Pedreiro diz que ficou desassistido desde o dia do acidente. Ele conta que foi levado ao Pronto Socorro após transeuntes chamar o Samu. Relata que não recebeu qualquer assistência de Damasceno e do namorado, à época.

Uma ação indenizatória de danos materiais e morais por acidente de trânsito está sendo movida por Francisco de Assis Almeida de Lima junto ao Juizado Especial Cível da Comarca de Rio Branco em desfavor dos ex-BBBs, Gleici Damasceno e Wagner Santiago. Eles se envolveram em agosto de 2019 em um acidente de trânsito em que deixou como vítima o pedreiro Francisco de Assis.

O acidente aconteceu na rotatória do Bairro Aviário, em Rio Branco. O veículo de propriedade de Gleici estava sendo conduzido pelo namorado dela, na época, Wagner Santiago. O autor da ação diz, ainda, que os citados não prestaram socorro, sendo este feito realizado por um transeunte chamado Marcos. Ele foi encaminhado ao Pronto Socorro de Rio Branco e lá foi classificado como risco médio de vida.

“Os Réus não prestaram socorro ao Autor, tendo em vista que estavam mais preocupados com um transeunte que estava filmando o “pós acidente”, preocupados apenas com sua “imagem” como pessoas públicas que são. Isto é demonstrado no vídeo em anexo em formato DIGITAL (DVD), amplamente divulgado nas redes sociais e jornais locais”, diz trecho do documento.

Ainda na ação, Francisco de Assis conta que sua esposa recebeu um número de telefone de um suposto assessor dos ex-bbbs, mas que ao ligar para buscar assistência e reparos na bicicleta, meio de transporte utilizado por ele para o trabalho, as ligações não completavam. Ou seja, o número pode ter sido repassado de forma equivocada.

“Como não teve retorno e nem conseguiu contato no telefone fornecido pelas Rés, procurou sua família e amigos, levantando a importância de R$ 500,00 (quinhentos reais) para consertar sua bicicleta, conforme recibo em anexo. O que nos chama mais atenção é o desleixo das Rés, pois não se importaram com o atropelamento do Autor, não lhe prestaram os devidos socorros, disponibilizaram um telefone inexistente, e tampouco se importaram com as condições de saúde e os danos causados, largando o Autor a própria sorte”, relata a ação apresentada ao Judiciário.

Para agravar o quadro, Francisco de Assis não se recuperou totalmente da pancada que recebeu na cabeça no dia do acidente. Ele estava trabalhando em uma obra, mas o proprietário o dispensou temendo que o mesmo desenvolvesse alguma patologia com a exposição ao sol.

Na ação, o pedreiro pede que sejam pagos R$ 10 mil pela omissão de socorro a ele no dia do acidente. Mais R$ 500 pelo conserto da bicicleta e mais R$ 13 mil, que seria o valor da obra que o mesmo sofreu de prejuízo ao ser dispensado em razão da pancada que sofreu na cabeça no dia do acidente. Ele havia feito uma empreitada por R$ 15 mil e recebeu apenas R$ 2 mil antes de ser dispensado pelo contratante. Ou seja, Francisco de Assis alega ter perdido dinheiro em virtude do acidente que sofreu.

O processo foi arquivado porque o autor não compareceu, mas segundo um defensor público, a vítima deverá ingressar novamente na Justiça buscando reparação.

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