Dados do Idaf mostram que só em dezembro saíram 27,2 mil animais; desempenho consolida estado como fornecedor competitivo no mercado nacional. Foto: captada
A comercialização interestadual de bovinos do Acre apresentou um crescimento expressivo de 74,65% em 2025, com 378.808 cabeças enviadas a outros estados, ante 216.887 em 2024. Os dados, sistematizados pela DTEC/FAEAC com base em informações do Idaf, mostram que o estado consolidou sua posição como fornecedor relevante de gado vivo no mercado nacional.
Somente em dezembro de 2025, foram movimentadas 27.246 cabeças, número 2,54% superior ao mês anterior e 88,62% acima do registrado em dezembro de 2024. O fluxo indicou equilíbrio entre os tipos de operação: 13.614 animais foram destinados a diferentes proprietários (venda) e 13.632 seguiram para propriedades do mesmo dono (transferência), refletindo tanto transações comerciais quanto ajustes estratégicos de rebanho. O desempenho reforça a competitividade da pecuária acreana e a crescente demanda externa pelo gado produzido no estado.
Dezembro/2025: 27.246 animais (alta de 2,54% sobre novembro e de 88,62% sobre dezembro/2024)
Perfil das transações: Equilíbrio entre vendas comerciais (13.614 cabeças) e transferências entre propriedades do mesmo dono (13.632)
Demanda externa sustentada, especialmente de estados como Rondônia, Mato Grosso e Pará;
Competitividade do rebanho acreano, com custos de produção menores;
Melhoria na logística de escoamento, ainda que limitada pelas condições da BR-364.
O agronegócio bovino é o principal setor da economia acreana, responsável por 20% do PIB estadual. A expansão das vendas externas reforça a vocação pecuária do estado, mas também expõe a dependência de uma única commodity.
O Idaf e a Secretaria de Agricultura devem investir em rastreabilidade e certificação para abrir mercados mais exigentes. Paralelamente, a FAEAC projeta que as exportações podem superar 400 mil cabeças em 2026.
O aumento de quase 90% nas vendas em dezembro sugere que os pecuaristas anteciparam embarques diante da perspectiva de alta nos preços no primeiro trimestre de 2026 – movimento comum antes da entressafra.