O Acre ocupa a 7ª posição na Região Norte no pilar de Sustentabilidade Ambiental do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, levantamento elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Foto: captada
O Acre figura na 7ª posição entre os estados da Região Norte no pilar de Sustentabilidade Ambiental do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). No resultado nacional, o estado ocupa a 26ª colocação geral entre as 27 unidades da federação, à frente apenas do Maranhão.
O indicador mede o desempenho das políticas de preservação ambiental e uso sustentável dos recursos naturais, considerando critérios como emissões de gases poluentes, níveis de desmatamento, tratamento de esgoto, gestão de resíduos sólidos, transparência no combate ao desmatamento e manejo de recursos hídricos.
No recorte regional, o ranking é liderado pelo Amazonas (8º nacional), seguido por Amapá (12º), Roraima (13º), Rondônia (20º), Tocantins (23º) e Pará (24º). O Acre fecha a lista dos estados do Norte avaliados no indicador.
De acordo com o levantamento, o estado registrou queda de três posições em relação a 2024, influenciada principalmente pelo recuo de seis posições no subindicador “Transparência das Ações de Combate ao Desmatamento”. Apesar do resultado negativo, o Acre apresentou avanços pontuais em emissão de CO₂ (+4 posições), tratamento de esgoto (+6), reciclagem de lixo (+2) e recuperação de áreas degradadas (+2).
O pilar de Sustentabilidade Ambiental tem peso de 9,2% na composição do Ranking de Competitividade dos Estados e avalia a capacidade das unidades federativas de conciliar crescimento econômico com preservação ambiental.
Conforme os dados oficiais do CLP e corroborado por múltiplas fontes, a posição do Acre é a seguinte:
| Recorte Geográfico | Posição | Observação |
|---|---|---|
| Região Norte | 7º lugar | À frente apenas do Amapá (8º) |
| Brasil | 26º lugar | Entre 27 unidades da federação. |
Peso no ranking geral: 9,2%.
O que mede: Emissões de poluentes, níveis de desmatamento, tratamento de esgoto, gestão de resíduos sólidos e manejo de recursos hídricos.
Os resultados do pilar ambiental não podem ser vistos isoladamente. Eles refletem uma tendência de fragilidade institucional e de gestão que o CLP identificou no estado.
O Acre é o 26º estado mais competitivo do Brasil, à frente apenas do Amapá (27º).
O Acre, de fato, ocupa as últimas posições nacionais no pilar ambiental, um reflexo direto de défices históricos em saneamento básico e da dificuldade de conciliar a fronteira agrícola com políticas de preservação efetivas. Foto: captada
| Pilar | Posição (BR) | Análise |
|---|---|---|
| Educação | 27º (último) | Ponto de colapso. Nota zero na metodologia do ranking. Crise agravada desde 2022. |
| Sustentabilidade Ambiental | 26º | Crítico. Reflete problemas históricos em saneamento e pressão sobre biomas. |
| Infraestrutura | 26º | Deficiências em logística, energia e saneamento. |
| Sustentabilidade Social | 23º | Desafios em indicadores de saúde e desigualdade. |
| Solidez Fiscal | 23º | Equilíbrio fiscal delicado. |
| Eficiência da Máq. Pública | 22º | Necessidade de modernização da gestão. |
| Inovação | 20º | Posição mediana, mas insuficiente para transformação. |
| Capital Humano | 15º | Positivo. Qualificação da força de trabalho em evolução. |
| Segurança Pública | 12º | Melhor desempenho do estado. |
| Potencial de Mercado | 6º | Destaque nacional. Capacidade de expansão econômica e atração de negócios. |
O dado mais relevante para a sua análise é o contraste entre o fraco desempenho ambiental (26º) e o excelente Potencial de Mercado (6º). O CLP aponta que o Acre tem alta capacidade de crescimento econômico e demográfico, mas não consegue converter esse potencial em políticas efetivas de preservação e infraestrutura.
Embora o pilar ambiental englobe diversos fatores, os dados do IBGE/PNAD (também mencionados nas análises do CLP) indicam que o Acre tem um dos piores índices de tratamento de esgoto do país. Em 2024, 57,4% dos domicílios não tinham ligação com a rede geral de esgoto. Este é um fator determinante para a baixa pontuação.
A região Norte sofre com problemas ambientais e de infraestrutura generalizados. O Acre fica à frente do Amapá (27º geral), que enfrenta desafios ainda mais severos de isolamento e gestão. Lideram a região: Amazonas (1º no Norte; 17º no BR) e Rondônia (13º no BR).
Rondônia (13º BR)
Amazonas (17º BR)
Tocantins (19º BR)
Roraima (24º BR)
Pará (25º BR)
Acre (26º BR)
Amapá (27º BR)
| Afirmação | Verificação | |
|---|---|---|
| Acre é 7º no Norte em Sustentabilidade Ambiental? | VERDADEIRO. | |
| Acre é 26º no Brasil em Sustentabilidade Ambiental? | VERDADEIRO. | |
| O pilar tem peso de 9,2%? | VERDADEIRO. | |
| Existem dados sobre esgoto que explicam o resultado? | SIM. 57,4% dos domicílios sem rede de esgoto em 2024. |
O Acre, de fato, ocupa as últimas posições nacionais no pilar ambiental, um reflexo direto de défices históricos em saneamento básico e da dificuldade de conciliar a fronteira agrícola com políticas de preservação efetivas, apesar de um mercado interno em expansão.
Entre os critérios considerados estão emissões de gases poluentes, níveis de desmatamento, tratamento de esgoto, gestão de resíduos sólidos e manejo de recursos hídricos. Foto:captada