Cotidiano

Acre ocupa 25º lugar em taxa de frequência líquida no Ensino Médio, com apenas 22,3% dos jovens de 15 a 17 anos na etapa correta

Ranking nacional do Centro de Liderança Pública coloca estado à frente apenas do Pará e do Amapá na região Norte; Mato Grosso, Ceará e São Paulo lideram

A taxa mostra quantos jovens entre 15 e 17 anos estão, de fato, frequentando o Ensino Médio. No Acre, o índice ficou em 22,3%. Foto: captada 

O Acre ocupa a 25ª posição entre os estados brasileiros na taxa de frequência líquida no Ensino Médio, com apenas 22,3% dos jovens entre 15 e 17 anos frequentando essa etapa de ensino. O dado, divulgado nesta sexta-feira (2) pelo Centro de Liderança Pública (CLP) com base em informações do IBGE, revela que uma parcela significativa dos adolescentes acreanos ainda está fora da escola ou em séries inadequadas à sua faixa etária.

No ranking nacional, Mato Grosso, Ceará e São Paulo apresentam os melhores desempenhos. Na Região Norte, o Acre fica à frente apenas do Pará e do Amapá, refletindo os desafios históricos de acesso e permanência escolar na região. O indicador integra o Ranking de Competitividade dos Estados, que monitora diversos setores, incluindo educação, e está disponível para consulta pública no site rankingdecompetitividade.org.br.

Ranking nacional:
  • Líderes: Mato Grosso, Ceará e São Paulo

  • Acre: 25º lugar, à frente apenas do Pará e Amapá na Região Norte

  • Contexto regional: Estados do Norte têm os piores indicadores de frequência líquida no país

O que significa o índice:

A taxa de frequência líquida mede a proporção de jovens que estão efetivamente na série correta para sua idade. Um percentual baixo como o do Acre (22,3%) indica que:

  • Muitos adolescentes ainda estão no Ensino Fundamental (distorção idade-série);

  • Parte significativa abandonou a escola;

  • Há alunos matriculados, mas em etapa incompatível com a faixa etária.

Metodologia:

O levantamento integra o Ranking de Competitividade dos Estados, que avalia desempenho em áreas como educação, segurança, saúde e infraestrutura. Os dados completos estão disponíveis no site rankingdecompetitividade.org.br.

O resultado reflete desafios históricos no acesso e permanência de jovens no Ensino Médio acreano, agravados por evasão escolar, trabalho precoce e dificuldades de transporte em áreas rurais.

A Secretaria de Educação do Acre deve revisar políticas de busca ativa e correção de fluxo para melhorar o indicador. Programas como o Ensino Médio em Tempo Integral e o incentivo à conclusão via EJA são alternativas em discussão.

A baixa frequência líquida compromete o direito à educação e pode aprofundar desigualdades sociais, já que jovens fora da escola têm menos oportunidades no mercado de trabalho e no ensino superior.

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Publicado por
Marcus José