A região da Baixada da Sobral foi uma das mais atingidas na capital pelas enxurradas. Embora o nível do rio continue recuando e algumas famílias, a preocupação agora se volta para os danos pós-enchente. Foto: captada
Mesmo com a vazante do Rio Acre, que já reduziu para 14,44 metros — menos de 50 centímetros acima da cota de transbordo —, moradores de áreas atingidas pela cheia histórica em Rio Branco enfrentam um cenário de destruição, com ruas tomadas por lama, lixo e água contaminada. Na Baixada da Sobral, região com vários bairros às margens do rio, a população relata apreensão com riscos à saúde.
“Nós aqui, a maioria tem pessoa doente, tem criança, recém-nascidos. E essa água é contaminada e tem um cheiro horrível”, desabafa a dona de casa Maria Dorismar, da Travessa Campinas. O aposentado Sanilton Carrillo, do bairro Habitasa, cobra ações de limpeza: “Esse lixo é o mais problemático. Que o estado e a prefeitura concentre na limpeza por aqui, precisamos”.
A enchente, considerada atípica para dezembro e a mais grave em 50 anos nesta época, atingiu mais de 20 mil pessoas e desabrigou centenas de famílias. Embora o nível do rio continue recuando e algumas famílias tenham começado a retornar aos lares, a preocupação agora se volta para os danos pós-enchente e a necessidade de descontaminação das áreas afetadas.
No sábado, dia 27, o Rio Acre subiu 3,84 metros em menos de 24 horas na capital e ultrapassou a cota de transbordo, de 14 metros, e marcou 14,03 metros. Foto: captada