Apesar do avanço nacional, o Acre registra apenas 52,5% das escolas com acesso à internet, o menor percentual do país, segundo os dados apresentados pelo MEC. Foto: captada/ilustrativa
O Acre possui o menor percentual de escolas da educação básica com acesso à internet do Brasil: apenas 52,5% das unidades de ensino estão conectadas. Os dados fazem parte do Censo Escolar 2025, divulgado na última quinta-feira (26) pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Apesar do avanço nacional – a média brasileira saltou de 82,8% em 2021 para 94,5% em 2025 –, a região Norte ainda enfrenta desafios estruturais. O Acre aparece na lanterna do ranking, seguido por Amazonas (66,6%), Roraima (68,3%) e Amapá (69,3%). Os mapas apresentados pelo MEC mostram que, enquanto Sul, Sudeste e Centro-Oeste se aproximam da universalização do acesso, municípios do Norte, sobretudo em áreas rurais e de difícil acesso, ainda convivem com limitações históricas.
A baixa cobertura no Acre está relacionada a entraves como logística complexa, dispersão geográfica das comunidades e infraestrutura precária de telecomunicações em diversas localidades. O acesso à internet nas escolas é considerado estratégico pelo MEC por impactar diretamente o processo de ensino-aprendizagem, a inclusão digital dos estudantes e a implementação de políticas educacionais baseadas em tecnologia.
O Censo Escolar é uma pesquisa estatística anual obrigatória, realizada em articulação com estados e municípios. Seus dados subsidiam o financiamento público da educação e a formulação de políticas para o setor em todo o país.
| Abrangência | 2021 | 2025 | Variação |
|---|---|---|---|
| Brasil | 82,8% | 94,5% | +11,7 p.p. |
| Acre | — | 52,5% | — |
O país avançou de forma expressiva, aproximando-se da universalização do acesso.
O Acre, no entanto, registra o menor percentual do país: apenas 52,5% das escolas têm acesso à internet.
| Posição na região | Estado | % de escolas com internet |
|---|---|---|
| 1º | Tocantins | — |
| 2º | Rondônia | — |
| 3º | Pará | — |
| 4º | Amazonas | 66,6% |
| 5º | Roraima | 68,3% |
| 6º | Amapá | 69,3% |
| 7º | Acre | 52,5% |
O Acre tem o pior índice da região Norte e do país.
Os demais estados da região, embora abaixo da média nacional, ainda estão acima de 66%, enquanto o Acre não ultrapassa 52,5%.
1. Desigualdade Regional Persistente
Enquanto Sul, Sudeste e Centro-Oeste se aproximam da universalização, a Região Norte ainda enfrenta desafios estruturais.
O Acre exemplifica essa realidade com o menor percentual de conectividade escolar do Brasil.
2. Causas Estruturais
A baixa cobertura no estado está associada a:
Logística complexa e dispersão geográfica das comunidades;
Dificuldade de acesso a redes de telecomunicações em áreas rurais e ribeirinhas;
Limitações históricas de infraestrutura de energia e internet.
3. Impactos na Educação
A falta de conectividade afeta diretamente:
O uso de plataformas pedagógicas digitais;
A aplicação de avaliações online;
A formação continuada de professores;
A gestão escolar integrada e a inclusão digital dos estudantes.
O MEC considera o acesso à internet nas escolas um fator estratégico para:
A equidade educacional;
A implementação de políticas públicas baseadas em tecnologia;
O cumprimento de metas do Plano Nacional de Educação (PNE) e da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas.
Os dados do Censo Escolar 2025, produzido pelo Inep em parceria com estados e municípios, são fundamentais para o financiamento da educação básica (como o Fundeb) e para a formulação de políticas de inclusão digital no país.
No caso acreano, a baixa cobertura evidencia entraves históricos ligados à logística, à dispersão geográfica das comunidades e à limitada infraestrutura de telecomunicações em determinadas localidades. Foto: captada/ilustrativa