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Comissão de Segurança da Aleac se reúne com secretários para tratar de “fake news” e segurança nas escolas

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Membros das Comissões de Segurança Pública e Educação, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), se reuniram na manhã desta quarta-feira (19), para tratar do assunto do momento: as chamadas “fake news”, que versam sobre eventuais ataques violentos a escolas públicas, que estão circulando nas redes sociais, e que vem assustando e tirando a tranquilidade da população em geral.

O presidente da Comissão de Segurança, deputado Arlenilson Cunha (PL), deu início a reunião destacando a importância do debate. Ele frisou ainda que nos últimos meses, o número de ameaças, ataques e outros tipos de violência voltadas às escolas aumentou no Brasil.

“De 2011 a 2023, tivemos pelo menos onze ataques a escolas culminando em 39 mortes.  Isso é preocupante demais. Sem falar na questão dessas fake news que hoje assolam o nosso estado que também precisam de uma atenção especial. Por isso a importância de nos reunirmos aqui hoje, nós precisamos encontrar alternativas que transmitam segurança aos nossos alunos e professores”, disse.

Em seguida, o Coronel José Américo Gaia, secretário de Segurança Pública, relatou uma série de ações que estão sendo realizadas pelo órgão com o objetivo de prevenir qualquer tipo de ataque violento às escolas do Estado.

O secretário salientou ainda que medidas já foram tomadas para conter as ameaças às redes de ensino, explicando que os criadores dos perfis já foram identificados por meio de uma ação conjunta com a Polícia Civil e o Poder Judiciário. Ele confirmou que mais de 20 perfis já foram derrubados nas redes sociais e o pedido de não compartilhamento e não curtir segue mantido contra as mensagens de ódio e violência.

“Estamos aqui reunidos falando de uma problemática que é mundial. Por este motivo, ainda que estejamos lidando até o momento com fake news, nós já estamos nos adiantando, trabalhando com ações preventivas para coibir qualquer tipo de ataque nas nossas escolas. Estamos falando de uma ação criminosa que é totalmente inadmissível”, disse.

O coronel informou, ainda, que 270 policiais foram designados para fazerem a segurança das escolas. “Isso é uma necessidade. Além do vídeo de monitoramento que já temos em algumas escolas, estamos também fazendo a ronda policial. Nós precisamos garantir a segurança das nossas crianças.  Estamos também desenvolvendo uma cartilha que serve de alerta para as famílias. Ela é simples, sucinta, e além de servir de alerta, ensina as pessoas a como denunciar qualquer tipo de suspeita utilizando o canal correto.

Já o secretário de Educação, Aberson Carvalho, disse que a escola não pode se tornar um presídio. Para ele, o momento exige cautela e cuidado dos órgãos competentes, mas a educação não pode perder a sua essência.

“A escola está dentro da comunidade, e a comunidade dentro da escola. Nós não podemos perder esse sentimento do ambiente escolar. O momento exige cuidado, mas não podemos perder a essência da educação. Todas as nossas escolas são de muro baixo, são abertas para a rua principal. Por isso nossas escolas são integradoras, nossas comunidades vivenciam a realidade escolar diariamente e nós não podemos perder isso”, disse.

O gestor educacional frisou ainda que todas as medidas estão sendo tomadas pela SEE em parceria com a Sejusp no intuito de garantir a segurança das escolas. “Respostas já estão sendo dadas e isso é muito importante. Do ano passado para cá, o policiamento escolar ampliou de 3 veículos para 22, um avanço significativo. Fora as rondas policiais que são feitas diariamente nas escolas que não contam com o policiamento contínuo”, acrescentou.

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), pediu para que o debate fosse estendido até a próxima semana. “Esse encontro na verdade virou uma audiência pública, como vamos ter sessão daqui a pouco, sugiro que a gente volte a se reunir na semana que vem. Esse tema envolve muitas questões e temos muito o que discutir ainda”, enfatizou.

O presidente da Comissão de Educação, deputado Gilberto Lira (União), acatou a sugestão do parlamentar. “Adianto já o convite aos secretários para que a gente possa retomar essa discussão. Eu, como professor que convivo constantemente com os professores e pais de alunos, sei da preocupação de todos. Temos acompanhado as noticiais sobre as ações que estão sendo realizadas pelos órgãos competentes e isso já nos dá um alento. E durante o próximo encontro, nós esclarecemos as questões que ficaram pendentes nessa reunião”, frisou.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Fotos: Sérgio Vale

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Prefeitura de Brasiléia investe em melhoramento de Ramais para garantir acesso de qualidade

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Neste sábado, dia 20, a cidade de Brasiléia realizou mais um esforço significativo da administração municipal para melhorar a infraestrutura de seus ramais. Sob a coordenação da Secretaria de Obras, uma equipe dedicada está empenhada em realizar serviços essenciais para garantir a acessibilidade e a qualidade de vida dos moradores.

O foco das operações recai sobre o ramal do Km 18, conhecido como ramal do Chico Cachecha. Os trabalhadores estão concentrando seus esforços em aprimorar as condições de tráfego por meio de limpeza e piçarramento, visando proporcionar uma via mais segura e transitável para os residentes locais.

A iniciativa da Prefeitura de Brasiléia reflete o compromisso com o bem-estar da comunidade, demonstrando sensibilidade às necessidades de infraestrutura das áreas rurais. O investimento no melhoramento dos ramais não apenas facilita o deslocamento diário dos moradores, mas também contribui para o desenvolvimento no escoamento das produções dessas regiões.

Com ações como essa, a administração municipal reafirma seu comprometimento em promover o progresso e a qualidade de vida de todos os cidadãos de Brasiléia.

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Médico acreano é convidado a palestrar sobre autismo em Angola

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O médico Mazinho Maciel, de Cruzeiro do Sul, é um dos convidados do seminário sobre autismo – “Da infância a vida adulta”, que acontece no próximo dia 4 de maio na cidade de Talatona, em Angola, país do continente africano.

O seminário vai contar com diversos especialistas do Brasil, entre profissionais como psiquiatra, analista de comportamento, educador físico, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo e neuropediatra, já que o tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA), requer acompanhamento multidisciplinar.

A história do médico cruzeirense formado em medicina da família em Cuba é curiosa. Hoje, considerado um dos especialistas brasileiros no assunto, já tendo sido convidado para palestrar em alguns países do mundo, como os Estados Unidos, que é a nação de maior referência no tratamento do TEA, Mazinho Maciel começou a se dedicar ao estudo do autismo por uma necessidade pessoal.

Em 2017, a filha, do médico, então com dois anos, foi diagnosticada com o Transtorno do Espectro Autista. Mesmo sendo um profissional médico, Mazinho conta que foi um choque. “Foi uma surpresa. Era algo novo, já que o ramo da medicina que eu resolvi me dedicar, não tinha nada com o assunto. Foi aí que percebi que em Cruzeiro do Sul não havia nenhum tipo de tratamento para essa condição que é o autismo”, explica.

Pela necessidade da própria filha, além de se especializar no assunto, Maciel criou em Cruzeiro do Sul, o Centro de Tratamento de Integração Sensorial, o Centrin, em agosto de 2018 para atendimento a crianças com TEA.

Hoje, reconhecido mundialmente e prestes a realizar atendimentos e palestrar em um outro continente, Mazinho fala sobre como a condição da própria filha mudou sua vida. “Ser convidado a participar de eventos dessa magnitude, ser reconhecido por grandes nomes do cenário nacional e internacional só reafirma que, focar 100% no autismo, foi uma decisão acertada. A priori, era apenas pela minha Lara (filha), porém, tomou rumos e proporções inimagináveis”, conta.

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Ageac articula projeto para instalação de porto no interior do estado

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Participaram da reunião representantes da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), e Ageac. Foto: cedida

O governo do Acre, por meio da Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado do Acre (Ageac), se reuniu nesta sexta-feira, 19, com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), para tratar sobre o projeto de Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4) no interior do estado. O projeto visa melhorar o transporte hidroviário, garantindo mais acesso e mobilidade às populações ribeirinhas e de difícil acesso.

O Acre era a único da região Norte que ainda não tinha sido contemplado com o Porto IP4, que será essencial para o desenvolvimento do estado e da região Amazônica. Ele será construído em Cruzeiro do Sul e servirá como um ponto vital para o comércio e indústria locais, gerando um impacto positivo, não apenas na cidade, mas também nos municípios vizinhos como Porto Walter, Marechal Thaumaturgo, Jordão e Santa Rosa do Purus.

Além disso, o projeto viabiliza um meio de transporte mais sustentável e exclui a necessidade de depender somente das estradas para o transporte de mercadorias.

Projeto está em fase de planejamento e será essencial para fortalecer a integração logística do Acre, facilitando o comércio e impulsionando o desenvolvimento regional de forma sustentável. Foto: cedida

“A construção do Porto IP4 em Cruzeiro do Sul será transformadora para a economia local. Mais do que uma estrutura portuária, é um catalisador de desenvolvimento que abrirá portas para oportunidades comerciais e industriais até então inexploradas”, explica o presidente da agência, Luís Almir Brandão.

O projeto faz parte do direcionamento do governador Gladson Cameli, que reconhece a importância estratégica dessas iniciativas para o crescimento e a qualidade de vida no estado.

IP4

As IP4 são portos pequenos operados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para melhorar o transporte aquaviário e dar mais dignidade às comunidades ribeirinhas, funcionando como uma “rodoviária das águas”, facilitando o embarque e desembarque de barcos. Por meio do Ministério dos Transportes e Portos, o DNIT constrói esses portos e a Antaq e a Marinha regulam e fiscalizam suas operações para garantir segurança e conformidade. Essa iniciativa busca beneficiar áreas ribeirinhas e promover o desenvolvimento local.
Os requisitos para a construção de IP4 no estado do Acre são:

1º Estar incluído em uma portaria do Ministério dos Portos e Aeroportos;
2º Estar relacionado no Sistema Nacional de Viação –SNV;
3º Operar exclusivamente com embarcações na Navegação Interior;
4º Estar fora da poligonal do Porto Organizado.

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