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Acre

Sinteac frustra Governo e cassa membros da comissão eleitoral com cargos comissionados

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Até o deputado estadual Daniel Zen (PT) correu e mandou um advogado tentar negociar, mas a ação foi rejeitada. A situação terá de ser resolvida em nova assembleia

Durou pouco a tentativa do governo de influir na eleição do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac). A diretoria do sindicato agiu rápido e cassou o mandato do membro da comissão eleitoral, José Chaves da Silva, e da sua suplente, Maria da Conceição Cabral, apenas setenta e duas horas depois da eleição deles em Assembleia Geral da categoria.

Os mandatos de Silva e Cabral foram impugnados porque eles são ocupantes de cargo de confiança, ele no governo e ela na prefeitura, o que é vedado pelo Estatuto do sindicato. A identificação da ilegalidade ocorreu na manhã desta segunda-feira (18). Com a exclusão dos nomes, a vaga foi ocupada pela professora Andreska Alves de Oliveira, primeira-suplente.

Com a decisão, o sindicato convocou uma nova Assembleia Geral Extraordinária para a próxima quinta-feira (21), às 17h, no auditório do CEBRB, para chancelar a decisão da diretoria.

A exclusão dos representantes governamentais se deu com base no artigo 3°, inciso I, do Estatuto da entidade, que determina a independência do Sinteac em face a partidos políticos, entidades religiosas e, principalmente, ao Estado, bem como o artigo 7º, parágrafo único, que diz que os candidatos não podem ocupar cargo de confiança em qualquer esfera de governo.

Os dois excluídos possuem cargos e são nomeados pelo governador e pelo prefeito, sendo assim, representam o Estado e não podem ocupar cargos na comissão eleitoral. Mesmo assim, a nova composição precisa ser homologada por uma nova assembleia.

Rosana fala

Rosana Nascimento

Rosana Nascimento, presidente do Sinteac /Foto: Reprodução

“Nossa ação é em estrito cumprimento do que determina nossa lei, que é o Estatuto do Sinteac. Se existe a vedação para pessoas sem independência e também especificamente para os nomeados em cargos comissionados, nós temos de atuar e afastar estas pessoas que foram eleitas na ilegalidade”, comentou Rosana Nascimento, presidente do Sinteac.

Rosana revelou que na sexta-feira (15), o governo mandou seus cargos comissionados em peso e elegeu dois deles, tentando influir na eleição. Para ela, o governo tem feito de tudo para calar o sindicato, inclusive tentando eleger a nova diretoria. “Nós queremos uma eleição limpa e dentro da legalidade, razão pela qual conclamamos todos os servidores filiados a comparecerem nesta nova Assembleia Geral para regularizarmos a situação”, comentou.

Para a sindicalista, este é o momento do servidor que não tem cargo comissionado, que vive do suor e do trabalho, comparecer e decidir o próprio futuro e o do Sindicato. Respeitamos todos os cargos comissionados que são filiados, mas não podemos deixar de cumprir o Estatuto do Sinteac.

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