O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Acre (Sintect) abriu a campanha contra a venda da estatal responsável pela entrega de cartas, PAC e Sedex. A privatização poderá acabar com os atuais serviços de envio de encomendas para os bairros periféricos e para interior, além de elevar os preços das tarifas.

Segundo o vice-presidente do Sintect, Cleyton Nogueira, atualmente, a empresa faz a cobertura de todos os municípios sem garantir lucros, mas a situação deverá mudar, porque a empresa privada terá o interesse de garantir o retorno financeiro do investimento.

“Privatizar os Correios prejudicará a população que necessita de preços mais acessíveis pelos serviços oferecidos, por isso o caso deve ser tratado com seriedade. Todos serão prejudicados”, afirmou o sindicalista.

O vice-presidente ainda alertou para a demissão em massa dos trabalhadores, além do corte de salários e benefícios dos futuros contratados. No Acre, a estatal possui 365 funcionários que de forma indireta sustentam mais de 1,4 mil pessoas, incluindo os filhos e esposas.

“A demissão em massa prejudicará todo o comércio local, causando danos na economia local. Os futuros contratados não terão estabilidade e os direitos sociais serão perdidos, porque, para a empresa privada, o trabalhador deverá trabalhar a qualquer hora do dia, aumentando o risco de câncer de pele em decorrência da exposição prolongada ao sol”, alertou o sindicalista.

Para alertar a população e conscientizar os trabalhadores, os diretores do Sintect programam um ato em protesto contra a venda dos Correios, além de espalhar pelas agências da empresa banners explicando os prejuízos que deverão alcançar toda a sociedade.

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