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Nível do Rio Acre segue elevado na fronteira, mas já apresenta sinais de vazante

Eldson Jr – Diário do Alto Acre

O nível do Rio Acre segue elevado na manhã desta segunda-feira (30) no município de Brasiléia, após as fortes chuvas registradas nos últimos dias na região do Alto Acre.

De acordo com a Defesa Civil, a elevação do rio é reflexo direto do aumento do volume de água nas cabeceiras, acima do município de Assis Brasil, na região de fronteira com o Peru. Esse volume ainda desce pelo leito do rio e continua impactando Brasiléia.

Apesar da elevação recente, já há sinais de vazante nas áreas de origem, o que indica uma possível redução gradual do nível também no município nos próximos dias.

Segundo o coordenador da Defesa Civil de Brasiléia, major Emerson Sandro, a tendência é de estabilização do rio.

“Nessas últimas horas, a gente teve uma elevação nas cabeceiras do Rio Acre, acima de Assis Brasil. Mas já existe uma vazante significativa por lá, e essa água ainda está descendo. A tendência é que, muito em breve, a gente também comece a ter sinais de vazante aqui em Brasiléia”, explicou.

Balseiros chamam atenção e exigem cuidados

Outro ponto de atenção é a grande quantidade de balseiros, pedaços de árvores e vegetação arrastados pela correnteza, que descem pelo Rio Acre e podem representar riscos.

Uma árvore de grande porte chegou a ficar presa em um dos pilares da ponte que liga Brasiléia, sendo retirada pelo Corpo de Bombeiros para evitar danos à estrutura.

A Defesa Civil reforça o alerta para que a população evite se aproximar das margens do rio e redobre os cuidados.

“A gente pede o apoio da população para evitar se aproximar das margens e também atenção com esse material que desce pelo rio. Tivemos o apoio importante do Corpo de Bombeiros, que agiu rápido e fez a retirada dessa árvore, evitando danos à estrutura da ponte”, destacou o coordenador.

Nível segue abaixo das cotas de alerta

Apesar do aumento no volume de água, o Rio Acre ainda permanece abaixo das cotas de atenção em Brasiléia. O nível atual está distante da cota de alerta, que é de 9,80 metros, e também da cota de transbordamento, estabelecida em 11,40 metros.

A Defesa Civil segue monitorando a situação de forma contínua e orienta a população a acompanhar os comunicados oficiais.

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Da Redação