Acre
Tribuna Popular: mudança em sistema de bilhetagem é debatido na Câmara

Atendendo a requerimento do vereador Fábio Araújo (PDT), a Câmara Municipal de Rio Branco realizou na terça-feira, 11, uma Tribuna Popular no qual debateu sobre o Decreto 1.922/22, no qual dispões sobre a utilização de cartões eletrônicos no Sistema Integrado de Transporte Urbano na capital acreana.
Na oportunidade, o parlamento recebeu o representante do Conselho Universitário da Ufac, Ovídio Thyago. “Nós, estudantes, sofremos diariamente com problemas no transporte público, tendo em vista que existe frota o suficiente para atender as demandas dos alunos. Além disso, a qualidade do serviço e dos ônibus é bem ruim. Porém, minha presença aqui nesta Casa Legislativa, hoje, é para debater sobre o Decreto Nº 1.922 de 29 de dezembro de 2022, publicado em dois de janeiro desse ano”, disse ao criticar o período em que foi publicado.
“Publicam o decreto tão importante como este na virada do ano, quando ocorre um menor fluxo na divulgação das notícias importantes e que afetam a vidas não só dos estudantes, mas dos moradores de nossa cidade”.
Ovídio criticou a mudança no sistema de bilhetagem e pontuou que a medida prejudicou os usuários do transporte coletivo.
Conforme o artigo 3º, os créditos da compra de Vale-transporte, Meu Cartão e Cartão do Estudante, adquiridos anteriormente à vigência do decreto terão validade de 90 (noventa) dias. O Art. 4º diz ainda que os créditos adquiridos a partir da vigência do decreto terão validade de 180 (cento e oitenta) dias.
Em referencia a esses dois artigos, o estudante ressaltou que fere a Constituição Federal. “O art. 5º, XXXVI, CF, prevê que a lei não prejudicará o direito adquirido, ato jurídico perfeito e a coisa julgada. Ou seja, a lei só poderá retroagir quando ela não atende nenhum desses três requisitos, o que não vemos aqui. A realidade que nos encontramos é exatamente o contrário”, falou.
Disse mais: “O que buscamos aqui é que os vereadores intercedam. Que o decreto não incida sobre os créditos adquiridos anteriormente a sua publicação fazendo com que as pessoas que adquiriram esses créditos sem uma data de validade consigam utilizar esses recursos que foi conquistado com muito suor. E também pedimos que o prazo de validade, hoje colocado de 180 dias, seja de pelo menos um ano para ao menos mitigar os efeitos dos afetados pelo assunto, que sequer foram ouvidos”, falou.
Ao pontuar sobre o assunto, o autor do requerimento, vereador Fábio Araújo pediu ao Executivo uma revisão no decreto, especialmente nos artigos 3º e 4º, uma vez que, segundo ele, afeta diretamente o direito adquirido dos usuários do transporte público.
“Como já visto em outros municípios e estados, existe a mesma prerrogativa de validade dos cartões, mas a validade de todos os decretos publicados só teve efeito a partir da data de publicação, não retroagindo. Portanto, peço ao Executivo que reveja o artigo 3° desse decreto devolvendo o patrimônio, o recurso financeiro adquirido por parte dos usuários que perderam agora na virada de março para abril o seu saldo que vinha acumulado nos cartões de transporte”, falou.
E acrescentou: “em relação ao artigo 4°, que limita há 180 dias a validade dos créditos, vamos tentar abrir uma prorrogação para que seja no mínimo 360 dias que é a legislação aplicada na maioria dos decretos que regulamentam a situação do cartão de passe escolar”.
Ao tratar sobre o assunto, o líder do prefeito, vereador Marcos Luz destacou que a lei não estabelece que a empresa deva guardar o credito. “No caso, o decreto é de seis meses pra que o usuário use o cartão de credito dele e se não usar, vai perder. É lógico que esse é um debate que podemos trazer inclusive o PROCON aqui e cabe ainda uma audiência publica para RBTRANS vir esclarecer. Podemos melhorar esse decreto, mas que fique essa reflexão. É importante que o usuário cuide e use bem o credito se não vamos chegar a qual destino”, falou.
O vereador sugeriu que fosse realizada uma audiência pública sobre o assunto. “Veja que quando se compra crédito pra celular, se você não usa também expira, se você contrata á Netflix e não assiste nada, você não vai ter retorno de volta. Então, temos que respeitar o mercado também, as empresas não são intuições de caridade, e é por isso que esse debate e a audiência pública são importantes”, disse Luz.
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Acre
Defesa Civil interdita rua Marechal Rondon após erosão provocada pela cheia do Rio Acre em Brasileia
Na noite desta quinta-feira, 15, a Defesa Civil Municipal e a Prefeitura de Brasiléia emitiram um comunicado conjunto e realizam a interdição da rua Marechal Rondon, antiga Rua da Goiaba, após serem identificados sinais avançados de erosão no local.
De acordo com a Defesa Civil, o desbarrancamento foi causado pela força da água do rio, que permanece acima da cota de alerta.
No início da noite, o nível do Rio Acre em Brasileia estabilizou em 10,07 metros, ultrapassando a cota de alerta, que é de 9,80 metros, e se aproximando da cota de transbordamento.
O prefeito de Brasileia, Carlinhos do Pelado, e o coordenador da Defesa Civil Municipal, major Sandro, estiveram pessoalmente no local para acompanhar a situação e definir as medidas emergenciais.
Segundo o prefeito, a interdição foi necessária para garantir a segurança da população. “Estamos aqui na rua Marechal Rondon, e presenciamos mais cedo que, devido à enchente do Rio Acre, o solo está desbarrancando. Diante desse cenário, tomamos a decisão de interditar o trecho para evitar riscos maiores”, afirmou.
O gestor municipal reforçou o pedido para que motoristas evitem utilizar a via, que é uma das principais rotas de acesso à ponte e a rotatória. “Desde já agradecemos à população de Brasileia que utiliza essa via. Sabemos que é um caminho mais prático para chegar à ponte e acessar a rotatória mas pedimos que evitem o uso, pois pode causar um acidente, um transtorno e até algo fatal”, alertou o prefeito.
O coordenador da Defesa Civil Municipal, major Emerson Sandro, destacou que a interdição faz parte de um conjunto de medidas preventivas e que a prefeitura já iniciou ações paliativas no local. “Neste momento, a Defesa Civil está fazendo os devidos paliativos, com sinalização e interdição da avenida, para que a prefeitura possa executar os reparos necessários com segurança”, explicou ele.
A Prefeitura de Brasileia e a Defesa Civil seguem monitorando o nível do Rio Acre de forma contínua e informam que novas medidas poderão ser adotadas caso o volume de água volte a subir. A orientação é para que a população acompanhe os comunicados oficiais e evite áreas de risco durante o período de cheia.
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Acre
Empresário acreano morre ao salvar filhas de afogamento em praia de Fortaleza
Empresário acreano e ex-coordenador da AMAC conseguiu resgatar as crianças, mas foi arrastado pela correnteza e não resistiu
O empresário e ex-coordenador da Associação dos Municípios do Acre (AMAC), Marcio Neri, morreu nesta quinta-feira (15) após entrar no mar para salvar as duas filhas que estavam sendo arrastadas por uma forte correnteza em uma praia de Fortaleza, no Ceará.
De acordo com informações apuradas, Neri conseguiu, com grande esforço, levar as crianças em segurança até a areia. No entanto, exausto após o resgate, acabou sendo puxado novamente pelas ondas e desapareceu diante da família.
O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente e iniciou as buscas. O corpo do empresário foi localizado já sem sinais vitais. Socorristas ainda tentaram reanimá-lo por vários minutos com manobras de ressuscitação cardiopulmonar, mas não houve sucesso. A morte foi constatada ainda no local, em meio à comoção de banhistas e familiares.
Natural do Acre, Marcio Neri era uma figura conhecida no estado, especialmente por sua atuação na AMAC, onde exerceu por anos a função de coordenador, participando da articulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos municípios acreanos.









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