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Farinha de Cruzeiro do Sul: um patrimônio do Brasil

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“Nego véi, pode faltar tudo, menos a nossa farinhazinha. A gente come no café, no almoço e na janta. É bom demais!” É assim que a dona de casa Maria Auxiliadora Araújo define de maneira bem humorada a presença marcante de um dos alimentos mais consumidos e apreciados pela população de Cruzeiro do Sul, a segunda cidade mais populosa do Acre e famosa nacionalmente pela produção da iguaria derivada da mandioca ou macaxeira, como também é conhecida na região.

Uma vez por semana, a dona de casa Maria Auxiliadora vem ao Mercado Municipal Beira-Rio, em Cruzeiro do Sul, abastecer o estoque de farinha. Alimento é praticamente um item obrigatório na mesa dos acreanos. Foto: Marcos Vicentti/Secom

No Mercado Municipal Beira-Rio, não importa a hora, o vai e vem de pessoas é constante. O local é uma das principais referências de compra e venda de farinha. O movimento começa antes mesmo do raiar do dia, quando os sacos do produto, que pesam 50 quilos, chegam em veículos ou embarcações das mais diversas comunidades rurais e ribeirinhas dos cinco municípios do Vale do Juruá para abastecer o comércio.

Rodeado de tonéis abarrotados de farinha e com a característica lata de um litro na mão, a medida mais utilizada para a venda em pequenas quantidades, o popular retalho, Eulisson Lima, o Siri, tenta chamar a atenção dos clientes ao dizer que possui o melhor produto da cidade. Do ponto herdado do pai, há uma década, ele tira o sustento da família. A depender do movimento, entre cinco e dez sacos são vendidos, diariamente.

Eulisson Lima, o Siri, vende farinha há dez anos no mercado. Foto: Marcos Vicentti/Secom

“Vem gente de todo canto comprar farinha aqui comigo. Tenho clientes até em São Paulo, que encomendam e levam. O produto que eu vendo é de excelente qualidade e o pessoal gosta muito. A farinha tradicional da branca é a que mais sai”, explica o comerciante.

A cada dois meses, Leonardo Correia renova o estoque de farinha dele e da irmã, que mora em Rio Branco. De uma só vez, ele fez a compra de 25 quilos do alimento. “Igual essa farinha não tem, tanto é que a minha irmã não compra farinha na capital porque muita gente vende lá dizendo que é de Cruzeiro do Sul e não é. Ela pede para eu comprar daqui e mandar para lá”, revela.

No restaurante do Evangelista, a farinha está entre as guarnições preferidas da clientela. Por semana, o estabelecimento utiliza cerca de 150 quilos do produto. Foto: Marcos Vicentti/Secom

No restaurante de Antônio Evangelista, a farofa não pode faltar entre as guarnições servidas juntamente com o churrasquinho. Por semana, cerca de 150 quilos do produto são consumidos no estabelecimento. “É praticamente um item obrigatório e os nossos clientes pedem muito. Todo bom acreano adora uma farinha, né?”, comenta.

Uma tradição secular

A farinha de Cruzeiro do Sul se aperfeiçoou após a chegada dos primeiros migrantes, principalmente cearenses, que fugiam da Grande Seca do Nordeste, entre os anos 1877 e 1880, quando o Brasil era um império e o atual território do Acre pertencia à Bolívia e ao Peru. Milhares de retirantes vieram para a Amazônia impulsionados pela promessa de uma vida próspera e farta a partir do trabalho de extração do látex das seringueiras. Mas a realidade da época era outra, repleta de dificuldades.

Produção de farinha é uma tradição e ainda é realizada de maneira familiar no extremo oeste do Brasil. Mandiocas são levadas em carros de boi para as casas de farinha. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Os nordestinos trouxeram seus hábitos e costumes alimentares, entre eles a produção da farinha. A troca de conhecimentos com os indígenas locais, que já plantavam e consumiam mandioca, aliada à junção de novas técnicas e etapas ao modo de preparo, entre outras adaptações rudimentares, foram responsáveis pelas características inconfundíveis deste alimento produzido no extremo oeste do país.

“O que aconteceu no fim do século XIX foi a fusão das culturas indígena e nordestina. A mandioca já era um alimento bastante consumido pelos nossos indígenas, mas diferente dos nordestinos, eles não possuíam a técnica de produzir farinha. Foi um começo bastante complicado e com muitos ajustes, que acabaram dando certo e resultaram neste produto que conhecemos hoje”, acrescenta Joana Leite, pesquisadora da área de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Sabor inconfundível da farinha de Cruzeiro do Sul produzida há mais de um século coloca o alimento entre os melhores do país. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Após o fim do Primeiro Ciclo da Borracha, o principal produto da região entrou em decadência e novas alternativas econômicas ocuparam espaço, entre elas a fabricação de farinha. Com uma qualidade bem superior às demais, o alimento despontou e ganhou cada vez mais fama, espaço no mercado e caiu no paladar das pessoas ao longo dos anos.

O que torna a farinha de Cruzeiro do Sul tão saborosa e especial?

Por toda a sua história, a farinha de Cruzeiro do Sul se tornou um verdadeiro patrimônio nacional. Para chegar até a mesa dos consumidores, o alimento percorre um longo processo. Desde o plantio da mandioca até o produto pronto para consumo são, aproximadamente, nove meses. A mágica acontece nas chamadas casas de farinha, onde todo o processo de feitio é concentrado. Um trabalho familiar, que ultrapassa gerações.

Casal Marina Oliveira e Raimundo Batista herdaram dos pais o ofício de fazer farinha de excelente qualidade. Foto: Marcos Vicentti/Secom

No Ramal do Pentecoste, zona rural de Mâncio Lima e uma das maiores comunidades produtoras do Juruá, os casais Marina Oliveira e Raimundo Batista, e Mírian Oliveira e José Batista se ajudam na farinhada, como eles chamam a produção de farinha. As irmãs e os cunhados estabeleceram entre si uma forma bem peculiar para arcar com a mão de obra.

“Essa mandioca vai render uns sete sacos. Se trabalhar somente duas pessoas, fica muito cansativo e não damos conta do  serviço. Então, a gente chama eles [o casal] para nos ajudar a produzir a nossa farinha. Quando é a vez deles, a gente vem e ajuda com o nosso trabalho. É assim que a gente se paga”, exemplificou José Batista.

Um dos processos de fabricação é o descascamento da raízes de mandioca. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Após ser arrancada do solo, a mandioca é logo levada para a casa de farinha, onde é colocada em um equipamento chamado bolador. Nesta etapa, são retiradas a maior parte das impurezas, como o excesso de terra e as folhas. Em seguida, a raízes são descascadas manualmente e postas em reservatórios de água misturada com cloro para serem lavadas e evitar contaminação.

Do lado de dentro da casa de farinha, a mandioca passa pela primeira trituração, é prensada para a retirada da manipueira (líquido tóxico presente na raiz), é triturada novamente, peneirada, torrada no forno, peneirada pela segunda vez e, finalmente, levada para a secagem. Todo o processo leva, em média, mais de 30 horas.

Mandioca é triturada neste equipamento. A cor amarelada das raízes é por conta da adição de açafrão plantado pelos próprios produtores da região. Foto: Marcos Vicentti/Secom

A casa de farinha e a área de terra de 12 hectares destinadas ao mandiocal são compartilhadas por seis famílias. Entre os mais de 20 tipos de mandiocas plantados na região, a preferência deles é pela Branquinha e a Manso Brava. “São as melhores da gente trabalhar e as que rendem mais na hora da farinhada. Aqui é uma produção 100% familiar, de onde a gente sobrevive”, justificou Raimundo Batista.

Mas, afinal, o que faz a farinha de Cruzeiro do Sul tão saborosa e especial? Marina não hesita ao responder. “O nosso diferencial é fazer as coisas com amor e carinho. Essa farinha não é feita de qualquer jeito, temos todo um cuidado na hora de fazer, para que não fique uma farinha ruim. Muita gente produz pensando em quantidade. Nós preferimos a qualidade”, disse.

Ao ser questionado sobre o mesmo assunto, o presidente da Cooperativa de Produtores de Farinha do Vale do Juruá (Cooperfarinha), Sebastião Nascimento, o Tiãozinho, prefere manter o mistério. “É um segredo só nosso”, resumiu.

Para o presidente da Cooperativa de Produtores de Farinha do Vale do Juruá (Cooperfarinha), Sebastião Nascimento, sabor inconfundível do alimento é um segredo. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Para a pesquisadora Joana Leite, que acompanha a cadeia produtiva da mandioca desde 2000, o que torna a farinha de Cruzeiro do Sul única é o modo de preparo. “Temos esse produto no Brasil inteiro, mas os sabores, texturas e crocância são completamente diferentes, porque cada lugar faz do seu próprio jeito. Aqui no Acre, especialmente no Juruá, essa tradição de mais de um século, onde o processo de fabricação é praticamente o mesmo, e que é passado de pai para filho consolidou o modo de saber”, pontuou.

A primeira farinha do Brasil com registro de Identificação Geográfica

Em 2017, a farinha de Cruzeiro do Sul alcançou uma conquista histórica, ao se tornar o primeiro produto brasileiro derivado da mandioca a obter o selo de Identificação Geográfica (IG). Todas as qualidades do alimento foram reconhecidas por meio de marca registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), órgão federal ligado ao Ministério da Agricultura e Pecuária.

“O registro de Identificação Geográfica é concedido aos produtos que possuem notoriedade e fama junto aos seus consumidores. Dentro deste selo, temos a Identificação de Origem, que leva em consideração o ambiente onde os produtos são feitos, e a Indicação de Procedência, que é a tradicionalidade no modo de saber fazer, mesmo com o passar do tempo, como é o caso da farinha de Cruzeiro do Sul”, define Joana.

Farinha de Cruzeiro do Sul foi o primeiro produto derivado da mandioca do Brasil a obter o registro de Identificação Geográfica. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Durante dez anos, várias instituições governamentais e não-governamentais realizaram estudos, pesquisas e ações juntamente com os produtores para atestar os diferenciais e a regionalidade da farinha. Além de Cruzeiro do Sul, a certificação abrange os municípios acreanos de Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Rodrigues Alves.

Há décadas, a farinha de Cruzeiro do Sul sofre com a pirataria. Produtos que sequer são feitos no Juruá se apropriam da fama e comercializam o alimento como se fosse da região. “Isso é muito ruim para nós e só traz prejuízo. Qualquer empresa faz uma embalagem, coloca o nome e vende como se fosse a nossa”, opina o produtor Manoel Nunes.

Detentora exclusiva do registro, apenas a Central de Cooperativas do Juruá está legalmente autorizada a utilizar a marca Farinha de Cruzeiro do Sul. “Essa foi uma grande conquista para nós no combate à pirataria. Já estamos verificando a possibilidade de acionar na justiça quem continuar usando o nome indevidamente”, admitiu a presidente da entidade, Maria José Maciel.

Produção da farinha conta com apoio do governo do Acre e Sebrae

Grande parte dos investimentos de padronização e automação das casas de farinha são provenientes de recursos públicos. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict) planeja continuar a expansão do projeto.

“Temos procurado estimular a industrialização no Acre e sabemos que as agroindústrias são fundamentais neste processo de geração de riqueza e criação de postos de trabalho. Estamos trabalhando na captação de novos recursos para que possamos montar mais casas de farinha automatizadas no Juruá em outras regiões do estado”, frisou Assurbanipal Mesquita, gestor da Seict.

Por meio do Mecanizar Mais, programa executado pela Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), a cadeia da farinha terá mais acesso a equipamentos agrícolas, que são fundamentais para o aumento da produtividade da mandioca.

Cadeia produtiva da farinha conta com o apoio do governo do Acre. Foto: Marcos Vicentti/Secom

“Sabemos que a demanda por farinha é muito grande em nosso estado e a mecanização chega para potencializar a produção. Já temos 32 casas de farinha mapeadas na região do Juruá que a Seagri entrará com maquinário para ajudar os nossos produtores”, confirmou José Luís Tchê, titular da pasta.

A farinha de Cruzeiro do Sul terá espaço garantido e de destaque na 48ª edição da maior feira de negócios e entretenimento do estado. O público da Expoacre 2023 vai ter a oportunidade de acompanhar o processo de fabricação do alimento.

“A Expoacre é a nossa maior vitrine de negócios e, por toda sua importância, a farinha de Cruzeiro do Sul não poderia ficar de fora do evento. Sou filho do Juruá e sei o quanto esse produto ajuda no sustento de milhares de famílias e tanto contribui com a economia do estado”, afirmou o governador Gladson Cameli.

O projeto da Indicação Geográfica da farinha de Cruzeiro do Sul é acompanhado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Dois consultores da instituição realizam assessoramento técnico de 60 produtores locais. O início foi marcado pela desconfiança e resistência por quem estava a acostumado com o método tradicional há muitos anos.

Cerca de 60 Produtores contam com a consultoria de profissionais do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Foto: Marcos Vicentti/Secom

“Eu fiquei olhando aquele pessoal querendo ensinar fazer farinha para quem mexe com isso desde que se entende por gente. Mas acabei entendo que a ajuda do Sebrae está sendo muito importante para nós. Estamos aprendendo muito com eles”, constata Maria José.

Há um ano, Elias Neto presta consultoria aos produtores. “Nosso objetivo é promover, desenvolver e fomentar essa cadeia produtiva por meio de ações do Sebrae voltadas à gestão do empreendimento, assistência técnica desde o plantio até a unidade de beneficiamento e capacitações. Sabemos do potencial econômico da farinha e o nosso desafio é que a partir do selo de Identificação Geográfica, possamos auxiliar as famílias a agregarem mais valor ao produto”, defende.

Casas de farinhas estão se transformando em agroindústrias

Há um ano e meio, a primeira casa de farinhada automatizada começou a entrar em funcionamento na Comunidade Pentecoste. O espaço conta com equipamentos motorizados, cercamento, forro e tela para evitar a entradas de insetos e animais, piso em alvenaria, água encanada e se diferencia, principalmente, pela adoção de várias medidas sanitárias e de higiene durante o processo de produção.

Modelo de agroindústria de farinha na comunidade rural Pentecoste. Nova estrutura tem possibilitado mais produtividade e qualidade ao alimento. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Com estes investimentos, o local foi transformado em agroindústria, assegurando mais qualidade ao alimento. A primeira delas pertence a Maria José. Mais conhecida como Véia, a produtora lembra das dificuldades que enfrentou durante a maior parte da vida em uma casa de farinha tradicional, onde o trabalho é manual e extremamente exaustivo.

“Era muito sofrido quando tinha farinhada grande. A gente começava a trabalhar uma hora da manhã e pegava direto até três horas da tarde. Ficar em pé durante horas pegando a quentura do forno não é vida para ninguém. Graças a Deus, hoje está bem melhor e mais rápido. Agora, começamos sete horas da manhã e, no mais tardar, duas da tarde está tudo terminado”, conta.

Automação dos processos de fabricação trouxe mais qualidade vida aos agricultores e aumentou a produtividade. Foto: Marcos Vicentti/Secom

A agroindústria não só proporcionou mais qualidade de vida aos trabalhadores, como fez dobrar a produtividade. De 25 sacos mensais, a capacidade agora é de 50 sacos, com potencial de elevar esse número. Outro detalhe muito importante: o padrão de sabor, textura e crocância ficou ainda melhor.

Nova realidade financeira e mais oportunidades de trabalho

Maria José também foi pioneira na venda com o selo de Identificação Geográfica. A farinha que ela produz obedece a todos os critérios obrigatórios de segurança alimentar e controle de qualidade exigidos para o uso da certificação. Atualmente, 95% de sua produção atende clientes em Curitiba (PR), Manaus (AM) e São Paulo (SP). Enquanto o saco de 50 quilos é comercializado localmente por R$ 220, a agricultora recebe R$ 500 pela mesma quantidade.

“Estou muito feliz e satisfeita com essa nova realidade. Agora, a nossa luta é que outros produtores também consigam vender sua farinha nesse valor. Só quem mexe com isso sabe o trabalho que dá e depois de tantos anos, eu estou vendo a gente ser reconhecido por toda dedicação de fazer uma das melhores farinhas do Brasil”, salientou.

Mecanização do processo e o selo de Identificação Geográfica (IG) têm proporcionado uma nova realidade financeira entre os produtores. Maria José já conseguiu novas áreas de terra e planeja a construção de uma nova casa e aquisição de veículo próprio. Foto: Marcos Vicentti/Secom

O aumentou da produção e o valor agregado estão mudando a realidade econômica da família. A renda mensal passou de R$ 5 mil para R$ 10 mil. Sonhos que anteriormente eram quase impossíveis de serem realizados, estão cada vez mais próximos de se tornarem realidade.

“Já comprei mais terras para aumentar o plantio de mandioca e em 2024, vamos fazer a nossa casa de alvenaria com piscina e comprar uma caminhonete”, revela a produtora, empolgada com a nova realidade financeira.

Com o aumento da demanda, Maria José e o esposo Manoel não estão mais dando conta sozinhos. Eles precisaram contratar mais pessoas para ajudar na produção. A agroindústria é responsável pela geração de cinco postos de trabalho. Há sete meses, parte da renda familiar das diaristas Alvilene Ramalho e Sara Santos é obtida com descasca da mandioca.

Ao lado de Maria José, Alvilene Ramalho(E) e Sara Santos(D) realizam a descasca da mandioca. Há sete meses, as diaristas complementam a renda familiar com a produção de farinha. Foto: Marcos Vicentti/Secom

“Antes daqui, eu só cuidava da minha casa. Quando a Véia me chamou, fiquei animada e gosto muito do que eu faço. O dinheiro que ganho aqui ajuda a pagar minhas continhas e comprar minha feira do mês”, expõe Alvilene.

“Consigo ganhar uma média de R$ 700, por mês. Esse dinheiro tem sido muito importante para sustentar os meus três filhos. Já me acostumei com esse serviço e quando não tem mandioca para descascar, a gente fica aperreada querendo trabalhar”, citou Sara.

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Ex-policial de Pando é condenado a 28 anos de cadeia por estupro de adolescente de 13 anos

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O Tribunal de Sentença da Capital de Pando condenou a 28 anos de prisão, o ex-policial Delider M.C., pelo crime de estupro cometido contra uma adolescente de 13 anos. Na época, Policiais da FELCV não atenderam a denúncia contra o seu camarada, por isso a vítima foi ao Ministério Público.

O promotor de Pando, Marcos Arce Gandarias, informou que, em audiência de julgamento oral, o Ministério Público demonstrou que Delider M.C., de 23 anos, é o autor do crime de estupro da adolescente, fato ocorrido em setembro de 2023 na cidade de Cobija, a sentença de 28 anos de prisão deve cumprir no presídio de Villa Busch.

“Várias foram as provas apresentadas pelo Ministério Público durante o julgamento, entre elas o atestado médico legal que corrobora que houve agressão sexual contra a vítima; entrevista psicológica feita à afetada, declarações testemunhas, além disso, neste caso foi comprovado que o sujeito era policial do efetivo e vivia como inquilino na casa da mãe da menor”, afirmou Arce.

A procuradora que levou adiante o caso, Patricia Tania Romero, relatou que os fatos foi denunciado em setembro de 2023, pela mãe e tia da vítima nas instalações do Ministério Público, porque a filha de 13 anos lhe revelou que foi abusada sexualmente três vezes pelo inquilino Delider M.C.

Também tem como antecedente, familiares da vítima se apresentaram na Força Especial de Combate à Violência (Felcv) para apresentar a denúncia contra um funcionário da polícia, que então fazia parte desta unidade. Surpreendentemente, seus camaradas não quiseram receber a denúncia, por isso eles vêm ao Ministério Público.

A mãe da adolescente fez a denúncia no Ministério Público contra seu inquilino, Delider, de 23 anos, pelo crime de estupro. Em meio ao choro, sua filha revelou que desde agosto (2023) é vítima de agressão sexual, posteriormente foi ameaçada para não contar o que aconteceu.

Com Perla del Acre

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Homem é ferido a tiros ao sair da casa da namorada no Segundo Distrito de Rio Branco; amigo dele consegue fugir

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Jovem de 20 anos é vítima de tentativa de homicídio por disparo de arma de fogo no bairro Taquari. Polícia Militar e Samu prestaram atendimento no local; investigação segue com a Polícia Civil

Na noite deste sábado, 25 de maio, o jovem Pedro Henrique Lima Alves, de 20 anos, foi vítima de uma tentativa de homicídio na rua do Passeio, bairro Taquari, na região do Segundo Distrito de Rio Branco. O incidente ocorreu enquanto Pedro saía da casa da namorada, acompanhado de seu amigo, identificado como Deivid.

Dinâmica do Crime

De acordo com informações fornecidas pela polícia, Pedro e Deivid caminhavam em direção à residência de Pedro quando foram surpreendidos por dois criminosos em uma motocicleta. O garupa, armado, efetuou vários disparos contra os jovens. Pedro foi atingido na cervical, com a bala entrando pela nuca e saindo pela escápula, e caiu na rua. Deivid conseguiu correr e se livrar dos tiros, escapando ileso.

Atendimento e Estado de Saúde

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi rapidamente acionado, enviando duas ambulâncias, uma de suporte básico e outra de suporte avançado, para o local. Os paramédicos prestaram os primeiros socorros a Pedro, estabilizando-o antes de transportá-lo ao pronto-socorro de Rio Branco. Conforme informações de uma médica do Samu, Pedro deu entrada no hospital lúcido, orientado e com os movimentos do corpo preservados. Seu estado de saúde é considerado estável.

Ação Policial e Investigações

Policiais militares do 2° Batalhão estiveram no local, coletaram informações sobre o crime e iniciaram patrulhamento na região para tentar localizar os autores do atentado, mas os criminosos não foram encontrados. A investigação do caso começou com os agentes da Equipe de Pronto Emprego (EPE) da Polícia Civil e será posteriormente conduzida pela Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

A polícia continua as investigações para identificar os responsáveis pelo ataque e entender as motivações por trás do crime.

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Mudando vidas através da educação: Prefeito Sérgio Lopes entrega mais uma escola na zona rural de Epitaciolândia

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Fazendo parte das comemorações dos 32 anos de emancipação político-administrativa de Epitaciolândia, a prefeitura inaugurou a escola Maria Ester de Oliveira no Núcleo de Base São Sebastião.

O dia foi de festa na Comunidade São Sebastião dentro da Reserva Extrativista Chico Mendes Seringal Porongaba, a prefeitura inaugurou neste sábado, 25, mais uma escola construída com recursos próprios (RP). Foram investidos cerca de R$ 200 mil reais.

 

A Escola Maria Ester de Oliveira, foi construída pela prefeitura em parceria com a comunidade e está dentro dos padrões de qualidade do MEC. Conta com três salas de aula, cozinha, refeitório, banheiros e sala de diretoria, além disso, a escola foi toda climatizada, foi construído também, cerca em todo o pátio da para dar mais segurança ao local.

Fizeram parte do dispositivo o prefeito Sérgio Lopes acompanhado do deputado federal Roberto Duarte, Raimundo Nonato Gondim Secretário Municipal de Educação, vereadores de base, Marco Ribeiro e Pantico da Água, Nilcilene Eduíno Diretora de Ensino, professora responsável pela Escola Mauriane, presidente da Amoprelândia (Associação de Moradores da Reserva Extrativista de Epitaciolândia) José Maria (Açúcar), Professor Leandro Melo, e o presidente do Núcleo de Base Lázaro.

Marcaram presença ainda secretários municipais, assessoria de imprensa, professores, coordenadores, servidores e comunidade em geral.

O que disseram:

Ao fazer uso da fala todos reconheceram o esforço e o compromisso que o prefeito Sérgio Lopes tem com a educação.

O professor Leandro Melo filho da comunidade, expressou bem a emoção que todos sentiram ao ver uma obra de tamanha importância sendo entregue.

“Não tenho palavras para expressar tamanha alegria, há muitos anos que nós reivindicamos melhorias aqui na Comunidade São Sebastião, já estudamos dentro de Galpão no meio de ratos, na chuva, no sol, e em uma sala que mal cabia os alunos; No início da gestão do prefeito Sérgio Lopes em sua primeira visita aqui na comunidade eu pedi ele que construísse uma escola e ele se comprometeu em fazê-la,  hoje, está cumprindo com sua palavra, por isso, é um momento ímpar, momento de muita gratidão a ele e a todos os envolvidos nesse processo.” Destacou o professor.

Após a sua fala, o professor Leandro Melo agraciou o prefeito Sérgio Lopes com uma placa de agradecimento, o ato de entrega feito pelos alunos da escola causou muita emoção no prefeito que não conteve as lágrimas por ver seus esforços sendo reconhecido por todos…

O vereador Marco Ribeiro parabenizou o prefeito por mais essa obra que vai atender muito bem a comunidade escolar do São Sebastião. Pantico da Água enalteceu o trabalho que o prefeito Sérgio Lopes vem realizando em todo o município, “Me sinto orgulhoso de hoje fazer parte dessa gestão, um prefeito que ama seu povo. ” Pontuou o vereador.

O deputado federal Roberto Duarte, ficou entusiasmado ao ver a qualidade da obra, escola moderna, padrão de qualidade.

“Eu fiquei muito entusiasmado ao ver a qualidade da obra, e mais ainda e poder acompanhar o excelente trabalho que o prefeito Sérgio Lopes vem desenvolvendo em prol da população de Epitaciolândia, uma escola que atende todos os padrões de qualidade, toda climatizada dentro de uma reserva extrativista, demostra o compromisso que ele tem com a educação e com todos, parabéns prefeito, parabéns a todos os envolvidos e a comunidade que está ganhando esse mega presente. ”

Roberto Duarte garantiu que destinará emendas para a construção de uma quadra sintética e uma unidade básica de saúde dentro do Núcleo de Base São Sebastião.

..Emoção, gratidão e alegria de dever cumprido…

Muito emocionado com o carinho recebido pela comunidade, Sérgio Lopes falou da alegria em entregar mais uma obra de tamanha importância na sua gestão.

“É um momento de muita alegria, estamos inaugurando nossa 37ª Obra, hoje entregamos mais uma escola, estamos cumprindo um compromisso assumido no início da gestão, para mim é motivo de orgulho em saber que estamos contribuindo com o futuro dos moradores da comunidade São Sebastião e adjacências, uma escola de qualidade toda climatizada que vai oferecer segurança e conforto para nossos alunos, professores e servidores, quero agradecer a todos que nos ajudaram a realizar esse sonho tão esperado, eu digo sempre, a educação é o mecanismos mais sólido e robusto para transformar pessoas e construir bons cidadãos.” Finalizou Lopes.

Durante a cerimônia foi feito apresentações culturais pelos alunos da escola Alcindo Monteiro da comunidade Mato Grosso apresentação com Grupo de forro do Sr. Silva e clospay do homem aranha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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