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Instituto de Administração Penitenciária promove ações de conscientização com autores de violência doméstica no Acre

Com intuito de conscientizar homens autores de violência doméstica sobre deveres e consequências legais de seus atos, além de promover uma análise sobre atitudes e responsabilidades, a Central Integrada de Alternativas Penais (Ciap) do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) promove na sede do órgão, em Rio Branco, um grupo reflexivo com 16 cumpridores de pena, com foco no diálogo e orientação aos participantes. Os encontros são realizados uma vez por semana.

Defensora pública foi convidada para fazer um diálogo com os cumpridores. Foto: Zayra Amorim

Nesta quarta-feira, 11, foi realizada a segunda reunião. A defensora pública da 5ª Defensoria de Cidadania, Rivana Ricarte, que atua perante a 2ª Vara de Proteção à Mulher do Tribunal de Justiça do Estado, foi convidada para dialogar com os cumpridores.

Segundo Rivana, os grupos são parte fundamental no combate à violência doméstica: “Esse olhar para o homem que a Ciap faz é essencial para produzir uma mudança real na sociedade, afinal de contas, os homens que estão aqui [normalmente] têm ou vão ter filhos. Então, acredito muito nas políticas públicas, que realmente têm o potencial de realizar essa transformação social. A gente reduz a violência contra a mulher com consciência e educação, e isso passa pela reflexão. Parabenizo o Ciap por essa realização e agradeço a oportunidade de estar aqui”.

Coordenadora da Central, Priscila Oliveira (de blusa preta) ressalta importância da parceria com as instituições. Foto: Zayra Amorim

Segundo a coordenadora da Ciap, Priscila Oliveira, as parcerias reforçam o compromisso das instituições com a prevenção da violência, a responsabilização dos autores e a construção de caminhos para relações mais respeitosas e sem violência.

Cumpridores (de frente para a palestrante) e universitários (ao lado) acompanham atentamente o diálogo. Foto: Zayra Amorim

O cumpridor de medida alternativa F.V. reconhece a importância de participar dos grupos. “A gente aprendeu sobre a lei, porque algumas coisas a gente não sabe como vai resolver, mas eu refleti mais sobre as minhas atitudes”, afirmou.

 

Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Agência Acre