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A urna eletrônica brasileira completará 18 anos nas Eleições Gerais de 2014. Um marco histórico não só pelo tempo, mas por continuar sendo símbolo de credibilidade e democracia no Brasil.

Desde o seu surgimento, em 1996, a máquina de votar vem passando por aperfeiçoamentos para garantir mais segurança e transparência ao processo eleitoral, reduzindo a intervenção humana nos procedimentos de identificação do eleitor, apuração e totalização dos resultados. Esse é o caminho mais válido para a segurança do voto, afirma o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral, Giuseppe Janino.

O secretário esteve nesta quinta-feira, 14, em Rio Branco, ministrando palestra sobre a segurança do sistema eletrônico de votação. O evento ocorreu no plenário do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), e foi aberto a autoridades do Judiciário, representantes de partidos, profissionais da imprensa e demais interessados, com o objetivo de mostrar o passo a passo do processo eleitoral com o uso da urna eletrônica.

“É um tema acessível a todos, pois a Justiça Eleitoral do Brasil tem esse perfil de ser transparente. É importante que as pessoas conheçam o sistema de votação para afastar qualquer suspeição quanto à segurança do voto”, destacou.

Prova dessa transparência é que o TSE mantém, periodicamente, as portas abertas para pesquisadores e hackers de qualquer lugar do mundo realizarem testes de segurança nas urnas. Dos testes realizados até hoje com o objetivo de tentar fraudar a máquina ou encontrar falhas no software da Justiça Eleitoral, nenhum obteve sucesso, segundo Janino.

“A urna não está ligada a nenhum meio de comunicação, muito menos a internet. Não há como haver uma invasão no sistema eleitoral, tampouco alteração na votação”, esclarece.

Janino destacou que a biometria na eleição veio para dar mais credibilidade à identificação do eleitor e, portanto, mais segurança ao voto. “Considerando que não há duas impressões digitais iguais no mundo, é impossível um eleitor votar no lugar do outro. E o objetivo de recadastrar eleitores por biometria foi justamente esse, eliminar mais uma interferência humana, que era a identificação do eleitor de forma manual, visualizando o caderno de votação e comparando com o documento”.

A meta do TSE é cadastrar todos os eleitores brasileiros por meio da biometria até 2018. Atualmente, 4 Estados concluíram o cadastro biométrico de eleitores, além de 14 capitais. No Acre, Rio Branco, Assis Brasil e Bujari já passaram pelo recadastramento, que representa 48% do eleitorado do Estado.

 

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