A atitude demonstra consciência, tranquilidade diante da finitude da vida e até um exemplo de organização e responsabilidade (Crédito do Extra do Acre). Foto: captada
Um professor aposentado de Tarauacá, no Acre, tem chamado a atenção ao realizar a limpeza e manutenção de sua própria sepultura, construída ainda em vida. Paulo Onofre frequenta o Cemitério São João Batista para cuidar do local, e as fotos publicadas por ele nas redes sociais repercutiram entre moradores da cidade.
Em uma das postagens, o aposentado escreveu com bom humor: “Realizando a manutenção anual da minha futura ‘my house’”. A frase rendeu comentários, curtidas e dividiu opiniões — alguns veem a atitude como excêntrica, enquanto outros a interpretam como um gesto de consciência, planejamento e aceitação da finitude.
De acordo com pessoas próximas, Paulo Onofre encara a iniciativa com naturalidade e sem morbidez, tratando-a como um ato de organização e respeito à família, para evitar preocupações futuras.
O caso tem provocado reflexão sobre como a sociedade lida com a morte, um tema ainda cercado de tabus. Nas redes sociais e no município, a postura descontraída do professor tem sido debatida como um exemplo de leveza e humanidade diante de uma etapa inevitável da vida.