A coordenadora da creche, irmã Ignez Gambin, da Congregação Servas de Maria Reparadoras, acredita que a invasão ocorreu na tarde desta terça-feira, 25.

Por Raimari Cardoso

As instalações do Centro de Educação Infantil Olhar de Criança, a única creche existente no município de Xapuri, que até o início do recesso forçado pela pandemia do novo coronavírus atendia a 212 alunos, foi invadida por vândalos durante o período em que está fechada.

O ato de vandalismo foi descoberto na manhã desta quarta-feira, 26, quando o espaço foi aberto para limpeza e ventilação. A coordenadora da creche, irmã Ignez Gambin, da Congregação Servas de Maria Reparadoras, acredita que a invasão ocorreu na tarde desta terça-feira, 25.

De acordo com a religiosa, nada de valor foi roubado, mas um cenário de destruição foi deixado nas dependências do centro educacional.

Tintas foram derramadas pelo chão, brinquedos e materiais diversos foram destruídos e desenhos obscenos foram feitos nas paredes das salas.

“Uma grande tristeza a situação em que encontramos o espaço, com muita sujeira e destruição. Não achamos que foi com a intenção de roubar, pois nada foi levado. Temos suspeitas de que tenham sido menores de idade os responsáveis, então já pedimos para a Polícia Civil e o Conselho Tutelar averiguar”, afirmou.

 

Funcionários demitidos

O ato de vandalismo não é o único problema que creche está tendo durante essa pandemia. O encerramento de um convênio mantido entre o município e a Associação Beneficente Vitória Régia, entidade até então mantenedora do centro educacional, resultou na demissão dos 21 funcionários, a maioria mulheres.

O Departamento Jurídico da prefeitura orientou o prefeito Ubiracy Vasconcelos a cessar com os repasses à instituição, sob pena de responsabilização futura, por conta da paralisação das aulas causada pela crise do coronavírus, uma vez que os serviços não estavam sendo efetivamente prestados.

Uma fonte na prefeitura informou que o município busca possíveis saídas para a assinatura de um novo convênio que possa contemplar pelo menos as despesas com o pagamento dos funcionários pelo período em que as atividades estiveram suspensas por conta da pandemia.

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