Especialistas avaliam que o Acre cresce proporcionalmente mais rápido justamente por partir de uma base menor, o que abre espaço para expansão, mas também escancara gargalos históricos. Foto: captada
Mesmo com projeção de crescimento na safra de 2026, o Acre continua com participação reduzida na produção agrícola nacional, representando apenas cerca de 0,1% da safra brasileira, segundo dados do Banco do Brasil. O percentual evidencia o peso ainda limitado do estado no agronegócio do país, embora especialistas apontem que o Acre cresce proporcionalmente mais rápido que a média nacional, por partir de uma base menor.
Entre os principais desafios estão a distância dos grandes mercados consumidores, a logística de transporte, a baixa industrialização e a necessidade de maior acesso a crédito e incentivos. Ainda assim, o avanço sinaliza oportunidades para o desenvolvimento de culturas regionais e modelos produtivos sustentáveis, que podem ampliar a participação acreana no cenário agrícola nacional a médio e longo prazo.
Especialistas explicam que o Acre cresce mais rápido exatamente por partir de uma base menor, o que abre espaço para ganhos percentuais expressivos, mas também expõe desafios estruturaishistóricos.
Principais entraves:
Distância dos grandes mercados consumidores do Sudeste e Sul;
Logística precária, com dependência da BR-364 e alto custo do frete;
Baixa industrialização da produção (commodities são exportadas in natura);
Acesso restrito a crédito e políticas de incentivo à agricultura familiar.
O avanço recente sinaliza possibilidades para:
Culturas regionais como açaí, cupuaçu, mandioca e cacau;
Sistemas integrados (lavoura-pecuária-floresta);
Certificação sustentável para acesso a mercados externos.
O estado tem área agricultável subutilizada e condições climáticas favoráveis, mas falta política de estado para o agro que atraia investimentos em armazenagem, processamento e escoamento.
O Banco do Brasil e a Secretaria de Agricultura do Acre devem lançar em 2026 uma linha de crédito específica para pequenos e médios produtores. Paralelamente, o governo busca parcerias para industrialização de grãos e frutas.
A produção de soja no Vale do Juruá tem crescido acima de 15% ao ano e pode se tornar um carro-chefe caso sejam superados os gargalos de escoamento pela BR-364 e portos do Pacífico (via Peru).
De acordo com dados do Banco do Brasil, o estado representa cerca de 0,1% da safra brasileira, percentual que evidencia o peso ainda limitado do Acre no cenário do agronegócio do país. Foto: captada