Cotidiano

Janeiro Roxo: Rio Branco realiza mutirão dermatológico para detecção precoce da hanseníase

O Acre passou a ocupar a oitava colocação no ranking nacional e a quarta posição na Região Norte, com uma taxa aproximada de 16 casos a cada 100 mil habitantes, o que reforça a necessidade de ações preventivas contínuas

Com o objetivo de facilitar o acesso da população aos serviços de saúde e reforçar o combate à hanseníase, a Prefeitura de Rio Branco promoverá, nos dias 29 e 30, uma ação concentrada de atendimentos dermatológicos. A iniciativa será realizada no período da manhã, das 8h às 12h, na URAP Francisco Roney Meireles, situada no Conjunto Adalberto Sena, e será voltada especialmente para a detecção precoce da doença.

A estratégia surge em meio a um cenário que ainda preocupa as autoridades de saúde no Acre. Somente em 2025, o estado contabilizou 240 novos registros de hanseníase, número superior ao do ano anterior, quando foram notificados 170 casos. Com esses dados, o Acre passou a ocupar a oitava colocação no ranking nacional e a quarta posição na Região Norte, com uma taxa aproximada de 16 casos a cada 100 mil habitantes, o que reforça a necessidade de ações preventivas contínuas.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o mutirão busca não apenas identificar possíveis casos, mas também orientar a população sobre a importância do diagnóstico rápido e do início imediato do tratamento. A medida é essencial para evitar complicações, reduzir a transmissão da doença e enfrentar o preconceito que ainda afasta muitas pessoas dos serviços de saúde. Para participar dos atendimentos, é necessário apresentar documento oficial com foto, Cartão SUS e cadastro no G-SUS.

A hanseníase é uma doença infecciosa de evolução lenta, que atinge principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo causar manchas e perda de sensibilidade. Quando não tratada de forma adequada, pode resultar em danos neurológicos e limitações físicas. Apesar disso, a enfermidade tem cura, e todo o tratamento é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. A transmissão ocorre apenas em situações de contato próximo e prolongado com pessoas que ainda não iniciaram o tratamento, o que torna a informação e a busca precoce por atendimento fundamentais para o controle da doença.

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Assessoria