Cotidiano

Educação é pilar para ressocialização de pessoas privadas de liberdade em presídio de Sena Madureira

Na Divisão de Estabelecimento Penal de Sena Madureira, funciona o anexo da Escola Estadual Charles Santos, que atende à Educação de Jovens e Adultos (EJA) e oferece, em parceria com Iapen e a Secretaria de Estado de Educação (SEE)

Presidente do Iapen, Marcos Frank Costa, acredita que a educação é uma importante ferramenta para transformação. Foto: Zayra Amorim/Iapen

A educação é um pilar em todas as esferas da sociedade e tem sido utilizada pelo Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) no âmbito do sistema prisional acreano, como ferramenta de ressocialização e reintegração de pessoas privadas de liberdade ao retorno ao convívio social.

Para o presidente do Iapen, Marcos Frank Costa, a educação é um dos principais meios de transformação social. “O sistema penitenciário não existe apenas para encarcerar, mas também para contribuir com a transformação das pessoas que cumprem pena, elas serão devolvidas à sociedade e queremos que elas retornem melhores do que quando entraram. A educação é uma das nossas ferramentas mais importantes no trabalho de ressocializar”, ressaltou o gestor.

Educação é imprescindível para a ressocialização de pessoas privadas de liberdade em presídio de Sena Madureira. Foto: José Lucas Gaia/Iapen

Na Divisão de Estabelecimento Penal de Sena Madureira, funciona o anexo da Escola Estadual Charles Santos, que atende à Educação de Jovens e Adultos (EJA) e oferece, em parceria com Iapen e a Secretaria de Estado de Educação (SEE), a oportunidade de estudo para as pessoas privadas de liberdade que cumprem pena na unidade prisional.

Emanuel, explicou “a educação transforma e proporciona oportunidade para que, ao sair, a pessoa privada de liberdade retorne à sociedade com uma mentalidade diferente daquela que ele entrou”. Foto: Isabelle Nascimento/Iapen

O chefe da Divisão de Estabelecimento Penal de Sena Madureira, Emanuel Dantas dos Santos, explicou que o ano letivo iniciou neste mês de março com um aumento na oferta de vagas em 80%, já que no ano anterior a escola disponibilizou apenas 40 vagas: “Conseguimos ampliar o número de matriculados: hoje temos 72 estudantes.  Estamos com a intenção de, até 2027, atingir o mínimo exigido pelo programa Pena Justa, que é 25% das pessoas privadas de liberdade, se Deus quiser, nós vamos atingir essa meta, pois entendemos que a educação transforma e proporciiona oportunidade para que, ao sair, a pessoa reotorne à sociedade com uma mentalidade diferente daquela com a qual ingressou”.

Por meio da EJA, pessoas privadas de liberdade podem concluir educação formal e usufruir de oportunidade após o perído de cárcere. Foto: José Lucas Gaia/Iapen

O estudante recluso J. P. M. explicou que não teve a oportunidade de estudar antes de entrar no sistema prisional: “Eu fui preso muito jovem e estou aproveitando essa oportunidade para, quando eu sair, eu ter escolaridade e conseguir um emprego”, ressaltou.

O professor da Escola Manoel Barbosa atua há três anos dentro do presídio e ressalta a importância da educação dentro do sistema prisional: “Entendemos a necessidade e a importância desse trabalho para a continuidade dos estudos dos nossos estudantes. Todos os dias são momentos de superação e esses desafios são enfrentados com apoio e parcerias. Assim, o professor consegue chegar à sala de aula e desenvolver um bom trabalho”, reforçou o educador.

Professor Manoel Barbosa ressaltou a necessidade da continuidade dos estudos para as pessoas privadas de liberdade. Foto: José Lucas Gaia/Iapen

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Agência Acre