O aumento segue a política de valorização do salário mínimo, que combina INPC (inflação) e crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). Foto: captada
Começa a valer nesta segunda-feira (2) o novo salário mínimo de R$ 1.621, com aumento de 6,79% (R$ 103) em relação a 2025. O valor, que representa R$ 54,04 por dia e R$ 7,37 por hora, deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026, de acordo com projeção do Dieese.
Além do reajuste, os trabalhadores que recebem até R$ 5 mil vão perceber nos contracheques de janeiro a isenção do Imposto de Renda na fonte, medida aprovada em 2025. Quem ganha até R$ 7.350 terá redução no desconto. No total, cerca de 15 milhões de pessoas serão beneficiadas pela mudança tributária.
Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber o novo salário mínimo no último dia 26. O pagamento segue até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão, sem considerar o dígito verificador.
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo impacta 61,9 milhões de brasileiros. O aumento deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026.
O governo estima impacto combinado de R$ 110 bilhões na economia, ao considerar o reajuste e a isenção do IR. No entanto, haverá custo adicional para a Previdência Social estimado em R$ 39,1 bilhões.
• Mensal: R$ 1.621;
• Diário: R$ 54,04;
• Hora: R$ 7,37.
• Inflação pelo INPC: 4,18%;
• Somada ao crescimento real do PIB: 3,4%;
• Adicional de 3,4% limitado a 2,5% pelo arcabouço fiscal;
• Reajuste total: 6,79%.
O governo federal reforça que a política de valorização do mínimo e a desoneração da folha visam aumentar o poder de compra das famílias e movimentar o consumo interno. Empresas e departamentos pessoais já estão ajustando os sistemas para pagamento correto.