GladsonMesmo diante do presidente do Partido Progressista (PP), Ciro Nogueira, declarar apoio a presidente Dilma Rousseff e permanecer na base aliada do governo, o senador acreano Gladson Cameli disparou que não acompanha a sigla e votará pelo o impeachment da chefe do executivo. O parlamentar foi um dos primeiros a divulgar seu voto para todo o Brasil.

“Estou do lado do povo brasileiro. Se existem denúncias de crimes praticados pela Presidente, ela tem que ser investigada e, se culpada, que pague pelos seus erros. Sou a favor que sejam cobradas as responsabilidades do executivo. Se houve pedaladas fiscais que se punam os responsáveis. Eu sou a favor disso, porque a população tá me cobrando. Se eu não ouvir quem me elegeu, não faz sentido eu estar no senado”, disse.

Além de Gladson Cameli, outros senadores do PP também não concordam com a decisão do presidente Ciro Nogueira. Nesta quarta-feira, a senadora gaúcha Ana Amélia Lemos divulgou nota em que afirma sua posição sobre o assunto. Ela reiterou que é a favor do afastamento do PP do governo, com a devolução imediata dos cargos, assim como do impeachment da presidenta.

“Sobre as decisões do presidente do PP, entendo que o foro adequado para essa deliberação é a convenção nacional, com a presença dos membros do diretório, espalhados por todo o País, e que representam o anseio das bases”, apontou. Por isso, ela pede uma data para que seja realizada convenção nacional, “visando uma decisão que represente a vontade da maioria”.

A nota da senadora Ana Amélia coincide com as informações de que acordos estariam sendo costurados entre a direção do PP e o Palácio do Planalto para apoio ao governo contra o impeachment em troca de cargos no Ministério da Saúde.

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