Cotidiano

Acre não tem nenhum hospital entre os 100 melhores do país em ranking do SUS

Estudo avaliou apenas unidades públicas geridas integralmente pelo sistema; Amapá, Rondônia, Roraima, Alagoas, Mato Grosso e Paraíba também ficaram de fora

Para serem elegíveis, os hospitais precisavam ter mais de 50 leitos e registro de atuação no Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde no período entre agosto de 2024 e julho de 202

Nenhum hospital do Acre está entre os 100 melhores do país na lista divulgada pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross) em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e outras entidades do setor. O ranking considerou apenas unidades federais, estaduais e municipais com gestão integral pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sem participação de planos de saúde ou administração privada.

Além do Acre, os estados do Amapá, Rondônia, Roraima, Alagoas, Mato Grosso e Paraíba também não tiveram hospitais incluídos na relação. O estudo buscou avaliar a qualidade e a eficiência da rede pública de saúde em todo o país, com base em indicadores de gestão, assistência e resultados. A ausência do Acre na lista reflete desafios estruturais e de desempenho ainda enfrentados pela rede hospitalar pública no estado.

O estado de São Paulo lidera o ranking, concentrando 30% das unidades listadas, o que corresponde a 30 hospitais. A capital paulista também aparece como a cidade com maior número de representantes. Na sequência, aparecem Goiás, com 10 hospitais, e Pará e Santa Catarina, com sete unidades cada.

Confira o número de hospitais por estado:
  • São Paulo – 30
  • Goiás – 10
  • Pará – 7
  • Santa Catarina – 7
  • Pernambuco – 6
  • Rio de Janeiro – 6
  • Paraná – 5
  • Amazonas – 3
  • Bahia – 3
  • Distrito Federal – 3
  • Maranhão – 3
  • Minas Gerais – 3
  • Ceará – 2
  • Espírito Santo – 2
  • Mato Grosso do Sul – 2
  • Rio Grande do Sul – 2
  • Tocantins – 2
  • Piauí – 1
  • Rio Grande do Norte – 1
  • Sergipe – 1
Critérios avaliados

Para serem elegíveis, os hospitais precisavam ter mais de 50 leitos e registro de atuação no Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde no período entre agosto de 2024 e julho de 2025. Hospitais psiquiátricos e de longa permanência não foram considerados.

Entre os principais critérios analisados estão:
  • Taxa de ocupação hospitalar
  • Indicadores de mortalidade
  • Disponibilidade de leitos de UTI
  • Tempo médio de internação

O ranking também levou em conta pesquisa de satisfação com pacientes, dados de compliance e uma avaliação de eficiência, que cruzou informações sobre volume de atendimentos, oferta de serviços e uso de recursos financeiros.

Com assessoria 

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Publicado por
Marcus José