A defesa do adolescente investigado pela morte do cão comunitário Orelha divulgou um vídeo que, segundo os advogados, as imagens indicaria contradição na cronologia apresentada pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC). Assista ao vídeo:
As imagens, feitas por câmeras de seguranças de um condomínio, mostram o cachorro andando pela rua às 7h05 do dia 4 de janeiro sem apresentar ferimentos aparente. O horário é cerca de uma hora e meia depois do momento em que, conforme a polícia, teria ocorrido a agressão, por volta das 5h30.
O advogado Alexandre Kale, que representa o adolescente, afirmou que o intervalo entre o horário estimado das agressões e o registro em vídeo é “muito longo” e classificou como precipitada qualquer afirmação de que o animal já teria sido morto naquele momento. Para a defesa, a ausência de imagens ou testemunhas diretas da agressão enfraquece a acusação.
A Polícia Civil, por sua vez, confirmou que o cachorro visto no vídeo é Orelha, mas destacou que nunca afirmou que ele morreu imediatamente após a pancada. A delegada Mardjoli Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal da Capital, ressaltou que há relatos de moradores que viram o cão machucado ao longo do dia 4 de janeiro.
Para os investigadores, a principal prova é outro vídeo que mostra o adolescente saindo do condomínio às 5h25 e retornando às 5h58, acompanhado de uma amiga. Esse intervalo coincide com o horário estimado para o ataque, sustentando a suspeita de que o jovem estava no local no momento da agressão.
A investigação foi concluída pela PCSC na terça-feira (3/2). Segundo o inquérito, o crime ocorrido na Praia Brava teve envolvimento dos adolescentes. A polícia pediu a internação de um dos jovens e indiciou três adultos por coação a testemunha.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL