Geral

Mãe de criança autista denuncia constrangimento em unidade de saúde de Rio Branco: “Priorizei a segurança da minha filha e quase perdi a consulta”

Ana Beatriz relata que servidora ameaçou cancelar atendimento enquanto ela corria atrás da filha, que tem TEA nível 2, para evitar que saísse da UBS Maria Barroso

Ana Beatriz Silva Pessoa, moradora de Rio Branco, denunciou problemas no atendimento recebido na Unidade de Saúde Maria Barroso, localizada no bairro Ayrton Sena. Foto: captada 

A moradora de Rio Branco Ana Beatriz Silva Pessoa denunciou publicamente um episódio de constrangimento vivido na Unidade de Saúde Maria Barroso, localizada no bairro Ayrton Sena. O caso ocorreu na terça-feira (10), enquanto aguardava atendimento com a filha, uma criança diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA) nível 2 de suporte.

Segundo o relato, durante a espera pela consulta, a menina correu em direção à porta da unidade. A mãe precisou agir rapidamente para alcançá-la e evitar que fosse para a rua, priorizando a segurança da criança.

“Sou mãe de uma criança autista e, em razão das necessidades específicas da minha filha, algumas situações exigem atenção e cuidado imediato da minha parte. No dia do ocorrido, enquanto aguardava ser chamada para atendimento, minha filha correu em direção à porta da unidade. Imediatamente precisei correr atrás dela para evitar qualquer risco ou acidente, priorizando a segurança da minha filha”, relatou.

Foi nesse momento, segundo Ana Beatriz, que o nome dela foi chamado para o atendimento. Enquanto ainda tentava conter a criança, uma servidora da unidade teria dito em voz alta que, se ela não entrasse imediatamente, perderia a vez e não seria mais atendida.

“Mesmo percebendo claramente que eu estava apenas garantindo a segurança da minha criança, a servidora manteve essa postura”, afirmou.

Ana Beatriz também afirmou que não foi a primeira vez que enfrentou problemas no atendimento na mesma unidade de saúde. Foto: ilustrativa

A mãe conta que a situação gerou constrangimento diante de outras pessoas que aguardavam no local. Ela revelou ainda que não é a primeira vez que enfrenta problemas na mesma unidade.

“Infelizmente, esta não foi a primeira vez que passei por uma situação de constrangimento neste mesmo local. Já houve um episódio anterior em que também me senti desrespeitada e exposta durante o atendimento”, declarou.

Diante do caso, Ana Beatriz solicita que a situação seja analisada pela gestão da unidade e pelos órgãos competentes. Ela defende que o atendimento em saúde deve ser pautado pelo respeito e pela humanização, especialmente quando envolve pessoas com deficiência e crianças.

“Solicito que o fato seja devidamente apurado pela gestão da unidade e pelos órgãos responsáveis, para que medidas sejam tomadas e situações como essa não voltem a acontecer, garantindo um atendimento mais humano, respeitoso e inclusivo para todas as famílias”, concluiu.

Veja vídeo:
Nota da prefeitura:

A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informa que, após verificação junto à coordenação da unidade, foi constatado que a usuária recebeu atendimento normalmente nesta terça-feira (11).

A situação relatada ocorreu em razão de um desencontro de comunicação no momento do chamado, o que pode ter gerado a percepção de falta de atenção.

A Semsa reforça que preza pelo atendimento humanizado e acolhedor a todos os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e permanece à disposição para eventuais esclarecimentos.

Comentários

Publicado por
Marcus José