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Na Aleac, Energisa nega aumento e diz que redução na conta ‘depende de cada um’

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Empresa foi convocada pela CPI da Energia para prestar esclarecimentos sobre o aumento nas contas. Reunião ocorreu nesta quarta-feira (25), na Aleac.

Na Aleac, Energisa nega aumento e diz que redução na conta ‘depende de cada um’ — Foto: Luízio Oliveira/Arquivo pessoal

Por Iryá Rodrigues, G1 AC — Rio Branco

O aumento da conta de energia elétrica nos últimos dois meses tem assustado os consumidores acreanos. Por isso, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga possíveis irregularidades na conta de energia no Acre convocou a empresa para prestar esclarecimentos, nesta quarta-feira (25), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac).

O diretor comercial da concessionária de Energia Elétrica (Energisa), Ricardo Xavier, afirmou que não existe aumento na energia e sim a bandeira tarifária vermelha, estipulada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), desde o mês de agosto. Segundo ele, o consumidor deve “controlar” seu consumo para ter a redução na conta.

“Não existe aumento de energia, a tarifa é a mesma. A redução de energia depende de cada um, você tem que controlar o seu consumo. Se você está usando mais ou menos lâmpada, se está usando mais ar-condicionado. A gente não pode garantir que a conta do consumidor vai diminuir se ele não fizer consumo consciente, se ele não monitorar seu próprio consumo”, disse o diretor.

Para o deputado Roberto Duarte (MDB-AC), a CPI não ficou convencida com as explicações dadas pelo diretor da empresa na reunião. Segundo ele, a população deve se unir e ingressar com ação judicial coletiva contra a Energisa.

“Em hipótese alguma nós fomos convencidos desse aumento abusivo de energia elétrica no estado do Acre, vez que a direção da Energisa esteve na Aleac e disse que a causa do aumento, literalmente, é por conta do calor. Essa desculpa é a mesma coisa que enxugar gelo, nós não aceitamos e vamos buscar os meios judiciais. Esperamos que a população ajuíze também ações coletivas contra a Energisa para mostrarmos o absurdo que está acontecendo”, afirmou Duarte.

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A presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Acre (OAB-AC), Andreia Regina Nogueira, representante da OAB, afirmou que não houve uma explicação sobre o real motivo para o aumento nas contas de agosto.

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“Viemos ofertar um apoio técnico e jurídico sobre as demandas que a sociedade nos traz. Tivemos uma resposta técnica da Energisa, mas não houve uma explicação palpável acerca do real aumento que houve no período de agosto. Nossa intenção é que haja acordo entre as partes, que tanto a Energisa, quanto o consumidor cheguem a um denominador comum”, declarou Andreia.

Conta de luz de Ailton Silva de Araújo aumentou de R$ 531,18 para R$ 654,14 entre setembro e outubro — Foto: Arquivo pessoal

‘Só dá para pagar energia e água’

O autônomo Ailton Silva de Araújo, de 38 anos, afirmou que a conta de energia da casa onde vive aumentou de R$ 531,18, em agosto para R$ 654,14 em setembro. Segundo ele, em janeiro deste ano, a conta era R$ 164,88. Desempregado, Araújo mora com o pai, que é aposentado, e a família vive apenas com o valor da aposentadoria.

“Ninguém aumentou nada no consumo. Pelo contrário, a gente está economizando o máximo possível. Não sei o que está acontecendo. Meu pai é aposentado, a gente vive só com o salário dele, e o dinheiro só dá para pagar a conta de luz e de água e quando é para comprar remédio ou uma feirinha para dentro de casa, está complicado demais. A parede da casa está caindo e não tem dinheiro para comprar uma tábua, porque não sobra”, desabafou.

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Advogada é sequestrada e obrigada a fazer transferências bancárias

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Imagem colorida,Veículo foi encontrado horas após o sequestro em Stella Maris - Metrópoles

Uma advogada foi vítima de sequestro durante a madrugada de domingo (8/3) no bairro de Stella Maris, em Salvador (BA). A mulher estava na Alameda Dilson Jatahy Fonseca quando foi abordada por um grupo de suspeitos.

De acordo com a Polícia Militar, após a interceptação do veículo da vítima, ela foi mantida dentro do carro e obrigada a realizar transações bancárias para os suspeitos.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Mulher dada como desaparecida é encontrada em Goiânia

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imagem colorida mulher dada como desaparecida encontrada em goiania

Goiânia – A mulher que foi dada como desaparecida após sair de Nerópolis, na região metropolitana da capital goiana, na madrugada do dia 1º de março, foi encontrada na região central de Goiânia. Ela saiu de casa com o argumento de que pediria dinheiro na cidade para o tratamento do filho.

Segundo o delegado responsável pelo caso, André Fernandes, o caso foi inicialmente registrado como desaparecimento, no entanto, a situação foi esclarecida e, de acordo com ele, a mulher teve uma saída voluntária.

De acordo com a Polícia Civil, o próprio filho de Flávia foi quem registrou a ocorrência do desaparecimento. Segundo o relato dele, ele acompanhou a mãe até um ponto de ônibus, em Nerópolis, de onde ela seguiu para Goiânia com a intenção de pedir dinheiro. Desde então, ela não retornou para casa.

Ainda segundo consta na ocorrência, posteriormente, uma familiar recebeu uma ligação da mulher informando que estava hospedada em um hotel na capital e que retornaria naquela mesma noite, o que não ocorreu.

Contudo, após diligências realizadas pela equipe policial, foi constatado que a mulher deixou a família por motivos particulares e que mantém contato com uma parente.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Tesouro Nacional confirma repasse de R$ 173 milhões do FPE para o Acre

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Desse total, R$ 146.808.811 correspondem ao valor calculado pelo critério tradicional estabelecido na Lei Complementar nº 62/1989, enquanto R$ 26.571.199 são provenientes da parcela adicional distribuída com base nas regras da Lei Complementar nº 143/2013

O comunicado do Tesouro Nacional informa que também serão transferidos R$ 5,146 bilhões para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e R$ 295,4 milhões referentes ao IPI-Exportação. Foto: captada 

O estado do Acre receberá R$ 173.380.010 referentes à primeira cota de março de 2026 do Fundo de Participação dos Estados (FPE). O repasse será creditado pelo Banco do Brasil no dia 10 de março, já com o desconto obrigatório de 20% destinado ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), conforme comunicado divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional.

O valor faz parte do total de R$ 4,917 bilhões que serão distribuídos aos estados brasileiros nesta primeira parcela do mês por meio do FPE. A transferência é calculada com base na arrecadação líquida do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que juntos somaram R$ 28,59 bilhões no período considerado pelo Tesouro Nacional para a distribuição dos recursos.

De acordo com o demonstrativo da distribuição divulgado pelo órgão federal, o montante destinado ao Acre resulta da aplicação dos critérios previstos na legislação que regulamenta o fundo. Desse total, R$ 146.808.811 correspondem ao valor calculado pelo critério tradicional estabelecido na Lei Complementar nº 62/1989, enquanto R$ 26.571.199 são provenientes da parcela adicional distribuída com base nas regras da Lei Complementar nº 143/2013. A soma desses dois componentes resulta no valor final de R$ 173,38 milhões que serão transferidos ao estado nesta primeira cota do mês.

Desde 2016, o cálculo do FPE passou a seguir uma metodologia que combina dois critérios de distribuição. O modelo considera um valor de referência corrigido pela inflação medida pelo IPCA e por uma parcela da variação real do Produto Interno Bruto (PIB). Quando a arrecadação da União supera esse valor de referência, a diferença é distribuída entre os estados de acordo com novos critérios definidos na legislação complementar. No caso da primeira cota de março de 2026, cerca de 87,26% dos recursos foram distribuídos pelo critério tradicional, enquanto 12,74% corresponderam à parcela adicional prevista nas novas regras.

Além dos recursos destinados aos estados, o comunicado do Tesouro Nacional informa que também serão transferidos R$ 5,146 bilhões para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e R$ 295,4 milhões referentes ao IPI-Exportação, valores que também integram o sistema de transferências constitucionais da União. Parte dessas receitas é automaticamente destinada ao Fundeb, mecanismo responsável por financiar a educação básica pública no país.

O Fundo de Participação dos Estados é uma das principais fontes de receita para governos estaduais, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde as transferências federais representam parcela significativa do orçamento público e ajudam a financiar serviços essenciais e investimentos.

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