As médicas Priscila Romão e Nágila Duran foram presas em Rondônia sob suspeita de envolvimento em crimes de sequestro, tortura e cárcere privado contra uma cidadã boliviana, em Guajará-Mirim, município localizado na fronteira com a Bolívia.
Segundo o delegado da Polícia Federal Francisco Ney, a vítima foi atraída ao Brasil com a promessa de receber um presente destinado ao filho. Ao chegar ao porto oficial da cidade, ela teria sido levada pelas suspeitas para um local isolado na zona rural do município, onde os crimes teriam ocorrido.
Uma das médicas foi presa em Porto Velho, enquanto a outra se apresentou voluntariamente à polícia. Ambas foram encaminhadas ao sistema penitenciário. Os mandados de prisão preventiva foram expedidos pela 1ª Vara de Garantias de Porto Velho, com base nas provas reunidas durante as investigações.
De acordo com a PF, após a deflagração da operação em 14 de janeiro, as suspeitas fugiram para a Bolívia, mas foram capturadas no último domingo (18), após diligências contínuas. A corporação informou que outros envolvidos no caso ainda podem ser presos e que as investigações seguem em andamento para esclarecer todos os fatos.
Em nota, a Polícia Federal de Guajará-Mirim destacou que, em caso de condenação, as penas para os crimes investigados podem ultrapassar dez anos de reclusão.