Cotidiano
Bola de Ouro 2022: Benzema é melhor jogador do mundo
Favorito, atacante francês do Real Madrid é coroado pela primeira vez. Sadio Mané fica em segundo, e De Bruyne completa pódio
Benzema está no topo do mundo. Favorito, o atacante do Real Madrid foi coroado pela revista France Football e levou a Bola de Ouro de 2022, que premia o melhor jogador da temporada 2021/22. É a primeira vez que o francês, de 34 anos, conquista o troféu.

Benzema recebe o prêmio de Melhor do Mundo das mãos de Zidane
Em seu discurso, o jogador citou os ídolos Zidane e Ronaldo como referência.
“Estou pensando de quando era pequeno, de todo trabalho, que nunca deixei de fazer. Era sonho de criança. Cresci com isso na minha cabeça e depois tive a toda motivação na minha vida: Zidane e Ronaldo”, disse Benzema, apontando aos ex-jogadores, presentes na cerimônia.
Benzema em 2021/22
46 jogos
44 gols
15 assistências
Títulos: Champions, Espanhol, Supercopa da Europa e Supercopa da Espanha
Sadio Mané, ex-Liverpool e atualmente no Bayern de Munique, e De Bruyne, do Manchester City, completaram o Top-3 da premiação. Lewandowski, do Barcelona, foi o quarto, e Salah, do Liverpool, foi o quinto.
Aos 34 anos, Benzema é o vencedor mais velho desde Stanley Matthews, primeiro colocado em 1956, ano de estreia da Bola de Ouro. Antes, a melhor posição dele havia sido o quarto lugar, na edição passada. O atacante reforçou sua superação na carreira pelos seis anos que passou longe da seleção francesa, entre 2015 e 2021.
— É muito trabalho, não largar nada. Treinar sempre mais e sempre manter esse sonho na nossa cabeça. Tudo é possível. Houve momentos difíceis para mim. Você não olha somente o lado bom. Mas esse período em que não estive na seleção e não deixei nada. Treinei sempre.
“Tenho muito orgulho do meu percurso”, declarou.
Com o prêmio, a França agora é o país com mais Bolas de Ouro, ao lado da Argentina: sete. Antes de Benzema, Raymond Kopa (1958), Platini (1983, 1984 e 1985), Papin (1991) e Zidane (1998) também foram franceses premiados. Entre os argentinos, todas se sete vezes foram com Messi.
Veja o Top-10 da Bola de Ouro:
- Benzema (FRA, Real Madrid, atacante)
- Mané (SEN, Bayern de Munique, atacante)
- De Bruyne (BEL, Manchester City, meia)
- Lewandowski (POL, Barcelona, atacante)
- Salah (EGI, Liverpool, atacante)
- Mbappé (FRA, PSG, atacante)
- Courtois (BEL, Real Madrid, goleiro)
- Vini Jr. (BRA, Real Madrid, atacante)
- Modric (CRO, Real Madrid, meia)
- Haaland (NOR, Manchester City, atacante)
O prêmio não tem qualquer vínculo com a Fifa, que vai realizar a sua própria cerimônia depois da Copa do Mundo. Atual vencedor, Messi não esteve entre os 30 indicados deste ano. O argentino ficou fora pela primeira vez desde 2005.
- Bola de Ouro x The Best: entenda a diferença
A France Football faz uma lista de 30 finalistas — 20, no feminino — e a submete a jornalistas de diferentes países. Na última edição, foram 180 participantes. Cada um faz o seu Top-5, e pontuações são dadas por posição. O melhor colocado leva a Bola de Ouro.
Até 1994, o prêmio era dado somente a jogadores europeus. Depois, a France Football ampliou o leque para qualquer atleta de clubes do continente. A partir de 2006, não houve mais restrições, qualquer jogador do mundo poderia ser coroado.
É por esse motivo que Pelé ou Maradona nunca foram Bola de Ouro. Em 2015, quando fez 60 anos, a France Football fez uma revisão de todos os seus prêmios anteriores com base nas regras atuais e reconheceu que o Rei do futebol levaria o troféu sete vezes: 1958, 1959, 1960, 1961, 1963, 1965 e 1970.
Pelé nunca ganhou a Bola de Ouro: France Football premiava só europeus até 1994 — Foto: Reprodução
Desde 2018, a revista introduziu novas premiações: a Bola de Ouro para a melhor jogadora, o Troféu Yashin para o melhor goleiro, e o Troféu Kopa para o melhor jovem. Em 2022, as novidades foram o Troféu Gerd Müller, para o maior goleador da temporada, e o Prêmio Sócrates, um reconhecimento a quem é engajado socialmente.
Vencedores da Bola de Ouro
| ANO | VENCEDOR | CLUBE |
| 1956 | Stanley Matthews (ING) | Blackpool |
| 1957 | Di Stéfano (ESP) | Real Madrid |
| 1958 | Raymond Kopa (FRA) | Real Madrid |
| 1959 | Di Stéfano (ESP) | Real Madrid |
| 1960 | Luis Suárez (ESP) | Barcelona |
| 1961 | Sivori (ITA) | Juventus |
| 1962 | Josef Masopust (TCH) | Dukla Praga |
| 1963 | Yashin (RUS) | Dínamo de Moscou |
| 1964 | Denis Law (ESC) | Manchester United |
| 1965 | Eusébio (POR) | Benfica |
| 1966 | Bobby Charlton (ING) | Manchester United |
| 1967 | Flórián Albert (HUN) | Ferencváros |
| 1968 | George Best (NIRL) | Manchester United |
| 1969 | Gianni Rivera (ITA) | Milan |
| 1970 | Gerd Müller (ALE) | Bayern de Munique |
| 1971 | Johan Cruijff (HOL) | Ajax |
| 1972 | Beckenbauer (ALE) | Bayern de Munique |
| 1973 | Johan Cruijff (HOL) | Barcelona |
| 1974 | Johan Cruijff (HOL) | Barcelona |
| 1975 | Oleg Blokhin (UCR) | Dínamo de Kiev |
| 1976 | Beckenbauer (ALE) | Bayern de Munique |
| 1977 | Allan Simonsen (DIN) | Borussia Mönchengladbach |
| 1978 | Kevin Keegan (ING) | Hamburgo |
| 1979 | Kevin Keegan (ING) | Hamburgo |
| 1980 | Rummenigge (ALE) | Bayern de Munique |
| 1981 | Rummenigge (ALE) | Bayern de Munique |
| 1982 | Paolo Rossi (ITA) | Juventus |
| 1983 | Michel Platini (FRA) | Juventus |
| 1984 | Michel Platini (FRA) | Juventus |
| 1985 | Michel Platini (FRA) | Juventus |
| 1986 | Igor Belanov (UCR) | Dínamo de Kiev |
| 1987 | Ruud Gullit (HOL) | Milan |
| 1988 | Van Basten (HOL) | Milan |
| 1989 | Van Basten (HOL) | Milan |
| 1990 | Matthäus (ALE) | Inter de Milão |
| 1991 | Jean-Pierre Papin (FRA) | Olympique de Marseille |
| 1992 | Van Basten (HOL) | Milan |
| 1993 | Baggio (ITA) | Juventus |
| 1994 | Stoichkov (BUL) | Barcelona |
| 1995 | Weah (LIB) | Milan |
| 1996 | Sammer (ALE) | Borussia Dortmund |
| 1997 | Ronaldo (BRA) | Inter de Milão |
| 1998 | Zidane (FRA) | Juventus |
| 1999 | Rivaldo (BRA) | Barcelona |
| 2000 | Figo (POR) | Real Madrid |
| 2001 | Owen (ING) | Liverpool |
| 2002 | Ronaldo (BRA) | Real Madrid |
| 2003 | Nedvěd (TCH) | Juventus |
| 2004 | Shevchenko (UCR) | Milan |
| 2005 | Ronaldinho (BRA) | Barcelona |
| 2006 | Cannavaro (ITA) | Real Madrid |
| 2007 | Kaká (BRA) | Milan |
| 2008 | Cristiano Ronaldo (POR) | Manchester United |
| 2009 | Messi (ARG) | Barcelona |
| 2010 | Messi (ARG) | Barcelona |
| 2011 | Messi (ARG) | Barcelona |
| 2012 | Messi (ARG) | Barcelona |
| 2013 | Cristiano Ronaldo (POR) | Real Madrid |
| 2014 | Cristiano Ronaldo (POR) | Real Madrid |
| 2015 | Messi (ARG) | Barcelona |
| 2016 | Cristiano Ronaldo (POR) | Real Madrid |
| 2017 | Cristiano Ronaldo (POR) | Real Madrid |
| 2018 | Modric (CRO) | Real Madrid |
| 2019 | Messi (ARG) | Barcelona |
| 2020 | – | – |
| 2021 | Messi (ARG) | PSG |
| 2022 | Benzema (FRA) | Real Madrid |
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Faculdades de medicina têm até sexta para aderir ao Bolsa Permanência
Para as universidades públicas federais estão disponíveis 375 vagas, distribuídas em 37 campi de 32 instituições de ensino superior públicas

O programa busca reduzir desigualdades sociais ao contribuir para a permanência e a diplomação de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Foto: captada
As instituições de ensino superior (IES) públicas e privadas que oferecem cursos de graduação em medicina pelo Programa Mais Médicos têm até as 23 horas e 59 minutos de sexta-feira (13), no horário de Brasília, para aderir ao Programa Bolsa Permanência (PBP-PMM), do Ministério da Educação (MEC).
A adesão da instituição deve ser formalizada pelo representante legal da instituição (reitor) ou da mantenedora, diretamente no Sistema de Gestão da Bolsa Permanência (SISBP). É preciso ter conta na plataforma Gov.br.
O programa busca reduzir desigualdades sociais ao contribuir para a permanência e a diplomação de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, matriculados em cursos de graduação presenciais e participantes do Mais Médicos.
O auxílio financeiro é de R$ 700 por mês para alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica, a fim de garantir condições materiais para a conclusão do curso e diminuir a evasão escolar.
Bolsas
Para este ano, o MEC oferece 1,5 mil novas bolsas do Programa Bolsa Permanência do Programa Mais Médicos. Para custeá-las, a pasta fará um investimento anual de R$ 12,6 milhões.
No total, 25% bolsas são destinadas a estudantes de universidades federais e 75% para bolsistas integrais das instituições de ensino privadas.
Pelo critério de distribuição, do total de vagas ofertadas, 1.125 são para bolsistas de 59 instituições privadas de ensino superior. Para as universidades públicas federais estão disponíveis 375 vagas, distribuídas em 37 campi de 32 instituições de ensino superior públicas.
Cada instituição de ensino terá garantido o mínimo de três bolsas permanência.
O MEC esclarece que a distribuição das bolsas priorizou municípios com maiores índices de vulnerabilidade, com adoção de critérios diferenciados de pontuação e acréscimo de vagas para instituições de ensino superior localizadas na Amazônia Legal e em faixas de fronteira.
Seleção de estudantes
Os candidatos à Bolsa Permanência já podem se cadastrar ao processo de seleção, que deve ser feito exclusivamente pelo Sistema de Gestão da Bolsa Permanência (SISBP). O prazo termina em 20 de fevereiro.
Para direcionar o benefício aos estudantes que mais precisam, os requisitos obrigatórios são:
- estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), com cadastro ativo e atualizado;
- ter renda bruta familiar por pessoa de até um salário mínimo e meio;
- ter matrícula ativa em um curso de medicina em instituições que participam do Programa Mais Médicos;
- não ter concluído qualquer outro curso superior; e
- não ser beneficiários do programa de Bolsa Permanência em outra modalidade.
Para concorrer, é obrigatório que o estudante assine o termo de compromisso do programa federal, conforme estabelecido no edital nº 8/2026.
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Acre já registra 265 casos e três mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave em 2026
Notificações quase dobraram em relação ao mesmo período de 2025; estado está entre os que contrariam tendência nacional de queda

No Amazonas e Acre, o aumento é causado pela influenza A, que afeta jovens, adultos e idosos, e pelo vírus sincicial respiratório (VSR) que atinge principalmente crianças pequenas. Foto: captada
O Acre já contabiliza 265 notificações e três mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em menos de dois meses de 2026. Os óbitos ocorreram em Feijó, onde uma mulher de 59 anos e uma criança indígena de 6 anos faleceram na última semana de janeiro após infecção por influenza A e rinovírus.
Segundo a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), o número de notificações até o último domingo (8) é quase 100% maior que o registrado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 133 notificações até 9 de fevereiro. A coordenadora do Núcleo Epidemiológico de Feijó, Elaine Souza, informou que exames detectaram predominância de influenza.
Dados do Boletim InfoGripe da Fiocruz apontam que o Acre está entre os estados da região Norte que contrariam a tendência nacional de queda nas notificações, ao lado de Amazonas, Roraima e Rondônia. No Acre e no Amazonas, o aumento está relacionado aos vírus influenza A, que atinge jovens, adultos e idosos, e ao vírus sincicial respiratório (VSR), que afeta principalmente crianças pequenas.
A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações no Acre (PNI), Renata Quiles, disse que a cobertura vacinal contra gripe está em apenas 22%. Com uma estimativa de vacinar 300 mil pessoas, o número de imunizados é de apenas 38 mil dentro do grupo prioritário.
“Então, isso nos preocupa, principalmente com o idoso, a gestante e a criança, que são os grupos de risco e a procura é cada vez menor”, disse.
No Acre, a campanha de vacinação contra a gripe ocorre no mês de setembro, devido às peculiaridades climáticas da região. Ainda conforme a Saúde, entre os principais vírus respiratórios estão: a Covid-19, influenza A, adenovírus e vírus sincicial respiratório e dezenas de notificações ainda estão em investigação.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações no Acre (PNI), Renata Quiles, disse que a cobertura vacinal contra gripe está em apenas 22%. Foto: captada
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Câmara aprova projeto que cria a Universidade Federal do Esporte
O texto aprovado em plenário é um substitutivo do relator, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF). Ele retirou do texto expressões como misoginia, racismo e gênero no trecho sobre as finalidades da nova universidade ligadas ao enfrentamento dessas questões no esporte

A autarquia contará ainda com receitas eventuais, a título de remuneração por serviços prestados compatíveis com sua finalidade. Foto: ilustrativa
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (10) o projeto de lei que cria a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), com sede em Brasília, para atuar na área do conhecimento relativa à ciência do esporte. A proposta será enviada ao Senado.

O Projeto de Lei 6133/25 foi uma iniciativa do governo federal, apresentada no fim do ano passado. Na mesma época, o governo também anunciou a criação da Universidade Federal Indígena (Unind), cujo projeto segue em tramitação.
O texto aprovado em plenário é um substitutivo do relator, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF). Ele retirou do texto expressões como misoginia, racismo e gênero no trecho sobre as finalidades da nova universidade ligadas ao enfrentamento dessas questões no esporte.
Pela proposta, fica permitida a abertura futura de campi em outros estados.
O estatuto da nova autarquia definirá sua estrutura organizacional e forma de funcionamento, observado o princípio de não separação das atividades de ensino, pesquisa e extensão. A instituição poderá utilizar formas alternativas de ingresso, estratégias de atendimento e fomento, respeitadas as normas de inclusão e de cotas.
“A criação da UFEsporte se justifica pelo fato de o Brasil carecer de profissionais qualificados nas áreas de gestão, ciência do esporte e políticas públicas, situação que contrasta com a reconhecida capacidade do país em descobrir grandes talentos esportivos”, destacou o relator, ao ler seu voto em plenário.
Além de outros bens, legados e direitos doados, a UFEsporte contará com bens móveis e imóveis da União que o projeto permite doar para a instituição começar a funcionar administrativamente. A autarquia contará ainda com receitas eventuais, a título de remuneração por serviços prestados compatíveis com sua finalidade; e de convênios, acordos e contratos celebrados com entidades e organismos nacionais e internacionais.
Parte da receita de apostas em bets também poderá ser direcionada pelo Ministério do Esporte.
Segundo o que prevê o projeto, caberá ao governo federal nomear o reitor e o vice-reitor com mandato temporário até que a universidade seja organizada na forma de seu estatuto. Caberá ao reitor temporário estabelecer as condições para a escolha do reitor de acordo com a legislação.
Dentro de 180 dias da nomeação do reitor e vice-reitor temporários, a instituição enviará ao Ministério da Educação propostas de estatuto e regimento geral.
“A oferta pública e gratuita de cursos de tecnólogos, graduação e pós-graduação, com abrangência em todas as regiões do país, enfocando a qualidade da formação de novos profissionais e assegurando condições de acesso e permanência a atletas estudantes, parece-nos bastante positiva e tende a suprir uma carência histórica dos profissionais do setor”, continuou o deputado Julio César Ribeiro, em seu voto.
Concurso público
Após autorização de lei orçamentária, a instituição poderá organizar concurso público de provas e de títulos para o ingresso na carreira de professor do magistério superior e na carreira de técnico-administrativo.
Para o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), a criação da universidade é muito mais uma demanda da sociedade do que iniciativa do governo.
“Isso vem sendo discutido há muito tempo. Todos os esportistas brasileiros pedem que essa universidade exista, inclusive como formadora de atletas e de diretrizes para o esporte brasileiro nas suas variadas modalidades”, disse.
Contrário à proposta, o deputado Alberto Fraga (PL-DF), vice-líder da oposição, afirmou que o projeto é “eleitoreiro e populista”.
“O governo anuncia a criação sem colocar um centavo no Orçamento. É marketing puro, é uma promessa vazia que gera manchete hoje e será esquecida amanhã”, disse.
A deputada Julia Zanatta (PL-SC) criticou o fato de o governo criar universidades sem conseguir manter as instituições de ensino já existentes.

A deputada Julia Zanatta (PL-SC)

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