Cotidiano
Vereadores eleitos e reeleitos são oficialmente diplomados no teatro da UFAC em Rio Branco
O vereador mais votado nas eleições municipais, Bruno Moraes (PP), afirmou que a ficha ainda não caiu, mas destacou a responsabilidade que terá na Câmara Municipal de Rio Branco

Foto: Jardy Lopes
Saimo Martins
Os 21 vereadores eleitos em outubro deste ano para a próxima legislatura da Câmara Municipal de Rio Branco, com mandatos de 2025 a 2028, foram oficialmente diplomados em uma solenidade realizada nesta terça-feira (17), no Teatro da Universidade Federal do Acre (UFAC).
Das 21 vagas, sete foram conquistadas por candidatos reeleitos. O vereador mais votado foi Bruno Moraes (PP), com 5.898 votos. O Progressistas (PP) foi o partido com maior número de eleitos, garantindo seis cadeiras. Em seguida, PL, MDB e União elegeram três vereadores cada.

Foto: Jardy Lopes
O vereador mais votado nas eleições municipais, Bruno Moraes (PP), afirmou que a ficha ainda não caiu, mas destacou a responsabilidade que terá na Câmara Municipal de Rio Branco. “Ainda não caiu essa ficha. Embora tenhamos tido grandes atores para que chegássemos a esse número, foi preciso que várias engrenagens dessem certo. A responsabilidade já existe por representar um segmento que sou apaixonado, que são os terceirizados, mas agora vamos além: representar toda a cidade de Rio Branco.
Moraes reforçou o compromisso assumido durante a campanha. “Vou cumprir a única promessa que fiz, que é fazer com que as pessoas se sintam representadas. As 5.898 pessoas que votaram em mim podem ter certeza de que serão representadas. Nossa pauta e nossa bandeira serão voltadas para uma agenda econômica. Eu venho da iniciativa privada, do setor de prestadores de serviço e terceirizadas, e essa será a nossa grande pauta: fiscalizar e garantir a boa aplicação dos recursos”, comentou.

Foto: Jardy Lopes
O vereador eleito João Paulo Silva (Podemos), ex-presidente da Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre), afirmou que a diplomação nesta terça-feira, 17, representa um momento histórico em sua trajetória. Em seu primeiro mandato na vida pública, ele destacou seu compromisso com um trabalho próximo à população e alinhado ao Executivo.
“Eu represento a nova ala política do município, sou um vereador de primeiro mandato e o meu intuito, de fato, é trabalhar um parlamento acessível à população, estar próximo às pessoas e também em parceria com o Executivo, dando o meu melhor e construindo um mandato plural, voltado para as necessidades das pessoas”, declarou o agora diplomado parlamentar.

Foto: Jardy Lopes
O vereador, que é psicólogo por formação, enfatizou que sua atuação terá como foco principal a saúde e a assistência social, áreas onde acumula experiência ao longo de 14 anos de gestão pública. “O meu compromisso direto é com a população que me honrou e me deu esse mandato. Com a bênção de Deus, com muita humildade e coragem de trabalhar, vou buscar todos os dias dar o meu melhor nesse mandato, que representa a nova ala política do município de Rio Branco”, concluiu.
A lista dos diplomados conta com Bruno Moraes (PP) – 5.898 votos, Samir Bestene (PP) – 5.704 votos, Aiache (PP) – 5.497 votos, Felipe Tchê (PP) – 4.979 votos, Elzinha Mendonça (PP) – 4.755 votos, Raimundo Neném (PL) – 4.141 votos, Joabe Lira (União) – 4.080 votos, Joaquim Florêncio (PL) – 4.022 votos, Lucilene da Droga Vale (PP) – 4.007 votos, Neném Almeida (MDB) – 3.827 votos, Antônio Morais (PL) – 3.482 votos, Marcio Mustafá (PSDB) – 3.333 votos, Eber Machado (MDB) – 2.991 votos, Matheus Paiva (União) – 2.982 votos, Rutênio Sá (União) – 2.775 votos, Leôncio Castro (PSDB) – 2.607 votos, João Paulo Silva (Podemos) – 2.298 votos, Moacir Júnior (Solidariedade) – 2.258 votos, André Kamai (PT) – 2.240 votos, Zé Lopes (Republicanos) – 2.153 votos e Fábio Araújo (MDB) – 2.106 votos.
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Acre tem pior vacinação contra HPV do país; cobertura entre meninos não chega a 50%
Dados de 2025 mostram estado abaixo da média nacional e do Norte; especialista aponta desinformação e hesitação vacinal como causas e pede campanhas direcionadas

Entre as dúvidas mais frequentes levantadas por pais, crianças e adolescentes, o médico destaca questões sobre segurança e eficácia. Foto: captada
O Acre apresentou, em 2025, a pior cobertura vacinal contra o papilomavírus humano (HPV) do Brasil, ficando abaixo das médias nacional e da região Norte. Entre meninos de 9 a 14 anos, apenas 49,01% foram imunizados, enquanto entre as meninas da mesma faixa etária o índice foi de 57,52% — ambos muito inferiores às médias nacionais de 73,25% e 84,94%, respectivamente.
Os dados mostram uma melhora modesta em relação a 2024, quando a cobertura masculina era de 38,17% e a feminina de 48,77%, mas o estado segue isolado na última posição do ranking nacional. Na região Norte, por exemplo, a média para meninos foi de 71,51% e para meninas, 82,91%.
O médico pediatra e imunologista Dr. Guilherme Augusto Pulici, que atua no Acre, atribui a queda a fatores como desinformação, hesitação vacinal agravada pela pandemia, fake news sobre eventos adversos e barreiras de acesso. “A literatura médica mostra que os melhores resultados foram atingidos em países que adotaram o método de imunização escolar”, destacou, defendendo campanhas educativas e maior oferta nas escolas.
O HPV é responsável por cânceres como o de colo do útero e por verrugas genitais. A vacina, disponível no SUS para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 9 a 14 anos, é considerada segura por evidências científicas robustas.
A reportagem procurou a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
Dados por faixa etária (2025):
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Meninas: Cobertura varia de 47,37% (9 anos) a 65,51% (11 anos)
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Meninos: Cobertura varia de 41,24% (9 anos) a 55,52% (11 anos)
Em 2015, o Acre atingiu 114% de cobertura no público feminino, superando a meta com campanhas robustas. A queda drástica desde então é atribuída a:
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Hesitação vacinal agravada pela pandemia de Covid-19;
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Falta de recomendação ativa por parte de profissionais de saúde;
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Desinformação sobre segurança e eficácia da vacina;
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Barreiras socioeconômicas e geográficas no acesso.
Impacto na saúde:
A baixa imunização aumenta o risco de infecções por HPV, associadas a câncer de colo do útero, pênis, garganta e verrugas genitais. “Tem sido cada vez mais comum observar patologias relacionadas à falta de imunização em consultório”, alerta Dr. Pulici.
Desafios locais:
O especialista cita um episódio regional que abalou a confiança: casos de eventos adversos inicialmente atribuídos à vacina, depois descartados por estudos do Instituto de Psiquiatria do HC-USP.
Estratégias para reverter o cenário:
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Retomar a vacinação em escolas, método com melhor resultado internacional;
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Campanhas direcionadas a faixas etárias mais baixas (9–10 anos);
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Comunicação transparente sobre segurança (vacina não causa doenças autoimunes ou neurológicas);
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Redução das desigualdades de acesso no interior.
Posicionamento da Sesacre:
A diferença de quase 25 pontos percentuais entre a cobertura masculina no Acre (49,01%) e a média nacional (73,25%) revela uma vulnerabilidade específica dos meninos – grupo que também precisa da imunização para frear a transmissão do vírus.

Especialistas cobram um plano estadual de vacinação contra HPV com metas claras e parcerias com municípios. Enquanto isso, pais e responsáveis podem procurar a vacina gratuita no SUS em postos de saúde. Foto: captada
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Ivan Mazzuia define programação do Tricolor antes da estreia

Foto Sueli Rodrigues: O goleiro Rafael Bretas deve ser um dos titulares do Independência
O elenco do Independência reapresenta-se nesta segunda, 12, e inicia a reta final de treinos visando a estreia no Campeonato Estadual. O primeiro desafio do Tricolor, atual bicampeão acreano, será na quinta, 15, às 17 horas, no Tonicão, contra o Santa Cruz.
“Vamos para os detalhes finais. Teremos mais três treinamentos e a meta é conseguir montar um time competitivo para a estreia”, declarou o técnico Ivan Mazzuia.
Somente na quarta
Segundo Ivan Mazzuia, os titulares do Independência serão definidos somente após o treinamento da quarta, 14.
“Temos uma ideia da equipe, mas ainda teremos trabalhos importantes. O mais importante é chegar na estreia com uma equipe forte”, afirmou o treinador.
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Ancelmo acerta com o São Francisco e disputará o Parazão

Foto arquivo pessoal: Ancelmo tem contrato até o fim do Campeonato Estadual
O meia Ancelmo, bicampeão Estadual pelo Independência, acertou com o São Francisco, do Pará, e vai disputar o Parazão em 2026. O atleta chega em Santarém para ser uma peça importante na equipe.
“Surgiram algumas propostas, mas retornar ao futebol do Pará é motivo de satisfação. Estamos no início do trabalho e o objetivo é realizar uma grande campanha e garantir o calendário nacional em 2027”, declarou Ancelmo.
Evoluir fisicamente
Segundo Ancelmo, os treinamentos estão intensos e o objetivo é evoluir fisicamente para o jogo de estreia.
“O primeiro desafio no Estadual será contra o Capitão Poço. Temos uma semana para treinar forte e evoluir ainda mais na parte física”, disse o meia acreano.

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