Valter Campanato/Agência Brasil
O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, informou, nesta quinta-feira (15/1), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu elevar o combate ao crime organizado para “ação de Estado”. Com isso, os órgãos da União vão desenvolver ações articuladas para conter facções criminosas.
“Houve uma decisão do presidente da República de elevar ao status de ação do Estado o combate ao crime organizado. De maneira que a relevância que o crime organizado assumiu nesse momento impõe, na percepção do presidente e de todos esses autores, a necessidade de uma atuação conjunta de todos os órgãos do Estado”, afirmou Lima e Silva.
De acordo com o ministro, é fundamental que órgãos de Estado, como o Ministério Público, estejam em “sintonia absoluta e perfeita”. Para ele, o reconhecimento da relevância e gravidade do tema por parte do Poder Judiciário também é imprescindível.
“A Receita Federal, a Polícia Federal, já vem tomando inúmeras iniciativas no combate a determinados segmentos do crime organizado. Todavia, a efetividade dessas medidas, muitas vezes, ultrapassa os limites da ação apenas do Executivo ou de ações de governo”, explicou.
Segundo Lima e Silva, a PF e a Receita não conseguem, sozinhas, viabilizar resultados concretos de medidas que precisam passar pelo Ministério Público e chegar ao Judiciário “para que tenham a efetividade necessária para combater o crime”.
“Percebemos que as ações de governo, por mais competentes e determinadas que sejam, para que alcancem um determinado grau de eficácia, precisam da cooperação do Estado”, continuou o novo auxiliar de Lula em sua primeira declaração pública depois de ser nomeado.
O anúncio foi feito durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto após reunião sobre o combate ao crime organizado convocada por Lula com o ministro e outras autoridades.
Estiveram presentes o vice-presidente, Geraldo Alckmin; o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o diretor geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas; o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan; e os ministros da Fazenda, Fernando Haddad; e da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.
Ainda conforme o novo titular da pasta da Justiça e Segurança Pública, o caso das fraudes no Banco Master foi tratado com um dos eixos da reunião. “É uma diretriz de órgãos de Estado que não se preocupa com nenhuma particularidade específica, por outro lado não vai deixar de atuar contra todos aqueles que se ajustem à esse perfil”, disse.
Wellington César Lima e Silva toma posse na tarde desta quinta, em cerimônia reservada no Palácio do Planalto. O evento contará com a presença do ex-ministro Ricardo Lewandowski.
Lima e Silva foi nomeado pelo chefe do Executivo na terça-feira (13/1). Ele assume o cargo após Lewandowski tomar a decisão de deixar o governo por motivos pessoais e familiares.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL