A dívida pública federal (DPF) atingiu R$ 8,6 bilhões em dezembro 2025, aumento de 1,82% em relação ao mês anterior, segundo o relatório mensal da dívida pública federal (RMD) publicado nesta quarta-feira (28/1) pelo Tesouro Nacional.
De acordo com a pasta, esse desempenho da dívida pública ocorreu devido à emissão líquida, no valor de R$ 59,93 bilhões, e pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 94,83 bilhões.
Com esses dados, o estoque da dívida pública federal encerrou o ano dentro dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2025, com variação de R$ 8,5 trilhões a R$ 8,8 trilhões no ano.
Quase metade da dívida pública está atrelada à taxa básica de juros, a Selic, que se encontra em patamar mais restritivo (15% ao ano). Em dezembro, a composição da DPF ficou da seguinte forma:
O maior detentor da dívida pública é o grupo Instituições Financeiras, que aumentou em dezembro. O estoque passou de R$ 2,71 trilhões para R$ 2,73 trilhões. A participação do grupo subiu para 32,88%.
A participação da Previdência Social na DPF chegou a 22,76%. O estoque se manteve em R$ 1,8 trilhão.
Fundos de Investimento têm participação de 20,79%, com estoque de R$ 1,7 trilhão;
Não-residentes têm participação de 10,35%, com estoque de R$ 859,64 bilhões;
Seguradoras têm participação de 3,47%, com estoque de R$ 288,70 bilhões;
Governo tem participação de 2,87%, com estoque de R$ 238,34 bilhões; e
Outros têm participação de 6,87%, com estoque de R$ 571,12 bilhões.
A reserva de liquidez da dívida pública diminuiu em dezembro em comparação a novembro. O chamado “colchão” para pagar a DPF é composto por recursos presentes na Conta Única do Tesouro Nacional (CTU), no Banco Central (BC).
O colchão diminuiu 2,17%, passando de R$ 1,2 trilhão para R$ 1,1 trilhão. Atualmente, o valor em caixa é suficiente para quitar 7,33 meses de vencimentos de títulos.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL