Greve da Suframa pode levar à falta de mercadorias

Gislaine Vidal (Foto: TV Gazeta)

290515-cotidiano-suframa-tvgazeta_410_305A Associação Comercial do Acre (Acisa) entrou nesta quarta-feira (03) na Justiça com mandados de segurança, com objetivo de conseguir autorização para liberar as cargas dos motoristas autônomos prejudicados pela greve na Suframa. O pedido reflete a preocupação de empresários que temem a falta de produtos no mercado local.

A greve dos servidores da Suframa já está na segunda semana, e não tem prazo para terminar. Enquanto isso, os caminhoneiros fazem fila em frente à sede da autarquia em Rio Branco. Nesse período de paralisação, o clima é tenso e até a polícia já precisou ser chamada para conter os ânimos de alguns motoristas que se rebelaram.

Os mais prejudicados são os caminhoneiros autônomos, por que diferente dos funcionários de transportadoras, não podem seguir viagem, até que a carga seja liberada pela Suframa.

Na cadeia do sistema, os empresários também estão sentindo os impactos da greve. Muitos caminhoneiros do Centro-Sul do país, sabendo da lentidão na Suframa em Rio Branco, não estão aceitando fazer frete para o Acre. Os profissionais querem fugir do transtorno da espera e também dos prejuízos que quem trabalha por conta própria precisa arcar na estrada.

Bernardo Farias está na fila da Suframa há 8 dias. Ele alega que já perdeu cerca de R$ 10 mil em diárias. O trabalhador também reclama das condições em que ele e os colegas se submetem diante da greve.

“Estamos aqui sem água, sem banheiro, sem dormir direito. A Suframa fala em milhões, onde está esse dinheiro, que estrutura nenhuma o governo nos oferece”, disse.

Temendo a falta de alguns tipos de produtos, a Associação comercial entrou nesta quarta-feira com ações na justiça estadual e federal. Os mandados de segurança têm o objetivo de garantir aos caminhoneiros autônomos as mesmas condições oferecidas às Transportadoras.

“Não vai haver falta de fiscalização, essa fiscalização vai ser feita depois da entrega ou quando a greve acabar os proprietários levarão as notas para serem ‘suframadas’”, disse o presidente da Acisa, Jurilande Aragão.

Segundo Jurilande, os pedidos na justiça foram feitos para associados da Acisa. Como os servidores da Suframa estão priorizando caminhões com medicamentos e mercadorias perecíveis, os empresários de outros segmentos do mercado querem evitar o desabastecimento.

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