Cotidiano

Inflação em Rio Branco fica abaixo da média nacional em 2025, influenciada por preços de combustíveis e energia

IPCA da capital fechou o ano em 3,27%, ante 4,26% no Brasil; gasolina e óleo diesel caíram em dezembro, mas luz subiu após reajuste tarifário

Dados anteriores do IPCA mostram que, em setembro de 2025, Rio Branco registrou alta de 0,46% no mês e acumulava 2,42% no ano. Foto: arquivo/captada

A inflação em Rio Branco encerrou 2025 em 3,27%, abaixo da média nacional de 4,26%, segundo dados do IBGE divulgados na sexta-feira (9). O controle nos preços dos combustíveis e da energia elétrica ao longo do ano foi determinante para o resultado. Em dezembro, a gasolina caiu 0,92% e o óleo diesel recuou 1,50% na capital.

No último mês do ano, o IPCA local teve alta de 0,59%, influenciado pelo reajuste tarifário da luz aprovado pela Aneel, que elevou a conta de energia em 3,80% a partir de 13 de dezembro. Apesar do aumento pontual, o acumulado anual se manteve abaixo do índice nacional.

Em outubro, Rio Branco registrou a menor variação mensal do ano (0,10%), com queda de 3,73% na energia residencial. O IPCA mede a variação de preços para famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos e considera a coleta feita entre novembro e dezembro de 2025.

Comportamento mensal (dezembro/2025):
  • IPCA Rio Branco: +0,59% (contra +0,33% no Brasil)

  • Gasolina: queda de 0,92%

  • Óleo diesel: queda de 1,50%

  • Energia elétrica: alta de 3,80% (reajuste anual da Aneel em vigor desde 13/12)

Evolução ao longo de 2025:
  • Setembro: IPCA +0,46% no mês (acumulado +2,42%); energia subiu 7,86%

  • Outubro: menor variação do ano (+0,10%); energia caiu 3,73%

  • Dezembro: alta de 0,59%, puxada por preços de fim de ano

Fatores de contenção:
  • Combustíveis estáveis devido a políticas federais de tributos;

  • Tarifa de energia sem reajustes extraordinários até dezembro;

  • Alimentos com pressão moderada, exceto por altas sazonais pontuais.

A capital acreana está entre as capitais com menor inflação do Norte, atrás apenas de Palmas (TO) e Boa Vista (RR). O controle de preços ajudou a preservar o poder de compra em um ano de retomada econômica.

A previsão para 2026 é de inflação entre 3,5% e 4% na capital, dependendo do comportamento dos combustíveis e da energia. O Banco Central deve manter os juros básicos em patamar restritivo para atingir a meta nacional de 3%.

A queda nos preços dos combustíveis em dezembro – mesmo em um mês tradicionalmente inflacionário – foi decisiva para que Rio Branco mantivesse a trajetória de desaceleração e fechasse o ano com um dos melhores resultados regionais.

Na capital acreana, os preços do mês passado foram coletados entre 29 de novembro e 29 de dezembro de 2025, e comparados aos valores vigentes entre 30 de outubro e 28 de novembro. Foto: captada 

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Publicado por
Marcus José