensas do período, que impediriam uma solução mais eficaz. “Pedimos compreensão. Assim que o tempo melhorar, faremos reparos definitivos”, afirmou o gestor.
Enquanto aguardam ações concretas, os moradores cobram urgência: “Precisamos de soluções reais, não de remendos que duram dois dias”, protesta uma moradora do bairro. A situação expõe o desafio da administração municipal em conciliar a demanda por reparos imediatos com soluções estruturais para o problema crônico das vias públicas na cidade.
A prefeitura não informou quando as obras definitivas terão início, deixando a população em alerta contra os perigos da via mal conservada.

Fotos compartilhadas por moradores mostram o estado precário da Avenida Marechal Deodoro. Foto: cedida
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