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O que os jogos online podem nos ensinar sobre gestão financeira?

Fonte: Unsplash
Quem é responsável pela gestão financeira de uma empresa, ou até mesmo pelo orçamento doméstico, sabe que há diversas variáveis que têm que ser levadas em consideração na hora de fazer um bom planejamento. Existem vários tipos de treinamentos realizados por CFO’s e até mesmo doutrinas que visam minimizar impactos de crises econômicas e manter o caixa de uma companhia forte o bastante para enfrentar quaisquer adversidades.
No entanto, os desafios permanecem. Não há uma fórmula mágica que faça o planejamento financeiro de uma empresa estar imune a qualquer cenário, mesmo com as melhores mentes corporativas trabalhando para isso. É nessas horas que diferentes métodos, às vezes até os menos convencionais, podem fazer sentido e salvar uma empresa ou até mesmo proporcionar um plano financeiro mais sólido.
Neste artigo, nós vamos explicar como os jogos online podem ensinar um bom modelo de gestão financeira. Nos últimos anos, jogos como o poker online, por exemplo, vem sendo extremamente lucrativos para jogadores que sabem aplicar bons princípios administrativos. Confira como os jogadores profissionais de poker administram suas bancas e como isso pode ajudar a sua própria gestão financeira!
Visão conservadora
Quem assiste filmes ambientados em Las Vegas, pode pensar que a intenção de jogos como o poker é ser emocionante e arriscado, mas hoje em dia, essa visão não faz mais sentido. Para um jogador de poker profissional manter-se em tempos de variância, é preciso que ele adote uma visão conservadora com sua banca, ou bankroll, como eles costumam dizer.
Isso significa que, se ele jogar torneios de poker de R$100, por exemplo, ele precisa ter, no mínimo, 50 vezes esse valor no caixa, ou seja, R$5.000. Isso acontece porque apesar do poker ser um jogo de habilidade e não de azar, uma pequena parte dele ainda conta com a aleatoriedade.
Para “driblar” essa variância, é preciso sobreviver às longas marés de má sorte no curto prazo, e a chave para isso é ter uma banca confortável, que permita com que seu caixa sobreviva até mesmo aos piores cenários.
Em um orçamento empresarial ou até mesmo doméstico, o recomendável é que essa máxima também seja seguida à risca. Antes de abrir uma nova filial, uma nova empresa, ou até mesmo se comprometer com prestações de um novo carro, é interessante que essas variáveis sejam colocadas em consideração e que se esteja preparado para o pior cenário. Se a nova filial ou empresa não der lucros por dois anos, por exemplo, você ainda terá caixa para sobreviver a esse período?
Essas perguntas mais conservadoras podem ser cruciais para evitar que você se endivide. Saber que uma série de reveses podem ocorrer, ajuda a tomar decisões financeiras mais sensatas até mesmo dentro do orçamento doméstico, evitando gastos que comprometem muito seu orçamento. Esse tipo de mentalidade é o que faz jogadores online sobreviver e serem lucrativos a longo prazo, pois nesse mercado, uma gestão mais agressiva é simplesmente um risco desnecessário.
Saber aplicar o Stop Loss
Em suas sessões de jogos online, os melhores jogadores estipulam um limite de perdas e aplicam a disciplina necessária para segui-lo. Se um profissional de poker, por exemplo, investiu 10% da sua banca naquela sessão e não está dando retorno, ao invés de buscar reaver o prejuízo, correndo risco de perder mais dinheiro ou tomar decisões ruins procurando recuperar-se, ele simplesmente encerra a sessão e minimiza suas perdas.
Depois disso, eles ainda analisam suas mãos, estudam o que fizeram de errado, e só depois disso, voltam a jogar. Esse conceito, chamado de Stop Loss, também é aplicado no mercado financeiro. Quando se compra novas ações, os investidores já estipulam que se elas forem desvalorizadas até certo limite, será melhor vendê-las.
Quem administra várias empresas, visando expandir seus negócios, pode aprender essa lição de uma maneira amarga, mas nem sempre tem que ser desse jeito. Em vez de investir em diversos setores, buscando alguma “oportunidade mágica” que seja extremamente lucrativa em um curto prazo, pode-se simplesmente “parar as suas perdas”, fazer um estudo maior do mercado, e repensar o seu modelo de administração.
Dessa forma, é possível repaginar as políticas da empresa e fazer investimentos mais inteligentes nos negócios que você já administra. Além disso, com essa “parada estratégica” você terá mais tempo para implementar mudanças e até achar um novo mercado mais atrativo, ao invés de mergulhar em mais uma aventura e continuar perdendo dinheiro com investimentos novos.
Recuar agora para avançar depois
Outra coisa que jogadores profissionais fazem com frequência é aquela velha máxima de “dar um passo para trás para depois dar dois para frente”. Conforme já falamos antes, os grinders do poker que possuem mais sucesso adotam uma visão conservadora e conhecem sobre mãos de poker.
Muitas vezes, quando eles aumentam seus limites e passam a entrar em mesas mais caras, eles acabam tendo prejuízos, pois o nível de seus novos oponentes é maior. Dessa forma, os mais inteligentes, para poupar seu planejamento financeiro, recuam a limites de aposta mais baixos, onde são lucrativos, até que tenham uma banca mais forte para aguentar a variância maior dos limites mais altos.
O mesmo conceito pode ser aplicado nos negócios, inclusive nas micro-empresas. Um exemplo disso é quando uma empresa de produtos artesanais começa a ter muitos pedidos, decide fazer novas contratações para dar conta da demanda, amplia sua produção, mas por consequência, acaba tendo que aumentar os preços e vendendo menos do que o planejado por causa disso.
Agora, além dos custos que a empresa já tinha, ela tem custos novos, mas por conta do preço maior, não consegue ser tão competitiva quanto antes. Nesse caso, é melhor dar uma “freada” no crescimento e voltar a fabricar artesanalmente até que se tenha caixa o bastante para lidar com essas flutuações. Não tem nada de errado em voltar atrás por um breve período de tempo até que se entenda melhor o mercado.
Crescimento sustentável
No fim das contas, esses diversos conceitos que os jogos online podem nos ensinar resumem a máxima do crescimento sustentável. No mundo moderno, há diversas variáveis que podem impactar as finanças, sejam elas corporativas ou domésticas e os profissionais de jogos online entendem essa aleatoriedade como ninguém. Por isso, certificam-se de estarem preparados para elas.
Não importa se você administra as economias de casa ou de uma multinacional, estar preparado para fatores alheios ao seu controle é fundamental para manter uma gestão financeira sólida e esse conhecimento os profissionais dos jogos online têm de sobra.
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Defesa Civil de Rio Branco já retirou 18 famílias de áreas de risco desde janeiro
Alagamentos, desmoronamentos e chuvas intensas mantêm capital em alerta; rios nas cabeceiras devem influenciar nível do Rio Acre nos próximos dias

Foto: ac24horas
O coordenador da Defesa Civil Municipal de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, informou que 18 famílias já foram removidas de áreas de risco desde o início de janeiro em razão de alagamentos e desmoronamentos provocados pelas fortes chuvas na capital acreana. A declaração foi feita em entrevista ao repórter David Medeiros, do ac24horas Play, nesta quarta-feira (14).
As famílias foram encaminhadas para aluguel social transitório, por meio de ação conjunta entre a Defesa Civil e a Secretaria Municipal de Assistência Social, após a constatação de que não havia condições seguras de permanência nos imóveis atingidos.
“São famílias impactadas por alagamentos de igarapés e por desmoronamentos, consequência direta do excesso de chuvas”, explicou Falcão.
Segundo o coordenador, o encaminhamento segue critérios técnicos rigorosos. Inicialmente, a família indica um local para moradia temporária; em seguida, o imóvel de origem passa por vistoria da Defesa Civil, que avalia a impossibilidade de retorno; por fim, é realizada avaliação socioeconômica pela Assistência Social. “Muitas dessas casas, mesmo após a vazante, ficam estruturalmente comprometidas e com risco iminente de desmoronamento”, afirmou.
Os desmoronamentos foram registrados principalmente nos bairros Preventório, Aeroporto Velho, Mocinha Magalhães e Parque das Palmeiras. Em outras áreas, embora não tenha ocorrido colapso total, o risco permanece elevado, exigindo monitoramento constante.
Falcão também atualizou a situação dos abrigos emergenciais construídos no Parque de Exposições a partir de dezembro de 2025. Ao todo, foram construídos 74 abrigos pela Secretaria Municipal de Infraestrutura. Durante o período mais crítico, 156 famílias foram retiradas de áreas de risco, sendo 103 acolhidas em escolas devido às enxurradas.
“Restou um saldo de 53 famílias, e por isso construímos pelo menos 20 abrigos a mais do que o necessário naquele momento. Caso o Rio Acre volte a atingir a cota de transbordamento, de 15,40 metros, ainda teremos estrutura para atender a população”, garantiu.
Segundo o coordenador, em situação de emergência, é possível construir até 50 abrigos em 24 horas, seguindo orientação do prefeito Tião Bocalom.
Chuvas nas cabeceiras elevam preocupação
A Defesa Civil segue atenta ao comportamento dos rios nas cabeceiras. Em Brasiléia, o nível subiu 3,5 metros nas últimas 24 horas, situação semelhante à registrada em Xapuri, além da elevação do Rio Xapuri e do Riozinho do Rola, considerado um dos mais perigosos para a capital.
Apesar de Brasiléia já apresentar vazante, a preocupação é com o volume de água que ainda deve chegar a Rio Branco. “Essa água leva cerca de 60 horas para chegar e pode elevar ainda mais o nível do Rio Acre”, explicou Falcão.
A previsão da Defesa Civil é de que o impacto mais significativo ocorra a partir de sexta-feira, considerando o tempo de deslocamento das águas: Assis Brasil (72h), Brasiléia (60h), Xapuri (48h), Capixaba (24h) e Riozinho do Rola (3h).
Solo saturado agrava cenário
O coordenador destacou ainda que o solo de Rio Branco está cerca de 90% saturado, o que agrava a situação. “As chuvas intensas, como os 20,8 milímetros registrados na terça-feira, fazem com que a água escoe diretamente para os igarapés e para o rio, impedindo a vazante”, concluiu.
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Comoção marca despedida de condutor do Samu em Cruzeiro do Sul
Cortejo reuniu familiares, colegas e moradores em homenagem a Sebastião Cruz, que morreu durante viagem à Bahia
Cruzeiro do Sul viveu momentos de profunda comoção nesta quarta-feira (14) durante o cortejo fúnebre de Sebastião Cruz, condutor de viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), lotado na base da Vila Santa Luzia. A despedida reuniu familiares, amigos, colegas de trabalho e moradores, que acompanharam, emocionados, as homenagens ao profissional reconhecido pela dedicação ao cuidado com o próximo.
Sebastião faleceu no último sábado (10), no estado da Bahia, onde visitava um dos filhos. Segundo informações repassadas pela família, ele passou mal e foi levado a uma unidade de saúde, onde foi diagnosticado com pancreatite grave associada a derrame pleural. Apesar dos esforços da equipe médica, o quadro evoluiu com complicações, e ele não resistiu.
O corpo foi trasladado para Cruzeiro do Sul, município onde Sebastião atuava há vários anos no Samu e construiu uma trajetória marcada pelo profissionalismo, responsabilidade e atendimento humanizado à população.
Durante o cortejo, o trajeto percorreu diversas ruas da cidade e incluiu uma parada simbólica em frente à base do Samu, na Vila Santa Luzia, em um gesto de respeito e reconhecimento ao colega que marcou a história do serviço de urgência local.
Um dos momentos mais marcantes foi o toque das sirenes das ambulâncias, que ecoaram pela cidade como um tributo silencioso e comovente ao condutor que esteve por tantos anos na linha de frente salvando vidas.
Colegas de trabalho destacaram o comprometimento e a humanidade de Sebastião no exercício da função, ressaltando o legado deixado por ele no atendimento de urgência.
Sebastião Cruz deixa um exemplo de compromisso com a saúde pública e com o bem-estar da comunidade de Cruzeiro do Sul. Mais do que um servidor exemplar, será lembrado como um homem que transformou o cuidado ao próximo em missão de vida. O Samu e a população local manifestaram pesar e solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.
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Deracre registra mais de 11,9 mil voos em 2025 e reforça papel dos aeródromos no Acre
O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), divulgou o Relatório de Controle Aeroportuário de 2025. Ao longo do ano, a malha aérea que atende comunidades do interior do estado registrou 11.906 voos, número superior às 9.162 operações contabilizadas em 2024 e às 7.123 registradas em 2023.

Os dados indicam crescimento das operações e a ampliação do uso do transporte aéreo para atendimento regular às populações mais isoladas, incluindo o transporte de insumos e o deslocamento de pacientes em situação de urgência. Com investimentos na recuperação de aeródromos e a execução de um plano aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Estado tem fortalecido a ligação aérea entre os municípios.
“Quando falamos em aviação no Acre, falamos de acesso e de resposta rápida. Os aeródromos permitem que o Estado chegue de forma mais ágil, garantindo atendimento e integração entre os municípios”, afirmou o governador Gladson Camelí.
Segundo a presidente do Deracre, Sula Ximenes, o aumento das operações reflete a necessidade de manter o atendimento ativo durante todo o ano. “O crescimento das operações mostra que a aviação é parte do dia a dia de muitas comunidades. É um serviço que garante acesso e permite salvar vidas, porque o resgate não pode esperar”, afirmou. O relatório aponta aumento de 29,9% nas operações entre 2024 e 2025 e um volume acumulado de 28.191 voos desde 2023.

Em dezembro de 2025, foram registrados 1.240 voos. O relatório destaca, ainda, as operações aeromédicas do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), utilizadas para transferência de pacientes em casos de urgência. Ao longo do ano, o volume de voos apresentou picos em outubro, com 1.251 operações, e em agosto, com 1.241.

Os investimentos em pistas e na iluminação noturna permitiram ampliar as operações em aeródromos como os de Marechal Thaumaturgo, Tarauacá, Porto Walter, Feijó e Xapuri. O aumento no número de voos confirma a ampliação do atendimento aéreo e o papel da aviação na ligação entre os municípios acreanos.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE


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