James Carlos da Silva havia sido condenado por júri popular a 12 anos em julho deste ano. Ele teve a pena aumentada pela Câmara Criminal após recurso do MP-AC.

James Carlos da Silva tinha sido condenado a 12 anos e, após recurso do MP-AC, teve pena aumentada para 15 anos — Foto: Arquivo pessoal
Por Iryá Rodrigues, G1 AC — Rio Branco

James Carlos da Silva, condenado pela morte de Wesley de Morais Gondim, de 29 anos, que teve as orelhas arrancadas e também levou dois tiros na cabeça em abril de 2018, vai ficar mais tempo atrás das grades.

É que a pena dele foi aumentada após julgamento de recurso em segunda instância e agora ele deverá permanecer por 15 anos na prisão.

Silva tinha sido condenado em julho deste ano a 12 anos de prisão, mas acabou tendo a pena revista pela Câmara Criminal, após recurso do Ministério Público do Acre (MP-AC). A decisão foi votada por unanimidade pelos desembargadores.

Ele é condenado por homicídio qualificado por meio cruel contra a vítima. A reportagem o advogado de Silva, Gustavo Saldanha, disse que não tinha informação sobre a nova decisão.

O corpo de Gondim foi encontrado por moradores do bairro Jorge lavocat, em Rio Branco. O Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) informou, na época, que a vítima tinha marcas de tiros na cabeça e ferimentos de arma branca pelo corpo.

A família de Gondim chegou a relatar que ele era dependente químico e que recebia ameaças de morte, mas os parentes não sabiam de quem. Silva foi preso quase um mês depois do homicídio no bairro Seis de Agosto, no Segundo Distrito de Rio Branco.

Imagens de câmeras de segurança que mostravam o acusado carregando o corpo da vítima em um carrinho de mão ajudaram nas investigações da Polícia Civil.

Segundo a polícia, as investigações apontaram que Gondim era dependente químico e morreu porque devia dinheiro para o acusado.

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