“O governo estadual não demonstra intenção de levar as reivindicações da categoria a sério”, diz Sintesac

Servidores decidiram pela greve durante assembleia geral/Foto: Sintesac
Servidores decidiram pela greve durante assembleia geral/Foto: Sintesac

Os trabalhadores da Saúde, em assembleia geral realizada na manhã desta quinta-feira (28), no Auditório do Hospital das Clínicas, definiram o dia 31 de março como data provável para uma paralisação de suas atividades. Sem reajuste salarial desde 2012, acumulando perdas de quase 40% no período, os sindicalistas questionam as políticas para a Saúde do governo, principalmente o orçamento que define os investimentos, onde se inclui a possibilidade de reajustes.

“O Sintesac se antecipa em esclarecer que a intensão dos trabalhadores não é causar ainda mais transtornos [aos pacientes do SUS], além do que a população já tem com atendimento em saúde pública. O governo estadual não demonstra intenção de levar as reivindicações da categoria a sério”, destacou o presidente da comissão provisória do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sirtesac), João Batista Ferreira dos Santos.

Ele informa que já foram realizadas duas reuniões com a equipe da Secretaria de Saúde, mas nada ficou definido. “Na terceira reunião, marcada para o dia 18, no auditório do Instituto Acre Previdência, onde a comissão oficial iria responder nossas propostas, simplesmente foi cancelada  na véspera e sem sinalizar para uma outra data”, explica Santos, lembrando que as negociações devem ser encerradas dia 28 do próximo mês.

Figuram entre proposta: aposentadoria por tempo especial de serviço (25 anos); incorporação das gratificações ao piso salarial; pagamento e revisão do percentual de insalubridade; condições de trabalho e mais contratações; redução da jornada de trabalho de 40 para 30 horas de trabalho para os profissionais que possuem contratos provisório; acordo coletivos com os servidores do Pró-Saúde; reposição de perdas de 25,9%; reajuste salarial de 10,98%; extensão da complexidade de trabalho para os profissionais de nível médio e fundamental; e reenquadramentos.

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