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Delegado dá detalhes do esquema de R$ 3 milhões em desmatamento no Juruá

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes encontraram diversos documentos que reforçam os indícios do esquema criminoso, incluindo contratos de compra e venda de terras e títulos de posse vinculados ao INCRA

De acordo com o delegado da Polícia Federal Augusto Lima, responsável pela investigação, os alvos da operação vinham promovendo a derrubada irregular da floresta para fins de exploração econômica. Foto: captada 

A Polícia Federal deflagrou, na última terça-feira (21), a operação Mata Rendada 2 com foco no combate a crimes ambientais no Vale do Juruá, no Acre. A ação foi coordenada pela Delegacia da Polícia Federal em Cruzeiro do Sul e teve como alvo o desmatamento ilegal e a ocupação irregular de terras públicas em áreas de assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).

Segundo o delegado da Polícia Federal Augusto Lima, responsável pelas investigações, os envolvidos atuavam de forma estruturada na derrubada ilegal da floresta com finalidade exclusivamente econômica. De acordo com ele, as áreas desmatadas eram convertidas em pastagens e posteriormente arrendadas para a criação de gado bovino, prática totalmente incompatível com os objetivos da reforma agrária.

O delegado destacou que as investigações revelaram a dimensão financeira do esquema. Apenas um dos investigados teria sido responsável pelo desmatamento de mais de 379 hectares na região do Juruá e, em depoimento à Polícia Federal, admitiu ter investido cerca de R$ 3 milhões na execução da atividade ilegal.

Diante da gravidade dos danos ambientais e do volume de recursos envolvidos, a Polícia Federal representou junto ao Poder Judiciário pelo bloqueio de bens e valores dos investigados. Conforme explicou o delegado Augusto Lima, a medida já resultou no bloqueio de quantias em contas bancárias, com o objetivo de garantir a reparação financeira pelos prejuízos causados ao meio ambiente.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes apreenderam documentos considerados fundamentais para o avanço das investigações, como contratos de compra e venda de terras e títulos de posse vinculados ao INCRA. Todo o material será analisado e periciado.

Ainda segundo o delegado, a Polícia Federal irá realizar um mapeamento detalhado das áreas desmatadas, utilizando os documentos apreendidos, para dimensionar com precisão a extensão dos danos ambientais provocados e identificar o patrimônio total dos envolvidos no esquema criminoso.

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