Cotidiano

Acre registra aumento de internações por Influenza A, mas cenário geral de SRAG permanece estável

Estado está entre sete unidades da federação com crescimento de hospitalizações pelo vírus, segundo boletim da Fiocruz; situação não é considerada de alerta

Outro ponto destacado pelo InfoGripe é o perfil etário dos casos. Embora o boletim não detalhe números absolutos por estado no resumo, a Fiocruz indica que a Influenza A tem maior impacto entre idosos. Foto: captada 

O Acre aparece entre os estados brasileiros com aumento nas hospitalizações por Influenza A, de acordo com o boletim InfoGripe da Fiocruz divulgado na última quinta-feira (8). Os dados referem-se à semana epidemiológica 53 de 2025, que vai de 28 de dezembro a 3 de janeiro. Apesar do crescimento, o estado não está em nível de alerta, risco ou alto risco para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e mantém um cenário considerado estável.

O estado integra um grupo de sete unidades da federação onde as internações por Influenza A continuam em ascensão, ao lado de Amazonas, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Ceará, Pernambuco e Sergipe. No entanto, diferentemente de Rondônia – único estado em alerta para SRAG –, o Acre apresenta incidência classificada como baixa nas últimas duas semanas e sem sinal de crescimento sustentado.

No panorama nacional, os casos de SRAG estão em tendência de queda, o que indica que a situação no Acre ocorre em um contexto geral de desaceleração da síndrome. Atualmente, nenhum estado combina incidência elevada com tendência de crescimento.

O boletim também destaca o perfil etário dos casos: a Influenza A tem maior impacto entre idosos, enquanto outros vírus respiratórios concentram-se mais em crianças. Especialistas da Fiocruz reforçam que os dados devem ser analisados junto a indicadores locais, como taxa de ocupação de leitos, mas avaliam que o estado não vive um cenário crítico.

Estados com tendência de alta na Influenza A:
  • Norte: Acre e Amazonas

  • Centro-Oeste: Mato Grosso e Mato Grosso do Sul

  • Nordeste: Ceará, Pernambuco e Sergipe

Enquanto o Acre mostra crescimento pontual da gripe, o cenário nacional de SRAG é de queda no curto e longo prazos. Nenhum estado combina incidência elevada com tendência de crescimento sustentado – situação que coloca o Acre em patamar similar ao da maioria das unidades federativas.

Perfil dos casos:

A Fiocruz destaca que, em nível nacional, a Influenza A tem maior impacto em idosos, enquanto vírus como o rinovírus afetam mais crianças. O dado serve de alerta para a vigilância sobre a população idosa no Acre.

Análise dos especialistas:

Pesquisadores ressaltam que os dados devem ser cruzados com indicadores como ocupação de leitos, já que pode haver atraso nas notificações. No entanto, o quadro geral não é crítico e o estado mantém estabilidade na maioria dos parâmetros.

A Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) deve reforçar a vacinação contra influenza em grupos de risco e manter o monitoramento em unidades sentinelas. A população é orientada a buscar atendimento precoce em caso de sintomas respiratórios graves.

A situação do Acre contrasta com a de Rondônia, único estado da federação que ainda permanece em nível de alerta para SRAG. A diferença evidencia a heterogeneidade da transmissão de vírus respiratórios mesmo entre vizinhos geográficos.

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Publicado por
Marcus José