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Desembargadores do Maranhão são afastados em operação da PF

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (1º) a operação Inauditus para investigar um suposto esquema de corrupção envolvendo a comercialização de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão

Durante a operação, dois desembargadores foram afastados de suas funções. Foto: captada 

 

Investigação mira esquema milionário de manipulação de decisões judiciais

Com CNN

Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em diferentes cidades, com autorização do Superior Tribunal de Justiça. Durante a operação, dois desembargadores foram afastados de suas funções.

De acordo com as investigações, o esquema envolveria magistrados, assessores e outros agentes públicos na manipulação de decisões judiciais, com o objetivo de beneficiar partes em disputas de alto valor, especialmente em casos ligados a conflitos agrários. Em troca, haveria o pagamento de vantagens indevidas.

A Polícia Federal aponta ainda indícios de “celeridade seletiva” na tramitação de processos, além de movimentações financeiras suspeitas, com sinais de triangulação e ocultação da origem ilícita dos recursos.

Além das buscas, a Justiça determinou a prisão preventiva de um dos principais operadores do esquema. Também foram impostas medidas como afastamento de servidores, proibição de acesso ao tribunal e de contato entre investigados, monitoramento eletrônico de seis pessoas e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 50 milhões.

As ações foram realizadas em municípios do Maranhão, além de cidades em outros estados, como Ceará, São Paulo e Paraíba. Os mandados atingiram gabinetes, escritórios de advocacia e empresas ligadas aos investigados.

Os crimes apurados incluem corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Somadas, as penas podem chegar a até 42 anos de prisão.

O esquema envolveria magistrados, assessores e outros agentes públicos na manipulação de decisões judiciais, com o objetivo de beneficiar partes em disputas de alto valor, especialmente em casos ligados a conflitos agrários. Foto: captada 

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Marcus José