Já foram registradas 16 mortes decorrentes de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apenas nas primeiras semanas de 2026. Foto: captada
O estado do Acre enfrenta um cenário epidemiológico preocupante neste início de ano. De acordo com boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), já foram registradas 16 mortes decorrentes de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apenas nas primeiras semanas de 2026. O número acende o sinal amarelo para a circulação de vírus respiratórios no estado, especialmente durante o período de chuvas intensas, o chamado “inverno amazônico”.
Os dados mostram que a maioria das vítimas fatais apresentava comorbidades ou fazia parte de grupos de risco, como idosos e crianças pequenas. O aumento dos casos está relacionado ao período de chuvas intensas no estado, que favorece a propagação de vírus como Influenza A e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
Em fevereiro, o Acre já havia registrado duas mortes por SRAG no município de Feijó, interior do estado — uma mulher de 59 anos e uma criança indígena de 6 anos, vítimas de influenza A e rinovírus.
Levantamento do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado no final de fevereiro, apontou que o Acre está entre os estados da região Norte com incidência de SRAG em nível de risco. Os principais vírus identificados no estado são influenza A e VSR, que seguem em circulação.
Em nível nacional, o rinovírus responde por 36,5% dos casos positivos, seguido pelo Sars-CoV-2 (20,4%) e influenza A (18,9%). A incidência de SRAG é mais elevada entre crianças e adolescentes, enquanto a mortalidade se concentra principalmente nos idosos.
A Sesacre reforça que o monitoramento é contínuo e que as unidades de saúde estão em alerta para o manejo clínico desses pacientes. As autoridades em saúde fazem um apelo à população:
Vacinação: Manter o cartão de vacina atualizado contra a gripe e outras doenças respiratórias. A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações no Acre (PNI), Renata Quiles, alertou que a cobertura vacinal contra gripe no estado está em apenas 22%.
Higiene: Lavar as mãos frequentemente e usar álcool em gel.
Sintomas: Em caso de febre persistente, tosse seca e dificuldade para respirar, procurar imediatamente uma unidade de saúde (UPA ou posto).
Especialistas destacam que o VSR é o principal causador de doenças respiratórias em crianças, sobretudo nas menores de cinco anos, podendo provocar quadros como laringite e bronquiolite. A vacinação da gestante é uma estratégia importante para proteger os recém-nascidos contra o VSR.
O jornal oaltoacre.com segue acompanhando os boletins semanais para informar a população sobre a evolução desses números.